Muita gente que deseja abrir seu próprio negócio tem optado por investir numa franquia. Não faltam motivos para tanto. Nos últimos anos, o crescimento do setor, com 7,1% de expansão e receita de quase R$ 175 bilhões em 2018, atraiu diversos empreendedores para a ideia de ter sua própria unidade franqueada. Mas, antes de tomar a decisão, é preciso conferir os segmentos que mais apresentam potencial de ganhos e conectá-los às suas experiências.

Em Goiás, como em toda a Região Centro-Oeste, os segmentos mais promissores para abrir uma franquia, este ano, estão ligados a entretenimento e lazer, hotelaria e turismo, saúde e beleza, casa e construção, além de informática. Esta é a expectativa da diretora regional do Centro-Oeste da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Cláudia Vobeto, com base em estatísticas da entidade.

No ano passado, o mercado de franquias na Região Centro-Oeste faturou R$ 14,2 bilhões, registrando um crescimento de 14,5% na comparação com o ano de 2017. Esta taxa é mais do que o dobro da média nacional que foi de 7,1%. O mercado da região em quantia de redes, que agora chegou a 752 marcas, aumentou 18% enquanto a média brasileira foi de 1,1%.

Expansão

O entusiasmo de Cláudia Vobeto quanto ao setor de franquias no Centro-Oeste não é por acaso. No ano passado, a região expandiu 17% em número de unidades, com 8.295 operações de franquias. “Nossa região é muita rica e os franqueadores estão voltando os olhos para nosso mercado. Ainda temos muitas oportunidades de crescimento em franchising, não apenas nas capitais mas também nas cidades do interior, onde o setor cresce a cada ano”, garante.

A própria Cláudia está trazendo, este ano, para Goiás e outros Estados do Centro-Oeste uma nova rede de franquia no segmento de beleza, a Majô, que é um clube de beleza especializado em serviços de depilação à cera, laser, pinça, linha e outras técnicas para remoção de limpeza de pelos.

No Centro-Oeste, de acordo com a ABF, a maioria das redes opera nos mercados de alimentação (29,5%), saúde, beleza e bem-estar (18,4) e moda (13,7%), o que revela que a região está alinhada com o mercado nacional.

A justificativa da diretoria da ABF para o forte crescimento do mercado de franchising no Brasil em 2018 e as boas perspectivas para este ano se baseia na melhoria dos índices de confiança do consumidor e do empresariado, que retomou os investimentos no setor produtivo. Além disso, o presidente da entidade, André Frieheim, destaca o bom comportamento da inflação, que está baixa e sob controle, a exemplo taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) que desde março do ano passado está em 6,5% ao ano, o menor patamar das últimas décadas.

Contratações

O crescimento do faturamento e do número de franquias, no ano passado, impulsionou também as contratações de trabalhadores para atuar no segmento. O número de contratações registrou alta de 8,8% na comparação com o ano anterior. Esse resultado fez com que o número de trabalhadores diretos no setor chegasse a aproximadamente 1,3 milhão de pessoas.

“Acreditamos que, se aprovadas as reformas da Previdência e Tributária e houver a desoneração da folha de pagamentos, os diversos setores da economia brasileira, e especificamente o franchising, vão intensificar a criação de mais empregos”, afirma André Friedheim.

No Brasil, atualmente, existem ativas 153.704 unidades de franquias. O número médio de unidades por rede passou de 51,4 para 53,4 unidades por marca, um crescimento de 3,9% no ano passado. A taxa de mortalidade das operações caiu. Em 2017, o índice medido foi de 5% e em 2018, baixou para 3,9%.


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