Há duas notícias sobre o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, de 2018. A positiva é que, pelo segundo ano consecutivo, apresentou crescimento, invertendo a trajetória de queda em 2015 e 2016. A negativa é que este crescimento está longe de recuperar a retração causada pela grave crise econômica por qual o Brasil atravessou desde 2015.

Para este ano e 2020 o mercado prevê que o PIB continuará crescendo, mas ainda de forma gradual, aquém da necessidade do País para retomar o que já foi a sua economia pré-recessão. A economia brasileira está praticamente a do mesmo tamanho da de 2014. O PIB per capita cresceu apenas 0,3% em termos reais, alcançando R$ 32,7 mil em 2018.

O PIB brasileiro de 2018 fechou com crescimento acumulado de 1,1%, em relação a 2017, e soma R$ 6,8 trilhões. Em 2017, o crescimento foi também de 1,1%. Portanto, insuficientes para inverter a retração de 2016 (- 3,3%) e de 2015 (- 3,5%). O destaque no ano passado foi o setor de serviços com o maior crescimento (1,3%), seguido da indústria (0,6%) e da agropecuária (0,1%).

Principal destaque para o desempenho da economia em 2018, o setor de serviços respondeu por 75,8% do PIB, ao registrar taxas positivas em todas as sete atividades pesquisadas. Os principais destaques do setor foram registrados nas atividades imobiliárias, que cresceram 3,1%, e no comércio, com alta de 2,3%.

“Essas atividades foram beneficiadas por um mercado mais estabilizado, aliadas à inflação mais controlada e ao desemprego ligeiramente menor que o do ano passado”, destacou a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Cláudia Dionísio. “Mesmo com a estabilidade, pode-se dizer que a agropecuária teve um resultado expressivo, uma vez que em 2017 foi o ano de safra recorde. A indústria, por sua vez, vem mostrando sinais de recuperação, embora tenha sido prejudicada por quedas nas demandas por exportação”, ressaltou Cláudia.

A taxa de investimento em 2018 foi de 15,8% do PIB, pouco acima do observado em 2017 (15,0%), e a taxa de poupança foi de 14,5% (ante 14,3% em 2017). Ainda assim, são patamares baixos para impulsionar o crescimento econômico do Brasil. Outro dado reforça uma pequena melhora nas condições da economia do País diz respeito à despesa de consumo das famílias, que cresceu 1,9% em relação a 2017. Mas o mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento da economia para este ano, de 2,57% para 2,53%. Para o próximo ano aposta em 2,6% e, para 2021 e 2022, a projeção segue em 2,5%.


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