Fieg lança cartilha para reduzir consumo de energia elétrica

Fieg lança cartilha para reduzir consumo de energia elétrica

3 de setembro de 2021

Sandro Mabel: “Precisamos unir esforços para que o sistema não entre em colapso”

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) lançou nesta sexta-feira (03/09) a cartilha Orientações para Eficiência Energética na Indústria. A ação, proposta pelo presidente da entidade, Sandro Mabel, mostra aos empresários goianos formas simples e cotidianas de baixar o consumo de energia dentro das indústrias, sobretudo diante do risco de apagão no atual cenário de escassez hídrica. Uma das constatações do setor é que a energia total consumida por motores elétricos, refrigeração, ar comprimido e iluminação pode representar mais de 50% dos custos em energia de uma empresa.

“Estamos passando por um delicado momento, com nossos reservatórios comprometidos pela escassez hídrica. Precisamos unir esforços para que o sistema não entre em colapso”, frisou Sandro Mabel, citando o risco eminente de racionamento de energia. De acordo com dados da CNI, a indústria é responsável por cerca de 41% do consumo de energia elétrica do País, com 573 mil unidades consumidoras industriais. Somente em Goiás, são 20.234 estabelecimentos do setor, que geram 318.276 empregos.

“A energia é insumo básico para operação das indústrias. Em um momento que lutamos para retomar o crescimento e minimizar os impactos econômicos da pandemia, o risco de apagão é um balde de água fria na recuperação da produção e dos empregos. Todos precisamos fazer nossa parte para evitar esse cenário”, defendeu.

O presidente do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Fieg, Célio Eustáquio de Moura, reforçou que a iniciativa da entidade  vem em momento adequado, quando o agravamento da crise exige o envolvimento de toda sociedade. “Queremos dar condições às indústrias de melhorarem a eficiência energética, apostarem na economicidade e gerar maior equilíbrio entre consumo e geração de energia no Brasil”, destacou.

Na webcoletiva, Célio Eustáquio explicou detalhes sobre o Programa de Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica, lançado pelo governo federal, que prevê mecanismos de bonificação aos consumidores empresariais e residenciais, e reforçou que a crise não é só energética, mas principalmente hídrica. “Juntamente com a economia de energia é muito importante também economizarmos água.”

O posicionamento também foi reiterado pelo presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMAS) da Fieg, Flávio Rassi. “É muito importante pensar em estratégias para economia hídrica nas indústrias, aproveitando melhor esse insumo tão importante e caro ao setor produtivo, com ações para tratamento de efluentes e consumo consciente”, salientou.

De acordo com Flávio Rassi, 65% da energia consumida no Brasil é produzida em hidrelétricas e a escassez hídrica tem impacto nos mananciais, nos reservatórios e na produção de energia. “O consumo consciente de água é muito importante para termos energia suficiente e energia mais barata. Quando precisamos acionar termoelétricas, o custo do insumo sobe muito e muda o sistema de bandeiras tarifárias, pesando para os consumidores como um todo.”

Com a cartilha, a Fieg busca promover e difundir o uso eficiente de energia no segmento industrial, sem comprometer a segurança, a qualidade e a capacidade de produção. A publicação abrange os principais usos de energia elétrica no processo produtivo, visto que o setor apresenta grande variedade de atividades.

Bônus
Em vigor desde 23 de agosto de 2021, o Programa de Incentivo à Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica para unidades consumidoras do Sistema Interligado Nacional concede bônus a indústrias que economizarem energia.

O objetivo é atender ao Sistema Interligado Nacional (SIN), em meio à crise hídrica que afeta os reservatórios das usinas hidrelétricas. O programa, de caráter “excepcional e temporário”, terá duração até 30 de abril de 2022.

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