A indústria foi responsável por quase 60% dos empregos com carteira assinada criados no mês de maio em Goiás, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério da Economia. Das 2.796 novas vagas geradas no mês passado, 1.673 foram criadas pela indústria de transformação, seguida pela agropecuária (798) e pelo setor de serviços (416).

Para o presidente da Federação das do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, os números são animadores e mostram o protagonismo do setor industrial na geração de emprego e renda. “Um Estado e país rico se fazem com uma indústria forte. Por isso defendemos políticas de fomento ao setor produtivo para atração de novos investimentos. É a indústria que paga os melhores salários e multiplica a abertura de novos empregos”, defendeu.

Modernização trabalhista

Os dados do Caged também revelam que a modernização da legislação trabalhista contribuiu para a melhoria do ambiente de negócios e geração de emprego no país. No mês de maio, as modalidades de trabalho intermitente e regime de tempo parcial geraram quase 9 mil novos postos de trabalho. O desligamento mediante acordo entre empregador e empregado também se destacou, com ocorrências em 14.183 estabelecimentos e 12.913 empresas.

Idealizador e defensor das mudanças quando parlamentar, Sandro Mabel ressalta que a nova legislação abre novas possibilidades nas relações de trabalho, em sintonia com as atuais demandas dos trabalhadores empresários e empregados. “Estamos todos no mesmo barco e temos um objetivo comum. Ao ampliar as possibilidades de contratação, proporcionamos um leque maior para atuação da população economicamente produtiva do país, gerando mais qualidade de vida ao gerar mais emprego e renda”, concluiu.

No país

O mercado de trabalho brasileiro criou 32.140 empregos formais em maio. Esse foi o pior resultado para o mês desde 2016, quando foram fechadas 72.615 vagas. De acordo com o Ministério da Economia, houve abertura de vagas em cinco dos oito setores econômicos. A maior geração ocorreu no setor agropecuário e o pior desempenho foi no comércio.

Para o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, o resultado está em linha com o que foi visto nos últimos três anos e mostra que a economia está em compasso de espera. “A geração de emprego está em linha com o que a economia vem demonstrando, que está com dificuldade de alçar novos voos. A economia está em compasso de espera a ser definido por pontos importantes, como a reforma da Previdência”, afirmou.

No ano, o acumulado de janeiro a maio registrou o pior resultado desde 2017. Foram abertas 351.063 vagas neste ano e 381.166 no mesmo período do ano passado.


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