IBGE: crescimento da indústria goiana é quase zero

IBGE: crescimento da indústria goiana é quase zero

14 de janeiro de 2021

A produção industrial de Goiás sofreu recuo de 4,2% em novembro do ano passado, comparado com o mesmo mês de 2019. Com isto, no acumulado de 2020 registra crescimento de apenas 0,4% e, no acumulado dos últimos 12 meses, de 0,1%. Comparando novembro com outubro deste ano, houve recuo de 0,9%. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE. Apesar do crescimento praticamente zero no ano passado, convém lembrar que a indústria goiana recuperou as perdas no primeiro semestre causadas pela paralização de alguns segmentos do setor com a pandemia da Covid-19 e as medidas de restrição das atividades econômicas.


Esta realidade não é exclusiva da indústria goiana. Pelo contrário. No acumulado em 12 meses, a produção industrial nacional recuou 5,2% em novembro. Houve taxas negativas em 12 dos 15 Estados pesquisados, porém com 10 quedas menos intensas do que em outubro.


O Espírito Santo (de -18,3% para -16,6%), Paraná (de -5,2% para -3,8%), Santa Catarina (de -6,8% para -5,6%), Rio Grande do Sul (de -8,1% para -7,0%), Pernambuco (de 1,8% para 2,9%) e Minas Gerais (de -6,7% para -5,6%) mostraram os principais ganhos entre outubro e novembro de 2020, enquanto Rio de Janeiro (de 2,6% para 0,8%), Mato Grosso (de -4,5% para -6,2%) e Goiás (de 1,1% para 0,1%) tiveram as perdas mais acentuadas no período.


O problema é que Goiás está entre os Estados que sofreram redução da produção industrial em novembro passado, acompanhado do Pará (-5,3%), Mato Grosso (-4,3%), Pernambuco (-1,0%) e Espírito Santo (-0,9%). Dez dos 15 Estados tiveram aumento e oito foram acima da média nacional (1,2%): Bahia (4,9%), Rio Grande do Sul (3,8%) Amazonas (3,4%), Região Nordeste (2,9%), Santa Catarina (2,8%), Ceará (1,7%), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,5%). O Paraná (1,2%) e Minas Gerais (0,6%) completam a lista de locais com índices positivos em novembro de 2020.


No acumulado no ano, frente a 2019, a redução verificada na produção nacional alcançou 12 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Espírito Santo (-15,9%), Ceará (-8,2%), Rio Grande do Sul (-7,4%), Amazonas (-7,2%) e São Paulo (-7,2%). Santa Catarina (-6,1%), Bahia (-6,1%) e Mato Grosso (-5,8%) também registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-5,5%), enquanto Minas Gerais (-4,8%), Paraná (-4,3%), Região Nordeste (-4,2%) e Pará (-0,4%) completaram o conjunto de locais com queda na produção no índice acumulado no ano.


Por outro lado, Pernambuco (3,2%) apontou o principal avanço no índice acumulado de janeiro-novembro de 2020. Rio de Janeiro (0,5%) e Goiás (0,4%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice acumulado no ano.

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