O governador Ronaldo Caiado vai baixar nesta semana um novo decreto para retomar as restrições para atividades econômicas em Goiás, depois que flexibilizou as medidas de isolamento social em 21 de abril e aumentaram os casos de pessoas contaminadas pela Covid-19 no Estado. Nas últimas três semanas a taxa de isolamento social caiu de 70% para 37% em média em Goiás, principalmente nos municípios da Região Metropolitana e do Entorno do Distrito Federal.

As novas regras estão sendo elaboradas pelas secretarias estaduais da Saúde e da Segurança Pública, segundo o governo, com base em dados científicos e no diálogo com os demais Poderes, prefeituras e sociedade civil organizada. As medidas vão ser mais rígidas nas cidades em que a população não respeitou a abertura gradual do comércio, o que ocasionou o crescimento do número de casos da Covid-19.

“Agora não adianta voltarmos com ações intermediárias. É melhor [ser rígido] do que perder vidas. Não queremos ver aqui pessoas quebrando grades de hospitais atrás de um leito ou as cenas dos enterros coletivos”, afirmou Caiado. Novo decreto deve vigorar entre 10 e 15 dias e vai permitir funcionamento de apenas atividades essenciais, como hospitais, farmácias, supermercados e indústrias de alimentos.

Caiado ressaltou que a decisão foi compartilhada com mais de 60 prefeitos goianos durante videoconferência realizada na segunda-feira (11/05). O governador disse que também já tem o aval do Ministério Público, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública e dos Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios. Ronaldo Caiado deve ainda ter reunião remota hoje o Fórum das Entidades Empresariais de Goiás e com lideranças religiosas. “A maioria da população goiana está pedindo este fechamento mais rígido”, garante Caiado. “O ideal seria uma quarentena total de 60 dias, mas como sabemos que não é possível, será necessário revezar períodos de abertura e fechamento das atividades”, enfatizou.

O governador afirmou que o novo decreto levará em consideração um mapeamento da condição sanitária de cada um dos 246 municípios e que, a princípio, o foco das medidas editadas será as regiões mais críticas em termos de contaminação pelo novo coronavírus. “Sabemos que as cidades maiores são mais penalizadas, por terem maior fluxo sobre ela, consequentemente maior percentual de contaminação. Assim, a abrangência do quadro mais restritivo será, num primeiro momento, nos grandes eixos: capital, região metropolitana de Goiânia, Entorno do Distrito Federal e cidades ao longo de rodovias federais”, detalhou.


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