Presidente da CMOC, Steeli Li, ao centro, comunicou ao governador Ronaldo Caiado a criação de 2 mil empregos na ampliação da mineradora em Catalão

A mineradora chinesa CMOC, através da subsidiária CMOC Brasil, pretende investir R$ 1,2 bilhão na ampliação das atividades da companhia em Catalão, onde atua desde a década de 70, no beneficiamento de nióbio e fosfato, minerais essenciais para o desenvolvimento de indústrias e para o crescimento da agricultura. Através da Niobras, a CMOC Brasil extrai, por ano, cerca de 1,2 milhão de toneladas de nióbio na mina de Catalão e, em Ouvidor, município vizinho, outras 10 mil toneladas do mesmo mineral.

“Com esse novo aporte, a expectativa é de que 2 mil novos empregos sejam gerados durante a fase de ampliação da mineradora, que deve durar dois anos, e mais 500 sejam criados após a conclusão da obra”, disse o presidente da CMOC, Steeli Li, após encontro nesta sexta-feira (10) com o governador Ronaldo Caiado.

Ainda durante a reunião, Steel Li adiantou a intenção da CMOC de implantar novos projetos no Brasil e no Estado, inclusive com a produção de fosfato, através da Copebras (empresa do gruo) para contribuir com o desenvolvimento da agricultura. “Em Goiás, mais de 50% dos fertilizantes são importados. Podemos contribuir mais para reduzir a dependência da importação”, argumentou, ao salientar que a companhia se instalou no Brasil não só para aquisição do nióbio, mas para fazer um investimento de longo prazo e, para isso, é preciso firmar parcerias.

Após apresentar a empresa, que tem atuação global e é uma das 15 maiores do mundo, com filiais na Austrália, Congo, Europa e China, Steeli Li destacou que a empresa quer se tornar uma das melhores do setor no Brasil. O investidor também salientou que a CMOC é constituída com valores como segurança, saúde, meio ambiente e a área social. “Isso é pilar na nossa empresa. Fazemos as melhores práticas no padrão mundial”, sublinhou.

Para o prefeito de Catalão, Adib Elias, a empresa entendeu que investir em Goiás é importante e “profícuo para a companhia e para nós”. Ele ressaltou a importância da mineração para a cidade e como isso foi fundamental para transformá-la a partir da década de 1970. “Entendo que outras empresas se instalaram lá. A Mitsubishi, Suzuki, mas somos o que somos graças ao setor mineral” assegurou.


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