A taxa básica de juros da economia (Selic) está no menor patamar de sua história – 6,5% ao ano, o que faz o Brasil figurar com uma das taxas de juros reais mais baixas do planeta (3,54%) – sexto no ranking. Em tese, o crédito teria de ficar mais barato ao consumidor e empresário. Mas é apenas em tese. A única certeza, até o momento, é que com a baixa da Selic as aplicações sofrem queda na remuneração, inclusive a poupança e os investimentos em renda fixa.

Mas por que o crédito não fica mais barato? São três fatores cruciais: inadimplência, pouco recurso pra emprestar e a concentração bancária. Este último talvez seja o fator mais preponderante. Segundo o Banco Central, os quatro maiores bancos do país concentram 78,51% de todos os empréstimos feitos por instituições financeiras. Há 10 anos, esse patamar era de 54%. Com tamanho poder em mãos, o spread bancário (diferença entre o que os bancos pagam para captar e o que cobram para emprestar) se mantém elevado, mesmo com a Selic a 6,5%.

Por isso, é fundamental que as pessoas percebam a importância do cooperativismo financeiro. As instituições financeiras cooperativas não visam o lucro pelo lucro. Elas promovem a inclusão financeira, o desenvolvimento das economias locais e geram efeito multiplicador, pois captam recursos das pessoas que têm disponibilidade e empresta para aquelas que têm necessidade de alavancar seus negócios, de gerar empregos. As instituições financeiras cooperativas oferecem taxas de juros menores do que nos bancos tradicionais, conseguem manter os empregos nas pequenas comunidades e ofertam serviços mais adequados às necessidades locais.

E se o momento é de crise de confiança, as cooperativas têm o papel de fortalecer a economia local e regional, o que é fundamental para o pleno desenvolvimento do país e para minimizar as desigualdades. Quando você fortalece regionalmente, a economia é descentralizada, que é tudo que o Brasil precisa neste momento de Selic baixa e juros altos ao consumidor. Concentração bancária é nociva para a economia e para o país.

As cooperativas financeiras giram a roda da economia de uma maneira mais equilibrada, na qual todos saem ganhando. Sem falar que elas oferecem produtos e serviços variados como Conta Corrente, Cheque Especial, Conta Garantida, Conta Capital, Conta Universitária, Conta Salário, Cartão de Débito e Crédito para Pessoa Jurídica e Pessoa Física, Investimentos, Previdência, Consórcios, Seguros, Maquininha de Cartão, Câmbio e muitos outros.

Cooperar não é apenas fazer um movimento para fortalecer seu município ou sua região, é também gerar mais emprego e renda à comunidade. É ajudar e incentivar novos negócios com taxas e serviços mais justos à sociedade.


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