Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein: “A entrada da organização na gestão de operações de provedores do setor privado reforça o compromisso com a sociedade e com a qualidade e segurança de todos os pacientes”

A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, mantenedora do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, assumiu nesta quarta-feira (15/08) a gestão do Hospital Órion, que entrará em operação até julho de 2019 no Órion Business & Health Complex, localizado na esquina das avenidas Mutirão e Portugal, no Setor Marista, em Goiânia. Pelo contrato de 10 anos. o Albert Einstein receberá pagamentos mensais, participação nos lucros e terá prioridade de opção de compra do mais moderno centro médico-hospitalar de alta complexidade do Centro-Oeste, com valor de mercado estimado em R$ 550 milhões, em 2021.

Por que o Albert Einstein pode comprar o Hospital Órion ? De acordo com pesquisa encomendada pela Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein, Goiânia tem uma grande atratividade de pessoas de outros Estados em busca de serviços de saúde, principalmente nos casos que necessitam de um maior nível de especialização médica.

O raio de extensão para a atratividade por serviços de saúde em Goiânia chega até aos Estados do Acre, Amazonas e Pará. O interior de Goiás, a região sul da Bahia, e os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Maranhão são os principais locais de onde vêm pacientes em busca de assistência médica em Goiânia. Com o hospital em operação, também é esperada acentuada procura de pacientes que moram em Brasília.

Frank Campos, Marcelo Rabahi, Artur Rassi, José Henrique Guermann e José Manuel de Toledo França, durante a solenidade de anúncio da formalização do contrato de gestão

Gestão

Essa será a primeira vez que o Albert Einstein fará uma gestão privada em outra instituição de saúde. Com isso, a instituição médica de reconhecimento e certificações internacionais, trará seus valores de qualidade, eficiência operacional e segurança do paciente para Goiânia. “Com toda a expertise acumulada em mais de seis décadas, podemos transferir essas práticas com rapidez e facilidade ao Órion”, afirma Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, em entrevista pelo celular que, por causa do mau tempo em São Paulo, não teve condições de participar da solenidade em Goiânia..

José Henrique Guermann, um dos diretores do Albert Einstein, que esteve na capital para a assinatura do contrato, explica que “a gestão do Órion terá a preocupação constante de cumprir determinados indicadores e metas, garantindo a humanização, excelência e melhoria contínua de indicadores, como a diminuição de infecção de trato respiratório com paciente entubado, infecção urinária com paciente sondado, diminuição no tempo de permanência no hospital.”

De acordo com o incorporador e um dos sócios do Órion Business & Health Complex, complexo imobiliário onde está o Hospital Órion, Artur Rassi, da FR Incorporadora, a parceria com o Albert Einstein, além de assegurar a transferência contínua para Goiânia de tecnologias e protocolos avançados de saúde, também dá a certeza ao corpo clínico que atuará na instituição e a seus futuros pacientes de que a unidade hospitalar funcionará com excelência. “O hospital contará com treinamento constante e políticas internas de controle rígidas, baseadas no know how do Hospital Albert Einstein, uma das mais renomadas e respeitadas instituições de saúde da América Latina”, destacou.

Segundo Frank Campos, da GVC Engenharia, a decisão de construir um complexo médico hospitalar na capital goiana partiu de estudos preliminares de mercado, feitos pelo próprio grupo empreendedor. O estudo apontou que Goiânia tem uma demanda de tratamento de alta complexidade que vai bem além do Estado de Goiás, expandindo para a região Centro-Norte do País. O hospital está sendo preparado para suprir a demanda por tratamentos especializados nas áreas de oncologia, cirurgia do sistema cardiorespiratório, neurologia, hematologia, cirurgias plásticas, transplantes de órgãos, cirurgias bariátricas, entre outros.

Com uma área de 22 mil m² , podendo chegar a 27 mil m², o Hospital Órion terá 240 leitos, dos quais 40 deles destinados à UTI e centro cirúrgico com 11 salas

Estrutura

O Hospital Órion ocupará aproximadamente oito andares do Órion Business & Health Complex, que foi construído pelas empresas GVC Engenharia, FR Incorporadora, Tropical Urbanismo e Joule Engenharia. Em fase de instalações, automação e acabamento, a estrutura do Hospital Órion possui quase 22 mil m², podendo chegar a 27 mil m² de espaço físico. Serão 240 leitos, 40 deles destinados à Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) e que serão todos humanizados e individuais.

O centro cirúrgico contará com nove salas operatórias, dois hemodinâmicas, estruturadas para receber vários procedimentos de alta complexidade simultaneamente, além de duas salas de cirurgia preparadas para receber os robôs Davi.

De acordo com Frank Guimarães, o Hospital Órion terá o primeiro acelerador linear com baixa emissão de radiação do País, que reduzirá o tempo de tratamento, de 30 para 15 minutos, e os efeitos colaterais.

Além do hospital, o complexo terá em torno de 200 clínicas e consultórios a serem implantados em 664 salas e suas junções. A estimativa é de que até 2,5 mil médicos das mais variadas especialidades (mais de 30) atendam simultaneamente no complexo. No topo, um heliponto receberá casos de emergência e pacientes de outras regiões que precisem de transporte aéreo.

A proposta é de que o hospital ainda cresça e passe a receber estudantes para residência, assim como já é realizado no Albert Einstein, contribuindo para inovação, ensino e pesquisa.


Deixe seu comentário