Goiás é o 8º do Brasil em produtores de cachaça

Goiás é o 8º do Brasil em produtores de cachaça

18 de julho de 2021

Goiás é o oitavo Estado em número de produtores de cachaça do País, com 27 estabelecimentos, de acordo com o Anuário da Cachaça 2020, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Minas Gerais permanece na liderança com 397 produtores registrados, mais que o triplo do segundo colocado, São Paulo, que tem 128. Na sequência, estão Espírito Santo (27), Rio de Janeiro (64), Santa Catarina (47), Rio Grande do Sul (44) e Paraíba (40).

A região Sudeste é a que tem o maior percentual de estabelecimentos registrados para produção de cachaça (68,7%), com um total de 656 produtores. Em segundo lugar o Nordeste (com 14,5% e 138 produtores), em terceiro lugar o Sul (com 12,4% e 118 produtores), em quarto o Centro-Oeste (com 3,7% e 35 produtores) e, por último, o Norte (com 0,8% e 8 produtores).

No Brasil, o número de produtores de aguardente e cachaça no Brasil registrou um incremento de 4,14% em 2020 quando comparado com o ano anterior. Em 2019 eram 1.086 estabelecimentos com registros válidos e, em 2020, este número aumentou para 1.131. Em relação somente ao número de produtores de cachaça, o aumento foi de 6,8%, o que compensou a retração de 3,5% do número de produtores de aguardente no período.

“Tivemos uma recuperação notável em relação ao ano anterior, considerando que estamos atravessando uma pandemia e o consumo desse tipo de bebida é extremamente impactado pela falta de eventos sociais e festejos”, avalia o coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do Mapa, Carlos Vitor Müller.

Conforme o Mapa, o Brasil tem 5.523 marcas de cachaça e aguardente disponíveis no mercado para comercialização, coleção e degustação pelos apreciadores e colecionadores de rótulos destes destilados. O número de marcas de cachaça registradas aumentou 18,5% em 2020, na comparação com o ano anterior, e as marcas de aguardente tiveram incremento de 11,3%. São 4.743 marcas de cachaça e 780 de aguardente registradas no país.

Densidade

Segundo o Anuário da Cachaça 2020, o município de Córrego Fundo (MG) apresenta a maior densidade cachaceira do país, com um produtor de cachaça registrado para cada 798 habitantes. Em relação à aguardente, o primeiro lugar na densidade aguardenteira fica para o município de Pinheiro Preto (SC), onde há um produtor para cada 450 habitantes.

O município de Salinas, em Minas Gerais, que é reconhecido como a Capital Nacional da Cachaça, aparece novamente em primeiro lugar no número de estabelecimentos produtores de cachaça com registro no Mapa, com 23 empresas. Em segundo lugar, está São Roque do Canaã (ES), com 10 estabelecimentos. Alto Rio Doce (MG) teve um aumento de 350% no número de estabelecimentos registrados no Mapa.

Informalidade

Apesar do crescimento, o índice de informalidade continua preocupante. Atualmente, 89% de produtores não estão cadastrados no Ministério. O índice é obtido na comparação com aqueles identificados pelo Censo Agropecuário do IBGE de 2016.

Para Carlos Lima, diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), entidade representativa do setor, a manutenção da alta informalidade é consequência da falta de uma fiscalização efetiva, questões culturais, desconhecimento da legislação e, principalmente, um ambiente tributário desequilibrado, mesmo com a possiblidade de algumas empresas terem a opção de adesão ao Simples Nacional.

Para o Ibrac, a reforma tributária e demais propostas que tramitam no Congresso Nacional podem garantir a retomada do setor ou acelerar o aumento da clandestinidade e o crescimento do Mercado Ilegal.

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