Ibovespa rompe a barreira dos 100 mil pontos

Ibovespa rompe a barreira dos 100 mil pontos

19 de março de 2019

 

A inédita marca dos 100 mil pontos do Índice Bovespa foi atingida pela primeira vez nesta segunda-feira, 18, numa evidência de que o mercado brasileiro de ações segue antecipando a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.  Durante a tarde, perdeu parte do fôlego e fechou aos 99.993 pontos, em novo recorde, com alta de 0,86%. Contribuiu para a marca histórica o cenário internacional positivo e um início de regresso de capital estrangeiro à Bolsa. No acumulado de março, o saldo estrangeiro é positivo em R$ 497,6 milhões.

O dólar fechou em queda de 0,76%, cotado em R$ 3,7914, o menor valor desde 1º de março. Profissionais de câmbio ressaltam que a moeda acompanhou aqui o enfraquecimento do dólar no mercado internacional nesta segunda-feira, 18, em meio às expectativas pela reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que começa nesta terça (19) e pode reduzir a previsão para as altas de juros nos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira (dia 18) a superação dos 100 mil pontos ocorreu minutos após o ministro da Casa Civil afirmar não ter dúvidas de que a reforma será aprovada no primeiro semestre. Onyx admitiu dificuldades na articulação com parlamentares, mas disse ser preciso “ter paciência”. O ministro confirmou que a proposta de Previdência dos militares será enviada ao Congresso na quarta-feira, 20.

Nos Estados Unidos, o ministro da Economia também afirmou que o governo vai se apressar para levar a proposta dos militares até quarta-feira, 20. Guedes disse ainda que, se a economia com o novo sistema previdenciário for menor do que R$ 1 trilhão em dez anos, “o compromisso com as futuras gerações é (será) relativo, o que é lamentável”.

Do lado internacional, ajudou no avanço do Ibovespa as apostas de que o Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos) reduzirá na quarta-feira a projeção de altas de juros para o ano, aumentando a liquidez internacional. Diante disso, o dólar perdeu força e, no Brasil, fechou em queda de 0,76%, a R$ 3,79. Para Luketic, a tendência é que o Ibovespa continue subindo, conforme a agenda reformista seja implementada no País. “A grande dúvida é o tamanho da diluição (da reforma).”

A XP tem como cenário base a aprovação da reforma entre setembro e outubro, gerando uma economia para o governo de R$ 600 bilhões a R$ 700 bilhões em dez anos. Caso esse cenário se concretize, a estimativa é que o Ibovespa encerre 2019 na casa dos 125 mil pontos.

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