Previsão é dos juros subirem ainda mais no Brasil

Previsão é dos juros subirem ainda mais no Brasil

17 de junho de 2022

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na quarta-feira (15/6) elevar a taxa Selic de 12,75% ao ano para 13,25% ao ano, um aumento de 0,5 ponto percentual. Esse foi o 11º reajuste consecutivo da taxa básica de juros da economia. Com isso, a Selic chega ao maior patamar desde dezembro de 2016, quando estava em 13,75%.

Apesar de o aumento ter ficado dentro do previsto, o Copom surpreendeu ao anunciar que pretende continuar a elevar a Selic em “igual ou maior magnitude” na próxima reunião, marcada para agosto. A elevação da Selic ajuda a controlar a inflação, uma vez que juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, as taxas mais altas dificultam a recuperação da economia.

Entidades do setor produtivo criticaram a decisão do Copom. Para representantes da indústria, o aumento da Selic foi equivocado e prejudicará a recuperação econômica. Em nota, a Confederação Nacional da Indústria informou que a taxa está em um nível que inibe a atividade econômica, enquanto a inflação já começa a desacelerar.

15% ao ano

“A inflação no mundo está em ritmo maior do que o esperado. Na última reunião do Fed (banco central dos EUA), havia a expectativa que os impactos do aumento nas taxas de juros seriam suficientes para arrefecer a inflação, porém, na semana passada, com a publicação do CPI, o indicador de variação nos preços dos Estados Unidos, ficou claro que isso não aconteceu e que medidas mais rigorosas deveriam ser tomadas”, diz explica Lucas Sharau, assessor de investimentos na iHUB Investimentos.

“Por essa razão, não acharia estranho a taxa de juros no Brasil atingir patamares próximos de 15% no fim do ano, e as bolsas no mundo sofrendo com fortes quedas”, frisa o economista.

Em maio, segundo o IBGE, o IPCA medido foi de 0,47%, considerado o menor resultado desde abril de 2021, quando ficou em 0,31% no mês. Ainda em maio, o percentual também ficou abaixo da estimativa do mercado financeiro, que esperava uma variação de 0,6% dos preços no mês. Contudo, o que preocupa economistas e especialistas no mercado é o índice acumulado dos últimos 12 meses, que ainda está na casa de 11,73%, contra uma meta de 3,5% prevista para o final do ano de 2022.

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