Vendas do comércio goiano continuam abaixo da média nacional

Vendas do comércio goiano continuam abaixo da média nacional

14 de janeiro de 2022

O volume de vendas do comércio varejista goiano teve pequeno recuo de 0,3% em novembro passado, quando comparado com o mês anterior (outubro), e foi 7% menor comparado com igual mês de 2020. Esse resultado encolhe o crescimento acumulado do setor para -0,5% no ano e para -0,7% nos últimos 12 meses em Goiás, segundo dados divulgados hoje (14/01) pelo IBGE.

No comércio varejista ampliado goiano (que inclui as atividades de veículos, motos e peças, além de material de construção), o volume de vendas avançou 0,8% em novembro de 2021, quando comparado com o mês anterior, e 3,9% quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Neste cenário ampliado, o setor ainda acumula um crescimento de 10,2% em 2021.

“O que vimos foi uma Black Friday muito menos intensa, em termos de volume de vendas, do que a de 2020, quando esse período de promoções foi melhor, sobretudo para as maiores cadeias do varejo”, analisa o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. “Isso se deve, em parte, pela inflação, mas também por uma mudança no perfil de consumo, já que algumas compras foram realizadas em outubro ou até mesmo no primeiro semestre, quando houve maior disponibilidade de crédito e o fenômeno dos descontos. Isso adiantou de certa forma a Black Friday para algumas cadeias”, frisa.

Móveis e combustíveis

A queda no volume de vendas do varejo goiano de 7,0% na comparação entre novembro de 2021 e de 2020 pode ser explicada, pois cinco das oito atividades pesquisadas tiveram recuo significativo na mesma base de comparação. O setor que apresentou a maior diminuição foi o de móveis e eletrodomésticos (-24,1%), registrando o sétimo mês consecutivo de queda, além de acumular no ano variação de -9%. Em seguida, as vendas de combustíveis e lubrificantes apresentaram recuo de 7,4% no Estado, sendo a quarta queda após sete meses consecutivos de aumento.

Já as atividades que apresentaram maior crescimento em novembro de 2021 foram as de livros, jornais, revistas e papelaria (16,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (14,0%); e a de equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (5,9%). Para o resultado positivo no varejo ampliado, observou-se que apesar da atividade de material de construção ter queda significativa (-10,8%), ocorreu um avanço considerável de veículos, motos e peças (32,8%), retomando a sequência de crescimentos significativos.

No Brasil, de outubro para novembro de 2021, o comércio varejista cresceu 0,6%, com resultados positivos em 13 das 27 unidades federativas, com destaque para: Roraima (3,7%), Rio de Janeiro (2,8%), Distrito Federal (2,7%), Rondônia (2,3%), Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,0%). Por outro lado, houve recuo em quatorze Estados, sendo as maiores variações negativas em Paraíba (-3,1%), Piauí (-3,0%) e Bahia (-2,8%).

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