Comércio goiano vinha em trajetória de crescimento

Comércio goiano vinha em trajetória de crescimento

13 de abril de 2021

O comércio de Goiás experimentava recuperação nas vendas até fevereiro, segundo dados divulgados hoje (13/4) pelo IBGE, antes do início das novas medidas de restrições das atividades econômicas no Estado por conta da pandemia da Covid-19, decretadas pelo governo estadual e pela maioria das prefeituras goianas em março. Em fevereiro deste ano, o volume de vendas do comércio goiano cresceu 1,8% em comparação com o mês anterior, sendo o segundo crescimento consecutivo, após quatro meses de queda. Mas, ainda assim, ficaram abaixo do mesmo mês de 2020. Nesta comparação, observa-se redução de 4,4%, a quarta seguida.


O comércio varejista ampliado goiano (que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção) registrou um avanço de 1,8% em fevereiro de 2021, quando comparado com janeiro de 2021. Quando comparado com fevereiro de 2020, apresentou crescimento de 1%. Isto pode ser explicado pois seis das dez atividades pesquisadas tiveram crescimento significativo na mesma base de comparação.


O setor que apresentou o maior crescimento foi o de material de construção (21,2%), que apresenta a décima taxa de crescimento consecutivo e acumula um crescimento de 14,4% nos últimos doze meses. Em seguida, o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou um crescimento de 17,1%, o setor apresenta crescimento desde julho de 2020 e acumulou nos últimos 12 meses um crescimento de 6,7%. Em terceiro, o setor de equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (9,4%) que apresenta o terceiro crescimento consecutivo. Também apresentou crescimento a atividade de combustíveis e lubrificantes que variou 8,9%, segunda alta consecutiva, apontando uma recuperação do setor que foi abalado pela pandemia.

Já com relação aos setores que apresentaram diminuição no volume de vendas no comércio de Goiás, destaca-se o setor de livros, jornais, revistas e papelaria (-47,4%), que registra o décimo segundo resultado negativo consecutivo e acumula nos últimos doze meses uma queda de 39,6%. Em seguida, o setor de tecidos, vestuário e calçados (-18,1%), que apresentou quedas significativas de março a agosto de 2020, apresentou uma estabilidade mas voltou a recuar no início de 2021. E em terceiro o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-12,2%) que apresentou taxas de crescimento no início da pandemia, mas agora registra a sétima queda seguida e acumulou nos últimos doze meses um encolhimento de 5%.


Brasil
De janeiro para fevereiro de 2021, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista cresceu 0,6%, com predomínio de resultados positivos em 19 das 27 unidades da Federação, com destaque para Amazonas (14,2%), Rondônia (11,5%) e Piauí (8,3%). Goiás aparece em 9º com variação de 1,8%. Por outro lado, influenciando negativamente, estão sete Estados, sendo as principais, em termos de magnitude, Acre (-12,9%) e Tocantins (-4,4%), além do Distrito Federal (-2,1%). Frente a fevereiro de 2020, as vendas do comércio varejista no País caíram 3,8%, com predomínio de resultados negativos, que atingiram 18 Estados, principalmente Rio de Janeiro (-8,5%), Rio Grande do Sul (- 12,0%) e São Paulo (-1,8%). Goiás registrou variação de -4,4%, sendo o 14º pior resultado do País. Pressionando positivamente, no entanto, estão nove Estados, destacando-se Piauí (14,1%), Pará (4,1%) e Pernambuco (2,0%).

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