Setor produtivo goiano sofre com a energia elétrica

Setor produtivo goiano sofre com a energia elétrica

19 de maio de 2022

A qualidade e a segurança da energia elétrica fornecida pela Enel Distribuição vêm sendo um dos maiores gargalos para o setor produtivo em Goiás. Representantes da indústria, varejistas e centros de distribuições já sofreram e continuam tendo prejuízos com as interrupções de fornecimento de energia, obrigando-os a realizar investimentos na própria geração de energia como forma de solução.

Diante desta situação, o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da FIEG, Célio Eustáquio de Moura, afirmou ao EMPREENDER EM GOIÁS que os empresários estão buscando outras alternativas de geração de energia, como usinas fotovoltaicas, por exemplo.

“Na questão da segurança, a solução são os geradores a diesel. Isso para reduzir os prejuízos”, afirmou, ao lembrar que a energia elétrica como é um insumo essencial para produção e uma variante que determina a competitividade.

O superintendente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Felipe Melazzo, reforça que a relação com a Enel é desgastante.

“Eles não tentam flexibilizar as exigências, mesmo com um serviço de baixa qualidade. No início, já existe a burocracia em relação aos dados da obra. A situação se complica com a instalação dos transformadores, que só podem ser da Enel. Finalmente, quando eles cedem, começa a verdadeira demora: o ligamento definitivo”, reclama.

Conforme Felipe Melazzo, todo esse imbróglio costuma demorar de 50 a 70 dias, o que atrasa muito a construção e gera muitos custos”, frisa, ao destacar que a concessionária não atende os anseios e demanda bastante do setor.

Prejuízos

Confirmando a crítica situação, o empresário proprietário da rede de supermercados Bom Preço, André Aquino, conta que recentemente foi duramente atingido. “No fim do ano passado, tivemos um prejuízo de quase R$ 2 milhões por conta de uma interrupção sem aviso prévio. Fomos obrigados a investir em geradores, mas de toda forma não aguentam por muito tempo. Já tivemos falta de energia de até 20 horas”, reclama.

Nos três primeiros meses do ano, conforme relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Enel Goiás acumulou quase 2 milhões de reclamações por interrupções no fornecimento de energia.

Procurada pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a concessionária informou que “estão sendo realizados investimentos massivos no Estado e que a busca pela qualidade é uma prioridade para a empresa”. Contudo, o setor produtivo e o governo do Estado não registraram melhorias.

A companhia italiana Enel está em negociação para vender sua distribuidora goiana de energia, comprada durante o processo de privatização da Celg-D, em um acordo que pode chegar a US$ 2 bilhões, disseram três fontes com conhecimento do assunto.

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