Lockdown na Grande Goiânia pode causar colapso econômico

Lockdown na Grande Goiânia pode causar colapso econômico

26 de fevereiro de 2021

O lockdown (fechamento das empresas) por pelo menos 7 dias a partir da próxima segunda-feira (01/03), mas podendo se estender por 14 dias, divulgado hoje (26/02) pelas Prefeituras de Goiânia e de Aparecida de Goiânia poderá causar um colapso no comércio e no abastecimento de produtos de primeira necessidade na Região Metropolitana. É o que preveem representantes do comércio e da indústria no Estado. A medida de fechar as empresas não essenciais também deve ser acompanhada por pelo menos mais 10 prefeituras da região.


A Associação Comercial e Industrial de Goiás (ACIEG) e a Associação de Bares e Restaurantes em Goiás (ABRASEL) se posicionaram completamente contrárias ao fechamento. Para Rubens Filetti (Acieg), o impacto vai ser terrível e muitas empresas não vão resistir a mais um lockdown. O líder empresarial conta que os empresários estão desesperados com essa possibilidade e questionam o fato dos comerciantes informais continuarem nas ruas da capital. “Mas vamos acatar. As autoridades da saúde apresentaram dados realmente muito preocupantes”, afirma.

O Sindilojas-GO calcula em 4%, em média, a perda de faturamento diário nos comércios que estarão fechados por sete dias a partir de segunda-feira. O sindicato reforça que a orientação para os lojistas é seguir, como de praxe, as regras determinadas nos decretos das autoridades públicas. Apesar das perdas inevitáveis, a entidade manifesta apoio às medidas necessárias para conter a Covid e adianta que, no momento oportuno, vai articular com o setor público ações de suporte aos empresários para ajudá-los a minimizar os prejuízos causados pelo fechamento compulsório das lojas na luta contra o avanço do novo coronavírus.

A FCDL-GO vai orientar as CDL’s dos municípios da Região Metropolitana a seguir na íntegra, e repassar aos lojistas, a provável determinação do governo estadual e das administrações de Goiânia, Aparecida e cidades vizinhas. A entidade reconhece o momento crítico vivido em Goiás com a pandemia de Covid-19 e destaca que, apesar de o interior das lojas do comércio ser considerado ambiente seguro, justamente pelo cumprimento à risca dos protocolos sanitários, seus associados assumem o compromisso de combater a disseminação do novo coronavírus. A FCDL-GO também apela aos órgãos fiscalizadores para que haja um reforço no sentido de prevenir e dispersar as aglomerações em festas e similares, que, infelizmente, continuam a se repetir nas cidades, apesar dos alertas contínuos das autoridades públicas.

Bares e restaurantes
O presidente da ABRASEL Goiás, Fernando Machado Silva, afirma que as prefeituras de Goiânia e Aparecida podem decretar a morte de vários estabelecimentos comerciais, que ainda não conseguiram se estabilizar do fechamento entre março a julho do ano passado. “Se ficarmos mais 14 dias fechados, como vamos pagar os funcionários? Não temos dinheiro para férias coletivas e nem para as demissões. Quem vai nos ajudar?”, questiona.


Fernando ressalta que desde o início da pandemia o setor tem pago as contas sozinho. E que esta conta é grande. Desde a volta do funcionamento, segundo ele, os bares e restaurantes, que ainda continuaram funcionando, já perderam cerca de 30% do faturamento e que essa porcentagem pode aumentar muito, tornando inviável a continuação dos negócios e empregos.


Além disso, afirma o presidente da Abrasel Goiás, 6 mil funcionários em contrato de experiência no setor não deverão ser efetivados. “É preciso conscientização das pessoas quanto a essa doença terrível. Usar máscara, álcool em gel, manter o distanciamento social. Não é fechando bares e restaurantes que respeitam as normas que isso vai acabar”, frisa.

Indústrias
Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, acredita que o lockdown não deve atingir as indústrias da Região Metropolitana, até porque o contágio de industriários é pequeno, afirma. Mas se acontecer, Mabel prevê que pode haver desabastecimento em supermercados, farmácias e outros segmentos de primeira necessidade. “Se for inevitável, vamos cumprir, porque não há prejuízos que se comparem a uma vida”, enfatiza.


De acordo com ele, a Fieg tem contribuído com as secretarias de saúde de vários municípios com a doação de equipamentos utilizados em hospitais. Foram doados 10 capacetes Elmo de respiração para Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia. Outros 50 serão distribuídos de acordo com a necessidade das outras cidades. “Também estamos doando diárias de carros para buscar pessoas para vacinação.”

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One thought on “Lockdown na Grande Goiânia pode causar colapso econômico”

  1. Avatar humbertopositivo@hotmail.com disse:

    Creio que o momento é oportuno para as empresas “fazerem doações” de medicamentos, como protocolo de Porto Feliz cidade que controlou a covid 19 em pouco tempo.

    Sugiro que vejam debates feito por médicos que não defendem Lockdown
    Canal Fernando Beteti
    Dra Lucy Kerr

    A melhor saída é mostrar melhor eficiência ao combate ao vírus

    Humberto