Investimentos da Saneago na expansão de redes de água e esgoto dobraram no ano passado

Maior estatal hoje do governo de Goiás, a Saneago dobrou o volume de investimentos no ano passado para R$ 263,5 milhões, mas o seu lucro líquido caiu 58,7%, para R$ 115,7 milhões. Em 2017 tinha sido de R$ 280,5 milhões. Uma boa parte desta redução do lucro foi causada pelo maior pagamento de impostos federais em 2018. O faturamento líquido da estatal goiana foi de R$ 2,069 bilhões, aumento de 4,2% em relação a 2017. No ano passado as tarifas de água e esgoto foram reajustadas em 3,3%. Os números constam no balanço da empresa.

A expansão da rede de água da Saneago avançou 7,1% no ano passado, mas o número de clientes cresceu apenas 2,6% (ligações novas). Entretanto, vale lembrar que a universalização da rede de água em Goiás pela estatal goiana já atende 96,9% da população do Estado. O mesmo não acontece em relação à rede de esgoto. Embora houve expansão de 6,2% no sistema de esgotamento sanitário em Goiás no ano passado, apenas 59,8% da população é atendida no Estado. Dos investimentos de R$ 263,5 milhões realizados em 2018, 42,5% foram para a expansão da rede de água e 36,3% na de esgoto.

Em relação às despesas, houve uma redução de 7,4% nos custos com pessoal, que somaram R$ 476,2 milhões no ano passado. Isto, apesar do quadro pessoal da Saneago ter aumentado de 5,2 mil para 5,8 mil funcionários no ano passado. As despesas administrativas, no geral, caíram 36,6%. Já os gastos com serviços terceirizados, que já foram alvos de muitas críticas, sofreram redução de 17,8% no ano passado na estatal goiana. No geral, houve redução de 14% nas despesas comerciais e administrativas da empresa, que somaram R$ 604,5 milhões no ano passado.

O governador Ronaldo Caiado descartou no início deste ano que pretende privatizar a Saneago, embora o governo federal tem pressionado os Estados a expandirem seus programas de desestatização em troca de um socorro federal. Entretanto, a equipe econômica de Caiado não descarta colocar à venda parte das ações (25%) da estatal goiana (via IPO), algo que chegou a ser estruturado pelo governo anterior, mas não foi concretizado.


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