Vendas do comércio goiano crescem quase 20%

Vendas do comércio goiano crescem quase 20%

8 de julho de 2020

O volume de vendas do comércio varejista goiano avançou 19,4% em maio deste ano, comparado com abril, sendo o melhor resultado desde o início da série histórica (janeiro de 2000). Contudo, quando comparado com o mesmo mês de 2019, houve redução de 7,4% nas vendas, sendo a terceira queda consecutiva, mas é a menor queda nessa base de comparação desde o início da pandemia da Covid-19.

Esse fato mostra que o volume de vendas está crescente, mas segue em queda em relação a 2019. Regionalmente, todas unidades da Federação apresentaram crescimento em maio de 2020 quando comparadas com o mês anterior. Goiás foi o terceiro Estado com maior variação nessa base de comparação, ficando atrás do Paraná e de Rondônia.

Já as vendas do comércio varejista no Brasil cresceram 13,9% em maio comparadas com as de abril deste ano, sendo também o melhor resultado da série histórica. Quando comparadas com maio de 2019, houve redução de 7,2%.

A pandemia ainda afeta o comércio goiano e nacional, uma vez que o acumulado de 2020 ainda se encontra negativo, tanto em Goiás (-6,8%) quanto no Brasil (-3,9%). Já o comércio varejista ampliado goiano (que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de Material de construção) registrou avanço de 23,2% em maio, quando comparado com abril deste ano, sendo o melhor resultado da série histórica.

No varejo ampliado nacional as vendas cresceram 19,6%, na mesma base de comparação, sendo também o melhor resultado da série histórica. Já quando comparado com maio de 2019, sofreram recuo de 11,9%. O comércio varejista ampliado apresenta comportamento semelhante ao comércio varejista. Ambos estão melhores em maio deste ano, mas piores que no mesmo mês do ano passado.

A diminuição de 11,9% do volume de vendas com varejo ampliado goiano em maio de 2020, frente a maio de 2019, pode ser explicada: oito das dez atividades pesquisadas tiveram redução. Os setores que apresentaram as maiores variações negativas foram os de livros, jornais, revistas e papelaria (-62,4%), sendo representado principalmente por papelarias e livrarias, que vem perdendo participação mês após mês e apresenta queda acumulada no ano de 28,7%. Seguido pelo setor de tecidos, vestuário e calçados (-56,0%), que apresenta queda desde o início da pandemia (março: -49,7% e abril: -89,7%), e é uma atividade extremamente afetada por não ser considerada essencial. Por fim, o setor de veículos e motos, partes e peças também apresentou queda no volume de vendas (-25,1%).

Já com relação aos únicos setores que tiveram avanço, destaca-se o setor de móveis e eletrodomésticos (25,7%), que pode ser explicado pelo aumento das vendas por comércio eletrônico. Também apresentou avanço o setor de material de construção (4,1%), uma vez que diversos segmentos da sociedade estão aproveitando o momento para fazer reformas (leia aqui matéria sobre este setor produzida recentemente pelo EMPREENDER EM GOIÁS).

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