Não teve jeito: economia goiana baqueou em 2020

Não teve jeito: economia goiana baqueou em 2020

15 de fevereiro de 2021

Dos quatro setores econômicos mais importantes em Goiás, o de Serviços foi o que sofreu maior baque no ano passado com a pandemia

Dos quatro principais setores econômicos de Goiás, três encolheram ou ficaram estagnados no ano passado por causa da pandemia da Covid-19: indústria, comércio e serviços, segundo levantamentos do IBGE. Apenas o agronegócio apresentou crescimento (e significativo) em 2020. Diante do quadro caótico que se desenhava no início da pandemia, há um ano, até que a economia goiana passou sem grandes traumas. Alguns segmentos foram duramente atingidos, mas a grande maioria sobreviveu.

O que é preocupa empresários e economistas são os sinais econômicos para 2021: apesar do início de recuperação na produção e nas vendas no segundo semestre, o final do ano passado fechou com viés de baixa para a indústria, comércio e serviço no Estado. Não por acaso, dezembro foi o último mês de pagamento do Auxílio Emergencial pago pelo governo federal. Somente em Goiás, o benefício injetou cerca de R$ 9 bilhões na economia.

Um importante indicador da saúde econômica do Estado é a arrecadação do ICMS. Em Goiás, no ano passado, houve uma queda de 4,5%, segundo a Secretaria da Economia. Mais uma vez, poderia ter sido pior não fosse o Auxílio Emergencial pago pelo governo federal, que deu significativo fôlego ao consumo interno.

A indústria goiana acumulou alta (se pode dizer assim) de 0,1% na produção em 2020, quando comparado com 2019. Mas, ao comparar o resultado de dezembro passado, houve uma queda de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2019. Os setores que sofreram maior retração são os produtores de derivados de petróleo e de biocombustíveis (-1,5% no ano), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-2,7%); montadoras de veículos (-33,8%).

Já o comércio varejista goiano registrou queda de 2,1% no acumulado de 2020, depois de duas pequenas altas consecutivas (0,3% em 2019 e 0,5% em 2018). No comércio varejista ampliado (que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção), a retração foi 2,3% no ano passado. Segundo o IBGE, os segmentos que mais tiveram redução no comércio goiano foram o de livros, jornais, revistas e papelaria (perda de 30% em 2020), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-12,1%) e o de tecidos, vestuário e calçados (-3,4%).

Mas, seis segmentos no comércio goiano apresentaram crescimento de vendas em 2020, com destaques para os de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (27,3%); e o setor de material de construção (12,2%), tendo o melhor resultado desde 2010.

Outro setor que teve forte queda no ano passado foi o de serviços em Goiás, com redução de 7,2% em 2020 (comparado com 2019), o pior resultado desde 2016. Desde 2015, este segmento registra quedas e o resultado de 2020 só não foi pior que o de 2016 (-8,9%). Os segmentos mais afetados no ano passado foram o de serviços prestados às famílias (-34,7%), de atividades turísticas (-31,7%), serviços de informação e comunicação (-7,1%) e o de transportes e correio (-5%).

O agronegócio goiano foi o único setor que cresceu (e bem) no ano passado em Goiás

Agronegócio
Um setor econômico de Goiás passou bem em 2020. Aliás, muito bem. O do agronegócio. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Goiás bateu recorde em 2020, ao somar R$ 72,5 bilhões no ano passado, crescimento de 18,7% em relação a 2019. É o maior valor de VBP alcançado em Goiás desde 1989, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Este resultado coloca Goiás entre os seis maiores Estados, com uma participação de 8,3% do total nacional (R$ 871,3 bilhões).

Em relação às lavouras goianas, o faturamento foi de R$ 48,8 bilhões, aumento de 23,8% em relação a 2019. A produção de arroz, soja e milho, apresentaram os maiores crescimentos. A pecuária teve crescimento de 9,3%, com faturamento total de R$ 23,7 bilhões. A perspectiva para este ano também é positiva. Aliás, a previsão é de superar o recorde de 2020.

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