O faturamento do grupo goiano Caramuru Alimentos cresceu 12% no ano passado e superou a marca dos R$ 4 bilhões. Para ser mais exato: R$ 4,166 bilhões, frente ao faturamento bruto de R$ 3,713 bilhões em 2017. Os maiores faturamentos do grupo são com a comercialização de farelo de soja (R$ 1,975 bilhão, ou 47% do total) e bioesel (R$ 1,079 bilhão, 25,9% do total).

No ano passado a empresa teve também melhora em suas margens, uma vez que o seu custo com mercadorias e serviços cresceu 9%, para R$ 3,281 bilhões. As três maiores despesas da Caramuru Alimentos são com matéria-prima (R$ 2,4 bilhões em 2018), fretes (R$ 428,3 milhões) e folha salarial (R$ 194,8 milhões). O lucro bruto da indústria goiana aumentou 56%, para R$ 750,4 milhões. Após descontar despesas operacionais, tributárias e financeiras, o lucro líquido da holding foi de R$ 102,7 milhões em 2018, quase quatro vezes maior que o registrado em 2017.

Uma das maiores empresas de capital nacional no processamento de soja, milho, girassol e canola, a Caramuru Alimentos se dedica à industrialização de grãos, extração e refino de óleos, exportação de derivados e produção de biodiesel. Com instalações nos estados de Goiás, Paraná, Mato Grosso e São Paulo, o grupo goiano atua no mercado brasileiro por meio das marcas Sinhá e Vitae por meio de diversas linhas de produtos naturais à base de soja, milho, girassol e canola, atendendo consumidores de diversas regiões do Brasil, além de fornecer matéria prima para fabricantes de massas, biscoitos, snacks, corn flakes e outros segmentos, como cervejarias, mineradoras e a indústria de ração.

O grupo também se destaca pela logística de movimentação de produtos e grãos, com fortes investimentos no Porto de Santos e Tubarão, em ferrovias e na Hidrovia Tietê-Paraná, facilitando o uso de transportes intermodais, que resultam em custos operacionais diferenciados.

Pertencente à família Borges de Souza, o grupo empresarial não começou em Goiás. Foi fundado em 1964, em Maringá (PR), por Mucio de Souza Rezende que, nos anos 70, inaugurou uma planta de processamento de milho em Itumbiara (GO), para onde anos depois transferiu sua sede. Em 1986, a instalação de uma unidade de óleos vegetais, na cidade de Itumbiara, marca o início das atividades de processamento de soja.

Em 1992, inaugura o complexo industrial em Itumbiara com a abertura da refinaria de óleos vegetais, que tem avançados recursos tecnológicos e capacidade para envasar 400 latas e 600 garrafas plásticas por minuto. Em 1995 investiu US$ 27 milhões em uma fábrica de última geração para processamento de soja, em São Simão (GO), além de uma unidade armazenadora em Chapadão do Céu (GO).

Em 2006 passou a integrar o Programa Nacional de Produção e uso de Biodiesel (PNPB), investindo R$ 42,8 milhões na instalação de sua primeira unidade de produção de biodiesel, em São Simão (GO). Em 2008, mais R$ 12 milhões são destinados para a ampliação da fábrica, que hoje é capaz de produzir 225 milhões de litros anuais. Já em 2010, o Grupo investiu R$ 54 milhões na construção de sua segunda unidade de produção de biodiesel, em Ipameri, com capacidade de processar 225 milhões de litros anuais.

No ano passado a empresa realizou o total de R$ 68,3 milhões em investimentos para ampliar sua capacidade de armazenagem, modernizar e ampliar seu processo produtivo, gerar ganhos de escala e otimizar seus processos administrativos. Os principais investimentos realizados foram: ampliação da planta de biodiesel e planta de destilação de glicerina na unidade em Ipameri, produção de álcool e lecitina em Sorriso (MT), automação da planta de Itumbiara, projeto bacias de contenção da planta de Biodiesel na unidade de São Simão, produção de lecitina GMO em Itumbiara,

Esses investimentos contribuíram para que a Caramuru se consolidasse como uma das maiores do setor no País, com um crescimento médio de 20% ao ano.


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