Goiás volta ao topo do ranking de competitividade

Goiás volta ao topo do ranking de competitividade

30 de setembro de 2021

Depois de cair três posições em 2019, Goiás voltou neste ano a figurar entre os 10 Estados mais competitivos do País. Em 2020, ganhou duas posições em relação ao ano passado e é o 10º mais competitivo, mas segue no último lugar no Centro-Oeste. A melhor colocação do Estado é motivada pelo crescimento em cinco dos dez pilares analisados pelo levantamento anual realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria e a Seall, startup de gestão estratégica de impacto socioambiental e econômico.

Os pilares que puxaram o crescimento da competitividade de Goiás são: Segurança Pública (+5 posições), Inovação (+5), Eficiência da Máquina Pública (+3), Educação, Potencial de Mercado e Sustentabilidade Social, com avanço de um ponto em cada um destes indicadores. No caso de Segurança Pública e Inovação, Goiás subiu nas colocações de indicadores como, segurança patrimonial, investimentos públicos em P&D e patentes.

Goiás poderia ter crescido ainda mais no ranking dos Estados se não tivesse perdido posições em pilares importantes, como Capital Humano (-5 posições), Solidez Fiscal (-1) e Infraestrutura (-1). Além disso, sofreu queda em indicadores como inserção econômica dos jovens (-5), índice de transparência (-10) e acesso à energia elétrica (-5).

A inserção de novos indicadores no Ranking de Competitividade dos Estados, relativos à temática ambiental, geraram uma queda do Estado de quatro posições no pilar de Sustentabilidade Ambiental (9º), com destaque para baixas posições em indicadores como recuperação de áreas degradadas (24º) e velocidade de desmatamento (24°). Goiás também perdeu cinco posições no pilar de Capital Humano, passando a figurar no penúltimo lugar no País neste quesito.

Centro-Oeste
Pela primeira vez, desde 2015, todos os quatro Estados do Centro-Oeste ficaram entre os dez mais competitivos do País, de acordo com a edição de 2021 do Ranking de Competitividade dos Estados. Na Região, os destaques foram Mato Grosso (7ª colocação) e Goiás (10ª colocação), que conseguiram subir duas posições cada, graças, em parte, as melhorias nos indicadores de Segurança Pública, enquanto o Distrito Federal (3ª colocação) e o Mato Grosso do Sul (6ª colocação) mantiveram as mesmas posições do ano passado.

Um fator que influenciou na oscilação das posições dos Estados foi o acréscimo dos 13 indicadores no ranking deste ano. De qualquer forma, assim como nas últimas sete edições, São Paulo segue na 1ª colocação, Santa Catarina permanece na 2ª posição, Distrito Federal na 3ª e Paraná na 4ª, seguidos do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás, que integram o grupo dos 10 primeiros.

ANÁLISE DA NOTÍCIA

Para o economista Jeferson de Castro, professor da PUC Goiás, a questão da competitividade não é apenas uma política de governo, mas também das entidades de classe e das instituições de ensino superior. “Goiás subiu dois pontos no ranking em razão deste conjunto”, destaca. Para o Estado continuar avançando, ele sugere que se reequilibre os focos da política de competitividade, observando as fragilidades e centrando nas potencialidades.

Além disso, o economista cita a importância de investimentos pesados em infraestrutura, na integração do capital humano com a inovação e que se busque o eixo do potencial de mercado, com a atração de empresas, em segmentos diversos, para agregar valor à produção e geração de empregos.

“Ficou ainda mais evidente que um governo competitivo é aquele que usa indicadores e metodologias para planejar, priorizar e executar políticas públicas sustentáveis”, afirma Tadeu Barros, diretor de Operações do CLP.

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