O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (6) manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano. Foi a sétima reunião consecutiva do Comitê de Política Monetária (Copom) em que a taxa seguiu no atual patamar. A decisão – a primeira após Jair Bolsonaro (PSL) ter assumido a Presidência da República – já era esperada pelos economistas do mercado financeiro.

Embora a Selic esteja no nível mais baixo da história, a taxa de juros real (descontada a inflação) do Brasil é a sétima maior do mundo. Ranking elaborado pela Infinity Asset Management e pelo site MoneYou indica que o juro real brasileiro está em 2,38% ao ano. Taxas reais mais elevadas são registradas em países como Turquia (5,88%), Argentina (4,92%) e México (4,22%), considerando o conjunto das 40 economias mais relevantes do planeta.

Apesar das mudanças que se aproximam, o Copom deu indicações, em sua decisão, que os juros tendem a permanecer no atual patamar pelos próximos meses. O baixo nível de inflação e a fraqueza da atividade econômica justificam isso.

No comunicado sobre a decisão, o Copom manteve em 3,9% sua estimativa para o IPCA – o índice oficial de preços – em 2019, no cenário que considera a taxa de juros e o dólar projetados pelo mercado financeiro. Para 2020, a inflação esperada foi de 3,6% para 3,8%. Nos dois casos, os porcentuais estão abaixo das metas de inflação perseguidas pelo BC, de 4,25% para este ano e 4,00% para o próximo, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

O BC avaliou ainda que a economia brasileira está em recuperação apenas “gradual”. Ao mesmo tempo, afirmou que os riscos de curto prazo relacionados ao movimento de alta de juros em economias avançadas, como os Estados Unidos, diminuíram. Porém, alertou que os riscos de desaceleração da economia global aumentaram, em função de fatores como disputas comerciais entre países e o Brexit – o processo de saída do Reino Unido da União Europeia. (Com agências)


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