Pré-pandemia: número de empresas bate recorde em Goiás

Pré-pandemia: número de empresas bate recorde em Goiás

24 de junho de 2021

Havia 76,5 mil oficinas de veículos e motocicletas no Estado em 2019

O Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) registrou 191,4 mil empresas e outras organizações formais ativas em 2019 em Goiás. Esse número, conforme o IBGE, representa aumento de 7% em relação a 2018 (178,9 mil) e de 5,1% em relação a 2013 (182,1 mil), que havia sido o melhor ano da pesquisa até então. Assim, o ano de 2019 bateu recorde no número de empresas em Goiás, bem como no número de empresas e outras organizações atuantes, que somaram 185 mil unidades.


Goiânia concentra 36,2% das unidades locais do Estado; seguida por Anápolis (5,6 %); Aparecida de Goiânia (5,4%); Rio Verde (3,3%) e Catalão (2%). Goiânia também concentra a maior quantidade de pessoas ocupadas assalariadas (40,3%), seguida de Aparecida de Goiânia (7,6%), Anápolis (6,6%), Rio Verde (3,7%) e Itumbiara (1,9%). A capital goiana detém 50,5% de todos os salários e outras remunerações pagas no Estado.


Na comparação com 2018, quase todos os municípios tiveram aumentos no número de empresas, com destaque para Goianésia que aumentou 17,6% e Senador Canedo, 17,3%. Goiânia aumentou em 9,5%, enquanto Anápolis subiu 8%, Aparecida e Rio verde cresceram 6,1%. O destaque negativo fica por conta de Itumbiara que perdeu 1,9% de suas unidades locais.


Pessoal ocupado
Também cresceu o número pessoal ocupado. Em 2019, havia 1,645 milhão de pessoas ocupadas na data de referência (31 de dezembro), aumento de 1,9% em relação a 2018 (1,614 milhão). Desse total, 1,4 milhão (87,2%) estava como pessoal ocupado assalariado e 210,3 mil (12,8%) na condição de sócio ou proprietário.


Contudo, na passagem de 2018 para 2019, houve perda do rendimento na comparação com o salário mínimo vigente de cada ano. Em 2018, o salário médio mensal era equivalente a 2,7 salários-mínimos. Em 2019, o salário médio mensal era R$ 2.657,57, valor correspondente a 2,6 salários mínimos.


Setores
No setor de comércio, a reparação de veículos automotores e motocicletas tem 76,5 mil unidades atuantes, o que representa 40% do total do Estado. Esse setor também é o que apresenta o maior número de pessoas ocupadas, empregando 371,6 mil, sendo 288,2 mil pessoas assalariadas. Contudo, na comparação com as demais seções, o comércio paga o terceiro menor salário médio mensal, R$ 1.790,31, à frente apenas da seção Alojamento e alimentação (R$ 1.494,59) e atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.654,79). O valor pago equivale a 1,8 salário mínimo, reduzido em 0,1 s.m. em relação ao salário pago em 2018 (1,9 s.m.).


O setor indústrias de transformação é o segundo maior em número de unidades locais, com 15.373 empresas. Também é o segundo em número de pessoal ocupado, com 244,7 mil pessoas, sendo 227,1 mil assalariadas. O salário médio mensal pago em 2019 nessa seção é um pouco maior que o do comércio, R$ 2.354,68 (2,4 s.m.). O rendimento pago por mês em função do salário mínimo vigente no respectivo ano se manteve igual ao de 2018 (2,4 s.m.). O setor atividades administrativas e serviços complementares é a terceira maior em número de unidades locais atuantes em Goiás, com 14.453. O setor empregou 143,5 mil pessoas em 2019, sendo 130,1 mil assalariadas. O rendimento pago foi de R$ 1.654,79, equivalente a 1,7 salário mínimo.

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