Frente quer estimular cooperativas de moda em Goiânia

Frente quer estimular cooperativas de moda em Goiânia

17 de julho de 2021

Presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto afirma que serão duas frentes de trabalho

O projeto que dará estímulo e suporte à criação de cooperativas de profissionais da área da moda em Goiânia já tem dois subgrupos de trabalho formados. O foco são os profissionais que atuam na informalidade, de forma incipiente ou precária, na produção de peças do vestuário em Goiânia. Esse passo foi dado ontem, por iniciativa do presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira (foto), e do diretor superintendente do Sebrae Goiás, Antônio Carlos de Souza, que receberam, na sede do SESCOOP Goiás, secretários municipais de Goiânia e seus assessores, de diversas pastas, além do presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), Carlos Alberto, o presidente do Shopping Mega Moda, Carlos Luciano, e o diretor do Senai Goiás, Dario Queija de Siqueira.

O encontro serviu para definir como será desenvolvida a parceria entre o Sistema OCB/GO, a Prefeitura de Goiânia e a iniciativa privada, no contexto do projeto Incubacoop Goiás. Participaram da reunião a secretária Institucional da Prefeitura de Goiânia, Valeria Pettersen, o secretário de Desenvolvimento e Economia Criativa, Paulo Henrique, o secretário Executivo do Escritório de Prioridades, Ariel Silveira de Viveiros, a secretária de Política para as Mulheres, Tatiana Lemos e a secretária executiva da Secretaria de Direitos Humanos, Jordana de Araújo, representando a secretária Cristina Lopes.

Luís Alberto Pereira apresentou o projeto Incubacoop Goiás, iniciativa do Sistema OCB/GO para a incubação e desenvolvimento de novas cooperativas. “Reunimos nesse primeiro encontro três esferas: a pública municipal, a do consumidor, representado pelo Shopping Mega Moda e a Região da 44, e nós, do Sistema OCB Goiás e do Sistema S, voltados para o produtor, que é o objeto de trabalho do nosso projeto Incubacoop Goiás. Concluímos que precisamos atuar em duas frentes, em uma delas requalificando o espaço físico e trabalhando com fiscalização e comunicação a questão do consumo e completando o elo produtivo com a formalização, preparação e treinamento da mão de obra que irá se dedicar à confecção”, disse.

Foram constituídos dois subgrupos para trabalharem de forma paralela e, ao final, convergirem para uma ação única. Com a definição das regiões que passarão a ser o foco das ações, a mobilização do público se dará, primeiramente, com a capacitação dos trabalhadores e, em seguida, com o esforço de sensibilização para que haja a formalização da atividade, momento em que serão apresentadas as vantagens do modelo de negócio cooperativista. A região Noroeste de Goiânia, uma das mais populosas da cidade e que apresenta um dos mais baixos IDHs do município, pode ser uma das escolhidas, mas isso depende de diagnóstico que ainda será feito em conjunto com a Prefeitura.

Valéria Pettersen destacou que são diversas as secretarias do poder público municipal envolvidas no projeto Incubacoop Goiás, e cada uma delas está encarregada de criar a sua cooperativa, conforme o público a que estão relacionadas. “São públicos-alvo distintos, e vamos trabalhar em diferentes regiões da cidade. Queremos aproveitar esse potencial que já existe na Região da 44, um polo de moda que já existe em Goiânia.”

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