H.Egídio Group prevê faturar R$ 1 bilhão por ano

H.Egídio Group prevê faturar R$ 1 bilhão por ano

4 de março de 2021

O grupo goiano produz de medicamentos a materiais esportivos com fábrica nos EUA

O H. Egídio Group, com sede em Aparecida de Goiânia, fixou uma meta ousada de alcançar faturamento anual de R$ 1 bilhão até 2023, passando a integrar uma seleta lista de empresas goianas com receitas de mais de nove dígitos. Para tanto, nos próximos 33 meses, irá investir R$ 200 milhões na expansão da capacidade fabril de produtos hospitalares, lançamentos de novos produtos, eficiência energética, tecnologia, consolidação do comércio exterior e até em possíveis fusões e aquisições de plantas industriais da área farmacêutica de outras classes terapêuticas.

Pelos resultados obtidos nos dois primeiros meses do ano, a meta estabelecida não será difícil de ser conquistada. Em entrevista exclusiva ao EMPREENDER EM GOIÁS, o presidente do Conselho do H. Egídio Group, Heribaldo Egídio, informou que em janeiro e fevereiro deste ano, na comparação com igual período de 2020, antes da pandemia chegar ao Brasil, o faturamento da empresa cresceu 35,6%, sem revelar valores. Ressaltou ainda que os investimentos já garantiram a abertura de mais 120 novos empregos, contemplando cargos que vão desde auxiliar de operação até executivos comerciais e médicos, com salários que variam entre R$ 1.364,00 a R$ 22 mil. Os interessados podem enviar o currículo para consultoria@somosalos.com.br.

“O H.Egidio Group passa por momentos significativos de crescimento, gerando novos empregos e receita para o município e para o Estado, mesmo com os efeitos na economia provocados pela pandemia do coronavírus”, afirmou. No ano passado, foram contratados 270 novos trabalhadores que somam hoje 610 em todas as seis empresas do grupo, que atuam além da fabricação de medicamentos (Equiplex), na distribuição (Hospdrogas) e no transporte de cargas e operação logística (Transplex), gestão de pessoas (Alos) em Goiânia, Aparecida de Goiânia e na Flórida (Estados Unidos). Nos EUA, o grupo tem uma empresa de material esportivo (Alpha), adquirida em 2016, que é especializada na fabricação de troféus, medalhas e uniformes do esporte amador e profissional.

No ano passado, lembra Heribaldo Egídio, o mundo foi pego de surpresa por uma corrida em busca de produtos para saúde, sobretudo na linha hospitalar, para combater a Covid-19. “Tivemos que aumentar nossa produção, inclusive dobrando turnos de trabalho, nos levando a contratar mais mão de obra, importar mais insumos e otimizar o parque fabril para atender a demanda de mercado”, conta o empresário.

Heribaldo Egídio: “Vamos investir R$ 250 milhões na expansão do H.Egídio Group”

Nova marca

Ainda em 2021, será lançada uma nova marca, a Medplex, com cerca de 30 produtos descartáveis, como luvas e outros de proteção individual para a área de saúde. Também está avançado o projeto de construção de outra planta industrial para fabricação de soluções parentais e outros medicamentos que está demandando investimentos da ordem de R$ 150 milhões. Atualmente, a Equiplex, o primeiro braço forte do grupo, possui um mix com mais de 50 apresentações de produtos parenterais que representam 10% da fatia do mercado nacional.

Até dezembro próximo, os outros R$ 50 milhões, do total de R$ 200 milhões, serão investidos em diversas áreas das empresas do grupo H.Egídio. Em especial, na substituição de equipamentos e máquinas consideradas obsoletas por outras de maior eficiência energética, na otimização de processos, através da consultoria da Porsche Consulting, além de investimentos contínuos em treinamentos e excelência dos colaboradores. “A automatização está em ritmo acelerado no grupo. Atualmente, 10% da produção é automatizada, mas o processo chegará a 50% ainda este ano, o que não significa que pessoas serão substituídas por máquinas, tanto que estamos contratando mais de 120 profissionais em plena pandemia”, frisa Heribaldo Egídio.

A todo momento, afirma, a empresa enfrenta novos desafios, sobretudo, para acompanhar a tendência de crescimento do mercado farmacêutico e de produtos descartáveis, de proteção individual e coletiva. “Nossos hábitos de proteção em relação à saúde mudaram com a pandemia e, com o aumento das vacinações contra o coronavírus, a tendência é que as cirurgias eletivas voltarão com toda força, no segundo semestre, aumentando, ainda mais, a demanda por medicamentos e produtos para saúde”, prevê o empresário.

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