Preocupação com juros é a maior desde 2016

Preocupação com juros é a maior desde 2016

18 de julho de 2022

Os três problemas que mais tiraram o sono do empresariado brasileiro, no segundo trimestre deste ano, foram a falta ou o alto custo das matérias-primas, assinalado por 52,8% das empresas; elevada carga tributária, lembrada por 30,9%; e a alta taxa de juros, registrado por 24,3% dos respondentes.

Os dados são da Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que consultou 1.853 empresas, sendo 730 pequeno porte, 660 médio porte e 463 de grande porte, entre 1° e 11 de julho de 2022.

No entanto, as menções sobre dificuldades de acesso a insumos têm caído, ao mesmo tempo que sobe a preocupação com a alta das taxas de juros. O problema teve um aumento nas assinalações neste trimestre de 3,5 pontos percentuais.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2021, o percentual aumentou 16,7 pontos e se tornou o maior desde o quarto trimestre de 2016, quando foi assinalado por 27,9% dos respondentes.

As queixas sobre a elevada carga tributária estão praticamente estáveis com uma alta de 0,5 ponto no segundo trimestre em relação a janeiro e março deste ano. A demanda interna insuficiente, a taxa de câmbio e o alto custo de energia também dificultou a produção entre abril e maio deste ano.

Produção e estoque

A produção industrial permaneceu estável em junho de 2022, após um mês de crescimento elevado. O índice de evolução da produção registrou 50,1 pontos, muito próximo a linha divisória dos 50 pontos, o que significa que a produção apresentou estabilidade frente ao mês anterior. Em maio, o índice havia ficado em 53,6 pontos.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) manteve-se em 70% entre maio e junho de 2022. O índice de evolução do nível de estoques foi de 49 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que indica uma queda dos estoques em relação ao mês anterior.

Todos os índices de expectativa de julho de 2022 revelam perspectivas positivas do empresário industrial. Os índices relativos às expectativas de demanda, quantidade exportada e compras de matérias-primas mostram, inclusive, perspectivas mais favoráveis que as de junho. O índice de expectativa de demanda para julho de 2022 alcançou 59,6 pontos, maior valor desde setembro de 2021.

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