Indústria goiana cresce abaixo da média nacional

Indústria goiana cresce abaixo da média nacional

9 de setembro de 2021

A indústria goiana tem enfrentado dificuldades para se recuperar dos efeitos econômicos causados pela pandemia da Covid-19 e pelas sucessivas crises políticas geradas em Brasília. Segundo divulgado hoje pelo IBGE, a produção industrial goiana teve em julho até apresentou um pequeno crescimento de 0,8% comparada com junho de 2021, mas comparada com o mesmo mês do ano passado, quando o País enfrentava severas medidas de isolamentos social, as vendas das indústrias goianas estão ainda 3% menores.

Desde março deste ano, a produção industrial goiana tem oscilado entre altas e baixas, mas já acumula queda de 3,8% neste ano e de 2,4% nos últimos 12 meses. Para se ter uma ideia, na indústria nacional houve avanço de 1,2% em julho deste ano comparado com o de 2020, sendo o 11o mês seguido de resultado positivo, mas já demonstrando sinais de desaceleração. A indústria nacional acumula crescimento de 11% em 2021 e de 7% nos últimos 12 meses.

As indústrias de transformação em Goiás registraram em julho passado a sua décima queda consecutiva (-4,6%). A atividade que teve maior queda foi a de fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-25,8%), que apresentou a décima queda consecutiva e já acumula no ano um encolhimento de 32,3%, variação que reflete a produção nos meses de abril a setembro de 2020, quando houve um aumento na produção de medicamentos. A fabricação de produtos de metal também sofreu queda (-20,5%), aliás, a sétima seguida na produção e já acumula no ano encolhimento de -16,7%. A metalurgia sofreu em julho a oitava queda consecutiva e acumula no ano queda de 15,3%.

Crescimento

A atividade que apresenta maior crescimento na produção industrial em Goiás neste ano é a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (51,1%). A atividade registra um acumulado no ano positivo (89,6%) e acumula nos últimos 12 meses um aumento de 22,4%. As indústrias extrativas registram crescimento de 39,6%, sendo o segundo maior resultado da série histórica, iniciada em janeiro de 2013, e o quinto crescimento consecutivo. Assim, o setor já acumula no ano um crescimento de 11,7%. A fabricação de produtos de minerais não-metálicos (18,7%) apresentou o 12o crescimento consecutivo na produção e acumula no ano um crescimento de 22,4%.

Os produtos que tiveram mais influência para a redução dessa atividade foram automóveis com motor a gasolina, álcool ou bicombustível, minérios de cobre em bruto ou beneficiados e massa de concreto respectivamente.

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