Geração de empregos e desenvolvimento econômico são os principais benefícios gerados pelos incentivos afirma a maioria dos goianos

A instalação de indústrias atraídas por incentivos fiscais é um fator positivo para a maioria da população em Goiás: 74,3% dos entrevistados acham positivo, contra apenas 12,9% que consideram negativo. O efeito positivo mais destacado disto é a geração de novos empregos, para 62,2% dos entrevistados, e 79% afirmam que a instalação de indústrias trouxe benefícios para o Estado. O principal deles, para 68,3%, é novamente a maior oferta de postos de trabalho. Mas são citados também outros benefícios importantes, como aumento da arrecadação e da renda, maior qualificação dos trabalhadores e mais desenvolvimento econômico e social em Goiás.

Por conta disto, 97,7% dos goianos são a favor da instalação de novas empresas em Goiás e aprovam a política de industrialização por meio de programas de incentivo fiscal. A pesquisa divulgada hoje pela Adial Goiás ouviu 800 pessoas no Estado, entre 20 e 29 de abril deste ano, com margem de erro de até 3%.

Para 74,3% dos goianos, segundo a pesquisa, a instalação de indústrias atraídas por incentivos fiscais foi positiva para os municípios que receberam os investimentos. Para 79% isto gerou benefícios para os municípios onde as indústrias se instalaram. Esta percepção que cresce na medida que são maiores a idade e a escolaridade dos entrevistados. Os principais motivos: gerou novos empregos e melhorou a renda dos trabalhadores (72,6% das respostas), aumentou a arrecadação (4,5%) e propiciou maior desenvolvimento para as cidades (4%).

Curiosamente, entre aqueles que consideram que a instalação de novas indústrias foi negativa, as maiores respostas foram porque suas cidades não receberam nenhum investimento industrial. De uma forma geral, 62% consideram que Goiás melhorou com a abertura de novas indústrias por meio de incentivos fiscais e apenas 6,9% consideram que o Estado piorou.

A maior parte dos goianos (61,4%) não tem conhecimento que o Estado mantém políticas de incentivos fiscais para a atração de indústrias e apenas 37,5% afirmaram ter conhecimento disto. Mas, diante da exposição da existência dessas políticas, 89,9% afirmam que são favoráveis à política de incentivos fiscais para estimular a abertura de mais empresas em Goiás. Apenas 7,6% dizem que são contra. Mais: 76,6% concordam totalmente que a política de incentivos deve continuar e outros 15,2% concordam parcialmente.

 

ARRECADAÇÃO

Outro dado importante da pesquisa da Adial Goiás é que 92,7% concordam (totalmente ou parcialmente) que é melhor o Governo estadual receber uma parte dos impostos das indústrias que investem atraídas pelos incentivos fiscais, gerando empregos e desenvolvimento em Goiás, do que perdê-las para outros Estados do País. Apenas 7,1% discordam disto. A maior parte dos goianos afirma que as indústrias beneficiadas com incentivos devem dar maiores contrapartidas ao Estado, além da geração de empregos, principalmente com investimentos em infraestrutura, saúde, escolas e creches.

O conhecimento sobre a política de incentivos à indústria é maior nas cidades mais industrializadas, mas há mesmo nelas algum grau de desconhecimento. Contudo, o apoio a esta política é predominante, tanto entre os que conhecem o tema quanto aqueles que não conhecem, mas são expostos à informação. As pessoas entendem que Goiás não possui grandes atrativos para as indústrias, por estar distante dos grandes centros consumidores, e que a carga tributária já é alta demais, então sem os incentivos as indústrias não investiriam aqui. Afirmam também que os benefícios (empregos, desenvolvimento, etc.) justificam o apoio às empresas.

Na pesquisa qualitativa encomendada pela Adial Goiás as pessoas se mostram atentas e preocupadas com as notícias de fechamento de indústrias em Goiás. Em Anápolis e Catalão, essa situação se sobressai, por causa dos boatos a respeito da Caoa e da Mitsubishi, respectivamente. Mas na cabeça das pessoas a possibilidade dessas empresas saírem está muito relacionada à crise nacional.
Estimulados a imaginar um cenário sem o processo de industrialização que Goiás viveu nas últimas décadas, os cidadãos afirmam que seria uma terra atrasada, com pouco desenvolvimento. As cidades seriam menores e mais pobres e as oportunidades de emprego e estudo seriam reduzidas.


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