As mulheres têm avançado cada vez no empreendedorismo. Levantamento Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenado no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), mostrou que, em 2016, a taxa de empreendedorismo entre os que têm um negócio com até 3 anos e 6 meses de existência ficou em 15,4% entre as mulheres e em 12,6% entre os homens.

Em Goiás, segundo dados da Junta Comercial do Estado (Juceg), os homens foram responsáveis pela abertura de 63% dos novos negócios neste ano e as mulheres por 37%. Esta diferença já foi bem maior. Elas têm investido mais na abertura de lojas de confecções e calçados e em restaurantes e lanchonetes.

A empresária Karla Lucena, do Empório Glam, ilustra como as mulheres estão à frente dos homens na criação de novos negócios, quando considerada a análise dos últimos 3 anos e 6 meses. Aberta em 2015 no Plaza D´Oro Shopping, a loja vende acessórios femininos como bolsas e bijuterias e nasceu de forte veia empreendedora de Karla. “Sempre tive um perfil ousado e fui muito inovadora. As regras rígidas das empresas sempre me incomodaram”, conta a empresária. Seu, cujo último emprego foi o de consultora de recursos humanos em uma multinacional.

O nascimento da filha foi um divisor de águas para Karla Lucena. “A maternidade foi o X da questão. Foi o que me encorajou a virar empreendedora, pois viajava muito no meu último emprego e tinha que deixar minha filha no berçário. Eu não queria mais isso”, diz.

Hoje com apenas seis anos, Nicolle Pinheiro já demonstra que também tem o sangue de empreendedora. Em uma conversa com a mãe, disse que queria ter sua loja própria. Karla, claro, não perdeu tempo para incentivar a filha: dedicou uma parte da sua loja só para acessórios infantis e batizou com o nome de Petit Glam, inaugurada em outubro de 2016.

Desta forma é fácil de imaginar que as mulheres vão conquistar cada vez mais espaço no mundo empreendedor. Professor de empreendedorismo e inovação da Faculdade de Economia e Finanças Ibmec, Marcelo Minutti vê como positiva a maior presença feminina nos negócios novos. “Esses percentuais de crescimento atual resultam de uma defasagem muito grande. Isso estava represado. Como esse empoderamento tem ganhado força apenas nos últimos anos, isso reflete, porque os negócios são mais novos também”, afirma.

Karla Lucena e a pequena Nicolle: mãe e filha refletem a nova geração de mulheres empreendedoras


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1 comment

  1. Christiana Responder

    Mãe e filha de sucesso! Parabéns!!