Produção de combustíveis, especialmente do etanol, teve o terceiro maior crescimento industrial em Goiás

A produção industrial de Goiás cresceu 2,9% no ano passado, o terceiro maior crescimento entre os 15 Estados pesquisados pelo IBGE, que divulgou hoje (11/02) os resultados de sua sondagem consolidada. Mesmo assim, a produção da indústria goiana continua abaixo do nível de 2017. Mas apenas sete Estados apresentaram resultado positivo em 2019, tendo as maiores altas no Paraná (5,7%), Amazonas (4%) e Goiás. As quedas mais intensas de produção industrial foram registradas no Espírito Santo (-15,7%) e Minas Gerais (-5,6%). Na média nacional, o índice ficou negativo em 1,1%.

A indústria automobilística em Goiás foi a que apresentou maior taxa de crescimento de produção no ano passado, segundo o IBGE: aumento de 19,2% sobre o resultado de 2018, um dos piores anos para o setor. Produtos químicos (aumento de 6,7%) e combustíveis (6,4%), especialmente etanol, tiveram em seguida os melhores desempenhos industriais.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao registrar recuo de 1,1% em dezembro de 2019, mostrou redução na intensidade de perda frente aos resultados dos meses anteriores. Em termos regionais, sete dos 15 locais pesquisados registraram taxas negativas em dezembro de 2019, mas nove apontaram maior dinamismo frente aos índices de novembro último.
Amazonas (de 2,1% para 4,0%), Região Nordeste (de -3,9% para -3,1%), Ceará (de 0,9% para 1,6%) e Pernambuco (de -2,8% para -2,2%) mostraram os principais ganhos entre novembro e dezembro de 2019, enquanto Espírito Santo (de -13,4% para -15,7%) e Minas Gerais (de -4,5% para -5,6%) assinalaram as maiores perdas entre os dois períodos.

Já a produção industrial de Goiás em dezembro, comparado com a de novembro do ano passado, registrou a quinta maior redução entre os sete Estados pesquisados pelo IBGE. Enquanto a média nacional a retração industrial em dezembro foi de 0,7%, a produção goiana sofreu redução de 1,5%. Outros Estados que também registraram recuo maior que a média nacional foram Bahia (-2,4%), Espírito Santo (-2,3%), Ceará (-1,7%), Pernambuco (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,2%), Amazonas (-1,0%) e São Paulo (-0,9%).


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