Os quatro sócios da rede Fast Açaí: Pedro Lima, Belizário Júnior, Frederico Junqueira e Maurício Lima

Somente no terceiro trimestre de 2019, o mercado de franquias na região Centro-Oeste faturou R$ 4 bilhões, de acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Marcas que nasceram em Goiás e que hoje estão em vários outros estados brasileiros têm contribuído significativamente para que cifras como aquela sejam atingidas. Uma delas é a Fast Açaí, a primeira protagonista da série que o portal EMPREENDER EM GOIÁS publica sobre franquias a partir desta segunda-feira (25/11).

Atualmente a empresa tem 180 unidades franqueadas no Distrito Federal e em mais 11 Estados, incluindo pontos de venda nos Estados Unidos e em Angola (na capital, Luanda, há três lojas). Aliás, foi em terras norte-americanas que a Fast Açaí começou a desbravar o mercado internacional, em julho de 2017, especificamente em Orlando (Flórida). Mas hoje o açaí é comercializado no varejo americano.

Já no continente africano, além de Angola, o próximo país a ter uma unidade franqueada da Fast Açaí é a África do Sul. A loja será aberta em dezembro, em Cape Town (ou Cidade do Cabo), a segunda cidade mais populosa do país (perde apenas para a capital, Joanesburgo) e a que ocupa os topos das listas quando o assunto é turismo. “E também estamos em conversação com empresários de Portugal, Paraguai e Peru”, revela Pedro Lima, diretor de Recursos Humanos e um dos quatro sócios-proprietários da empresa.

“Estamos com 21 contratos assinados para a abertura, nos próximos meses, de novas lojas em Goiás, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Brasília (DF) e Tocantins”, conta o diretor.
Com estas negociações em estágio avançado, a Fast Açaí terá 201 unidades franqueadas. E a produção, destaca Pedro, vai aumentar: “Produzimos três toneladas de açaí por dia, além de uma tonelada de cupuaçu e 300 unidades de wraps e sanduíches naturais”. “Temos 100 colaboradores diretos”, acrescenta. Deste total, três são engenheiros de alimentos.

Pioneirismo
“Quando começamos fomos pioneiros na região, e havia uma única marca que dominava todo o mercado nacional e até o internacional – já que o açaí é algo quase que ‘exclusivamente’ brasileiro. Os anos se passaram, alcançamos a liderança e hoje aquela empresa nem existe mais”, conta Pedro Lima. Dois irmãos e um amigo completam a sociedade: Maurício Lima (diretor jurídico), Belizário Júnior (diretor financeiro) e Frederico Junqueira (diretor comercial).

A Fast Açaí nasceu em 2012, 14 anos depois da abertura, em Goiânia, de um restaurante que se tornou ponto de encontro de atletas e adeptos de uma vida saudável fascinados pelo creme feito da fruta típica do Pará – eles também vendiam sucos, saladas e grelhados. Resolveram modernizar o negócio substituindo a produção manual pela tecnologia. As máquinas entraram em cena e conquistaram os clientes pela agilidade e praticidade com que o açaí era servido.

Foram seis meses de testes e de muitas portas fechadas, diz Pedro. Os shoppings centers da capital, onde eles planejavam as novas instalações, refutaram o novo modelo em que o açaí era servido e negaram-lhe espaço. Após o sucesso da primeira máquina instalada em um supermercado, vieram as lojas próprias – atualmente são seis – e em 2014 surgiu a primeira unidade franqueada em um shopping do setor Cidade Jardim, em Goiânia.

“Nossa meta inicial era abrir 50 unidades em cinco anos. Mas atingimos este objetivo já no primeiro ano de existência da Fast Açaí”, revela o diretor de RH. Sem abrir dados sobre faturamento, Pedro Lima revela a taxa de crescimento da empresa: 20% ao ano. “Digo sempre que o sabor do açaí é algo ‘primitivo’. O jeito de tomá-lo é que se modernizou”, sentencia.


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