O tumultuado ambiente político em Brasília, a tramitação tortuosa da reforma da Previdência e a piora das expectativas para a economia azedaram as expectativas dos empresários industriais de Goiás. Em maio, o comportamento do Índice de Confiança do Empresário Industrial Goiano (ICEI) foi de 58,3 pontos, o que representa a quarta queda consecutiva no índice e o pior resultado desde novembro de 2018.

Na avaliação da área econômica da Fieg, em decorrência da falta de ações concretas visando a retomada da economia desde o início do novo governo, cresceu o receio de uma nova recessão entre os empresários industriais goianos, o que tem reduzido gradativamente a confiança na economia. Embora o índice tenha se mantido acima dos 50 pontos, o que de acordo com a metodologia da pesquisa sinaliza confiança em alta.

As empresas de médio porte foram as mais impactadas em maio, com uma queda de 2,8 pontos na comparação com abril, o que levou seu índice para 57,4, menor pontuação dos últimos sete meses. As empresas de grande porte se mantiveram com o maior índice dentre os portes pesquisados, 60,1 pontos, porém apresentou queda de 0,5 ponto na comparação com o mês anterior. Já as empresas de pequeno porte que haviam reduzido em 4 pontos seu ICEI em abril, revelou aumento em maio, 1,1 ponto, chegando a 55,7 pontos. Entretanto, o resultado atual ficou abaixo do observado em maio do ano passado, recuo de 0,8 ponto.

Negócios

A queda do ICEI vem sendo acompanhada pelos indicadores que o compõem. O Indicador de Condições, que mede as condições atuais comparadas com os últimos seis meses, acumula queda de 7 pontos nos cinco meses de 2019, e pelo terceiro mês consecutivo ficou abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Resultado que demonstra piora nas condições correntes de negócio. Na comparação com maio de 2018, a queda é de 3,8 pontos. Atualmente, o indicador está em 46,9 pontos, pior resultado desde outubro do ano passado.

Com redução de 5,2 pontos nos últimos cinco meses, o Indicador de Expectativas também chegou ao seu pior resultado desde outubro de 2018. Esse indicador mede as perspectivas para os próximos seis meses, e mesmo que com menos ímpeto do que em meses anteriores, o resultado atual, 64,0 pontos, ainda caracteriza empresários confiantes com o futuro próximo. As expectativas com a própria empresa seguem acima daquelas com relação à economia brasileira. Nacionalmente, o cenário é o mesmo: queda na confiança pela quarta vez consecutiva, acumulando recuo de 8,2 pontos, nos quatro últimos meses. Entretanto, apesar das quedas o índice se mantém acima dos 50 pontos, e 2 pontos acima de sua média histórica, em 56,5 pontos.


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