Mauro Correia: “Queremos 5% do mercado nacional e a fábrica em Anápolis terá papel fundamental”

O Grupo Caoa anunciou oficialmente hoje a aquisição da metade das operações da marca chinesa Chery no Brasil, o que criará a nova montadora brasileira Caoa Chery, que promete desenvolver “soluções inovadoras” e parcerias para crescer e ganhar competitividade global, passando a exportar para toda a América Latina. A parceria prevê a fabricação de veículos da marca CAOA Chery na fábrica em Anápolis, que já está sendo ampliada, além da continuidade na produção dos quatro modelos da marca Hyundai já fabricados no local, com uso de tecnologia oferecida pela Chery International. O investimento anunciado, para os próximos cinco anos, é de US$ 2 bilhões para a ampliação da produção, lançamento de novos modelos e ampliação da rede concessionária dos veículos Chery.

Em entrevista exclusiva ao EMPREENDER EM GOIÁS, o presidente do Grupo Caoa, Mauro Correia, afirma que a fábrica de Anápolis vai receber parcela significativa dos investimentos, aumentando sua capacidade de produção e geração de empregos, depois de retrair nos últimos dois anos por conta da crise econômica nacional. Embora não cite os modelos que serão produzidos em Goiás, afirma que serão veículos com alta tecnologia embarcada e preços competitivos para atender o gosto do consumidor brasileiro. O Grupo Caoa vai manter a produção dos veículos da Hyundai em Anápolis: iX35, New Tucson e os caminhões HR e o HD80. Na fábrica da Chery Brasil em Jacareí (SP) já são produzidos os modelos New QQ, Celer Hatch e Celer Sedan.

Qual a estratégia para a aquisição de 50% da Chery no Brasil?
Trazer para o mercado brasileiro automotivo um novo portfólio de produtos inovadores e competitivos. A participação da marca Chery no Brasil é hoje muito baixa e a nossa meta é alcançar 5% das vendas no mercado nacional em até cinco anos. Para isto vamos investir, neste período, US$ 2 bilhões em desenvolvimento e lançamento de novos produtos, na ampliação da capacidade de produção e também na expansão da rede concessionária.

Qual será a participação da fábrica em Anápolis na produção dos veículos Chery?
Será significativa. Boa parte destes investimentos serão direcionados para a planta em Goiás, onde já produzimos os veículos da marca Hyundai de maior valor agregado, como iX35 e o New Tucson. Com isto, vamos recuperar a capacidade de produção em Anápolis, que sofreu retração com a crise econômica no País, com a geração de novos empregos na medida que os investimentos serão realizados.

Que modelos da marca Chery devem ser produzidos em Anápolis?
Por questão estratégica de mercado, não podemos adiantar esta informação ainda. Mas serão veículos modernos e a preços competitivos.

Há cerca de cinco anos os veículos chineses foram uma grande aposta no Brasil, que não se confirmou e algumas marcas chegaram a sumir do mercado nacional. O que faz o Grupo Caoa acreditar que será diferente com a Chery?
A China é o maior produtor e consumidor de veículos do mundo. No ano passado foram vendidos cerca de 95 milhões, sendo 28 milhões apenas na China. Portanto, para concorrer neste mercado, suas montadoras também investiram pesado no desenvolvimento de produtos mais seguros e com grande tecnologia embarcada. São veículos atualizados com o que mais existe de moderno atualmente no mundo automotivo. Além disto, o Grupo Caoa tem grande experiência no varejo automotivo brasileiro.

Saiba mais
Fundado em 1979, o Grupo Caoa é composto por uma rede de mais de 180 concessionárias, com cerca de 1.100 vendedores especializados nas marcas Hyundai, Subaru e Ford e em suas oficinas de serviços trabalham 3.400 profissionais. Já ultrapassou a marca de 1,2 milhão de veículos vendidos. Há dez anos inaugurou moderna e bem estruturada fábrica em Anápolis (GO), com investimento de R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 121 milhões no Centro de Pesquisa e Eficiência Energética.

Fundada em 1997, a Chery Automobile é a maior montadora independente da China, sediada em uma área aproximada de dois milhões de metros quadrados na cidade de Wuhu. Está presente em mais de 80 países e conta com 14 unidades produtivas em 13 países, empregando aproximadamente 24 mil funcionários em todo o mundo.


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