Presidente da Fieg, Sandro Mabel (no microfone): “Existe um tratamento desigual (no FCO)”

Empresários reclamam da burocracia e morosidade para a aprovação de projetos financiados pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) que contemplem investimentos privados em expansão ou construção de novas fábricas e geram empregos no Estado. O porta-voz da reclamação foi o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE).

“Existe um tratamento desigual com relação ao volume de documentos requeridos. Enquanto o processo é simplificado para a área rural, uma micro e pequena empresa precisa reunir um verdadeiro dossiê para ter acesso aos recursos, o que acaba frustrando o empreendedor. Não consigo entender por que o Banco do Brasil trata com tamanha diferença os dois setores”, disse.

“Uma pequena ou média empresa, com R$ 500 mil, cria uma dezena de empregos. Então, precisamos entender que o objetivo é justamente fomentar esse desenvolvimento econômico e social. Se continuarmos na atual marcha, vamos continuar financiando somente a agricultura, inviabilizando a expansão industrial em Goiás, justamente a área onde se cria mais postos de trabalho”, afirmou Sandro Mabel.

Para o gerente de Mercado do Banco do Brasil, Aldivino Júnior, a tendência é que os recursos destinados ao programa Empresarial superem a quantidade liberada para o programa Rural. “A princípio, Rural e Empresarial devem seguir de forma equânime e, no decorrer do ano, conforme a demanda existir, faremos os ajustes necessários. Mas a previsão de liberação do empresarial neste ano é muito maior do que foi no ano passado”, explicou o gerente.

Financiamentos
Com a aprovação de 14 cartas-consulta e expectativa de geração de 146 empregos diretos, o CDE aprovou na quarta-feira (dia 27) a liberação de R$ 62,35 milhões em recursos do FCO para investimentos rurais e empresariais em Goiás. O maior financiamento liberado, no valor de R$ 39,1 milhões, será destinado à implantação da empresa Oleana Industrial do Oeste Goiano Ltda., em São Luís de Montes Belos. Dedicada à fabricação de óleo de soja bruto degomado e farelo de soja, a indústria deve gerar 94 empregos diretos e mais de 200 indiretos.

Foram aprovados outros dois projetos do Programa Empresarial nas cidades de Uruaçu e Anápolis, com total de R$ 43,8 milhões para projetos industriais e de comércio e serviços. Já o Programa Rural teve 11 cartas-consulta aprovadas, no valor de R$ 18,5 milhões, para produtores das cidades de Jussara, Mineiros, Caiapônia, Santa Terezinha de Goiás, Rio Verde e Campo Alegre de Goiás. A Goiás Turismo também apresentou um estudo sobre a importância do setor, responsável por 4% dos empregos formais do Estado, para a economia goiana. Em 2018, cerca de R$ 7 milhões dos recursos do FCO foram destinados a empreendimentos do setor de turismo.


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