LedWave acelera investimentos e vai para os EUA na pandemia

LedWave acelera investimentos e vai para os EUA na pandemia

20 de outubro de 2020

Tiago Brito: Ledwave investiu em novo modelo de painéis alugados e ampliou sua participação em eventos esportivos  

Pioneira na fabricação de painéis de LED coloridos no Brasil, a goiana LedWave tem buscado novos projetos e avançar em setores que já domina para amenizar os efeitos da pandemia de coronavírus sobre seus negócios. A meta da empresa, lançada em 2019, era crescer 17% em produto e 40% em mídia neste ano. Dos R$ 40 milhões projetados em investimentos, R$ 32 milhões foram desembolsados e só não completou o previsto em função de dificuldades de legislação que, no caso da empresa, dependem das prefeituras. “Se empatarmos com 2019 estará bom”, diz o diretor Tiago Brito.


Para driblar a paradeira no mercado, duas das estratégias da empresa, que abriu seu primeiro escritório internacional no início do ano, nos Estados Unidos, foi investir num novo modelo de painéis alugados e ampliar sua participação em painéis de eventos esportivos, em especial as telas que aparecem nas transmissões televisivas nas bordas dos gramados no Campeonato Brasileiro e na Copa Libertadores da América. “Hoje 80% deles são nossos”, informa.


Na inauguração de seu primeiro escritório internacional, em Orlando (Estados Unidos), a LedWare projetou as imagens da Florida Cup, um torneio festivo realizado com clubes brasileiros e norte-americanos. O evento, realizado em fevereiro, contou também com shows musicais. “Nossa intenção lá é trabalhar mais no mercado de PDV [Ponto de Venda], que eles chamam de ‘retail’. Buscaremos fazer contratos de longo período, de locação perene”, diz o empresário.


Nesse novo modelo de negócio para painéis de comunicação visual de produtos, o chamado benefício das coisas, a LedWave não mais vende seus painéis aos clientes, mas acerta com eles o uso da operação completa em contratos de locação de 48 a 60 meses. “É que o ponto de venda está virando outra coisa. Não é mais estático e não promove mais só uma coisa. A fachada se transforma em multimídia e passa a agregar mídia cooperada de parceiros e fornecedores”, diz Tiago Brito.


Ele exemplifica o negócio citando os postos de combustíveis, onde um painel LedWave mostra o combustível do posto, mas também o óleo de um fornecedor, um produto disponível na loja de conveniência ou qualquer outra coisa que o consumidor possa encontrar no posto.


Outra iniciativa que a LedWave investiu para manter suas atividades foi no circuito de mídia digital instalado no Aeroporto Internacional de Brasília. Foi o desdobramento de uma ação que a empresa vinha fazendo em diversos aeroportos menores Brasil afora, mas nunca nessa dimensão. Entre os diversos painéis da empresa instalados no Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, Tiago Brito fala de uma nova praça de parada de transporte por aplicativo que a Inframérica, a administradora do aeroporto, criou com painéis LedWave.

Painel mostra o preço do combustível, mas também pode destacar um fornecedor ou produto

Times Square Brasileira


Também em Brasília está em curso outro projeto ambicioso da LedWave. No que Brito brinca ser a “Times Square Brasileira”, a empresa instalou um corredor de nove grandes painéis de 110 m² sequenciados, o que tá um visual gigante de quase mil metros de luzes no caminho da Esplanada dos Ministérios na capital federal. Todos em 3D, o que completa o ineditismo da coisa, diz Brito.


Esse corredor colorido faz linha com o impacto já causado antes pela LedWave em Brasília, com a instalação do maior painel publicitário de LED da América Latina. Localizado no Centro Comercial Boulevard, o grande quadro colorido, inspirado nos painéis da Times Square, de Nova York, tem 1.125 m². Com ele, a empresa tem 117 painéis publicitários em várias capitais brasileiras.


São iniciativas que a LedWave espera manter o fôlego perdido neste ano. “Demanda caiu e o mercado está se rearranjando, com investimentos de mídia migrando cada vez mais dos veículos tradicionais para internet e PDV [Ponto de Venda]”, diz Brito afirmando que só novembro ou dezembro se terá um termômetro melhor do que será 2021.

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