Presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes: agenda liberal acelera privatizações no País

O governo de Jair Bolsonaro faturou, somente neste ano, R$ 103,1 bilhões com privatizações, acima da estimativa no início deste ano de vender R$ 80 bilhões. Foram R$ 51,3 bilhões em desestatizações, o que inclui a venda da TAG, BR Distribuidora e Liquigás. Em desinvestimentos, foram R$ 37,5 bilhões com a venda das ações do IRB e Neoenergia. E R$ 13,2 bilhões com a venda de campos de petróleo pela Petrobrás.

“Já fizemos R$ 103,1 bilhões em privatizações este ano. Queremos vender ativos para reduzir o tamanho do Estado. Precisamos reduzir este estado gigantesco, obeso, lento, burocrático e oneroso para o pagador de impostos e que interfere na vida do cidadão e das empresas”, afirmou o secretário de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar.

Ainda existem muitas estatais ou participações acionárias do governo federal em empresas privadas. A União detém o controle direto de 46 empresas e 152 subsidiárias. Além dessas, há 218 empresas coligadas – aquelas em que as companhias de controle direto da União ou suas subsidiárias exercem influência significativa, mas sem ter o controle – e de 208 empresas com simples participação, modalidade nas quais as empresas de controle direto ou suas subsidiárias detêm mera participação.

“Em janeiro, quando assumimos o governo, encontramos 134 estatais. Fizemos uma revisão nos números e, decorridos esses primeiros nove meses, encontramos mais de 600 negócios nos quais o governo tem participação”, disse Mattar. De acordo com o secretário, a redução do número de estatais permitirá uma alocação mais eficiente dos recursos. A União gastou R$ 190 bilhões nessas empresas nos últimos dez anos. Foram R$ 160 bilhões para cobrir custos das estatais dependentes da União e R$ 30 bilhões para ajudar as não-dependentes.


Deixe seu comentário