A produção de soja na safra 2018/2019 deve crescer 6% em relação à safra anterior

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio deve crescer 2% e o Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da atividade agropecuária dentro da porteira, terá aumento de 4,3% em 2019 em relação a 2018. As estimativas foram anunciadas nesta quarta-feira (5) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que também divulgou dados que mostram o Brasil como líder mundial em agropecuária sustentável.

De acordo a entidade, o cenário positivo ocorrerá por causa da safra de grãos maior, com fatores climáticos favoráveis, além de uma base de comparação menor. “A produção de soja na safra 2018/2019 deve crescer 6% em relação à safra anterior. As previsões também são otimistas para o milho segunda safra e algodão”, disse o presidente da CNA, .

Prioridades

A CNA avalia ainda ser necessária a conclusão das reformas tributárias e da previdência no novo governo para permitir o crescimento do setor. Outros pontos importantes para 2019 são a melhoria nas condições de infraestrutura e logística, segurança no campo, introdução de marcos regulatórios e a ampliação da assistência técnica e gerencial para produtores com o objetivo de propor a melhoria da renda do setor agropecuário.

Outras prioridades no comércio exterior são a diversificação da pauta exportadora; inclusão de pequenos e médios produtores no processo de exportação; celeridade em negociações de acordos fitossanitários e fortalecimento das relações comerciais com países asiáticos.

As previsões também são otimistas para o milho segunda safra, de acordo com a CNA

Na parte internacional, a entidade volta suas expectativas na conclusão dos acordos comerciais em negociação com Coreia do Sul, México, Canadá e outros mercados, com medidas que promovam a facilitação do comércio, remoção de barreiras sanitárias e fitossanitárias e a redução de tarifas.

2018

A perspectiva para 2018 é que o PIB do agronegócio recue 1,6% e o faturamento caia 4,2% ante 2017. Isto porque, de acordo com a CNA, o setor agropecuário foi prejudicado em 2018 pela greve dos caminhoneiros e pelo tabelamento do frete, fatores que provocaram a alta dos preços dos alimentos e dos fertilizantes. Os produtores também conviveram com o clima desfavorável, o aumento dos custos de produção e a queda dos preços e de rentabilidade.

No entanto, o setor foi destaque nas exportações, com receita de US$ 93,3 bilhões de janeiro a novembro, alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado, respondendo por 42% das vendas externas totais do país. A agropecuária também deu importante contribuição na geração de empregos, com um saldo positivo de 74,5 mil postos de trabalho, 10% do total, sendo o quarto segmento que mais ofertou vagas no país.

João Martins, presidente da CNA: “Outros pontos importantes para 2019 são a melhoria nas condições de infraestrutura, logística e segurança no campo”

Meio ambiente

A CNA também apresentou dados que mostram o compromisso do Brasil com a proteção do meio ambiente e que o país é líder mundial em agropecuária sustentável, com 66,3% de seu território preservado com vegetação original. Os produtores preservam dentro das propriedades rurais um quarto do território nacional e adotam uma produção cada vez mais climaticamente resiliente.

Na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-24), que ocorre em Katowice, na Polônia, a CNA vai mostrar como o produtor rural brasileiro preserva com iniciativas voltadas para a baixa emissão de carbono, como o Programa ABC Cerrado, e segue a legislação ambiental mais completa do mundo.


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