Brasil é o país que mais perdeu milionários em 2020

Brasil é o país que mais perdeu milionários em 2020

8 de junho de 2021

O Brasil é o país que mais perdeu milionários em 2020, com uma queda de 22% em comparação ao ano anterior, passando de 375.000 para 294.000. No total, houve uma diminuição de mais de 81.000 milionários no País, revela um estudo divulgado pelo portal CupomValido.com.br, que reuniu dados da OCDE e Credit Suisse sobre a distribuição de riqueza. O México foi o segundo país que mais perdeu milionários, com uma perda de 17 mil, seguido pela África do Sul e Chile respectivamente. Na ponta oposta, os Estados Unidos foi o país que teve um maior aumento no número de milionários, com aumento de mais de 2 milhões de integrantes.

A desvalorização do real perante ao dólar é o principal fator que explica a diminuição de milionários no Brasil. Dentre as 33 moedas mais negociadas do mundo, o real foi uma das 8 moedas que tiveram a maior desvalorização no ano de 2020. No ano, o real chegou a desvalorizar quase 40% perante ao dólar. Uma queda maior que as moedas de países que estão em crises severas, como o peso (da Argentina), e a lira turca (da Turquia).

A desvalorização do real perante ao dólar, impactou significativamente no número de brasileiros considerados milionários (definição para adultos com patrimônio acima de U$1 milhão). O número total de milionários no Brasil passou de 375.000 para 294.000, uma queda de aproximadamente 22%.

Distribuição da riqueza
Mais de 70% da população brasileira tem um patrimônio menor que R$50.000. Na faixa acima, 27% possuem um patrimônio entre R$50.000 e R$500.000. E por fim, 3% possuem valores acima de R$500.000. Ao compararmos com a média mundial, 58% da polução possui patrimônio menor que R$50.000, 32% possuem um patrimônio entre R$50.000 e R$500.000 e 10% possuem valores acima de R$500.000. Isso demostra que no Brasil, existe uma grande desigualdade. O Coeficiente de Gini (índice utilizado para medir a desigualdade de renda) do Brasil é de 85%. O valor máximo do índice é de 100%.

No Brasil, a parcela dos 1% mais ricos detém 47% de toda a riqueza do país. No mundo, a média é de 43%. A Rússia é o país com a maior concentração, os 1% mais ricos detém 57% de toda riqueza (em 2016 o valor chegou a ser até maior, 64% do total). Dentre todos os países, o Japão é onde há a menor concentração. Os 1% mais ricos detém 18% da riqueza.

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