Perdas para as lojas de vestuário, tecidos e calçados devem atingir R$ 1,3 bilhão no País, prevê Fecomércio-SP

A estimativa é da Federação do Comércio de São Paulo: o comércio varejista brasileiro deve perder R$ 11,3 bilhões em vendas neste ano por causa dos feriados nacionais e pontes (quando se emenda um dia útil ao feriado). Embora seja praticamente o mesmo número de feriados do ano passado, a entidade estima que haverá aumento de 15% nas perdas para o comércio.

Nos cálculos foram excluídos os setores que comercializam bens duráveis, como veículos e materiais de construção, pois são consumos planejados, de modo que, independentemente de feriados, a compra será realizada. O estudo se limitou aos feriados nacionais e aos setores passíveis de sofrerem uma redução no ritmo de vendas, em que a compra por impulso é relevante, uma vez que os produtos, em grande parte, têm valor unitário mais baixo.

Serão nove feriados nacionais e cinco pontos facultativos, sem contar os estaduais e municipais. Apenas dois feriados caem no sábado ou domingo; quatro cairão numa sexta-feira e dois em segunda-feira. Cinco datas serão em terça ou quinta-feira, criando os chamados feriados emendados (ou pontes).

Além disto, tem o carnaval em fevereiro (dias 12 e 13) e o aniversário de Goiânia (cairá numa quarta-feira).

Embora não sejam feriados, os dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo também são de meio expediente para a maioria das empresas. Neste ano, caso o Brasil consiga chegar até a final, serão pelo menos cinco jogos em tardes de dias úteis. Outros dois serão realizados a partir das 11 horas.

A Fecomércio-SP estima que as perdas para as lojas de vestuário, tecidos e calçados devem atingir R$ 1,3 bilhão e os setores ligados aos bens essenciais devem participar com 38% do total da perda. O segmento de supermercados deve deixar de faturar pouco mais de R$ 2,7 bilhões, 7% acima do calculado para 2017, enquanto as farmácias e perfumarias tendem a registrar perda de R$ 1,6 bilhão.

As pequenas e médias empresas são as que têm maior dificuldade de abrir aos feriados por causa dos custos trabalhista e do fato de o funcionamento não cobrir o faturamento daquele dia.

Se você decidir abrir sua empresa no feriado, recomenda-se fazer escala de trabalho justa com seus funcionários (regime de revezamento), se organizar para efetuar o pagamento de horas extras ou permitir compensação para descanso através de banco de horas.

Vários outros segmentos econômicos, frisa a Fecomércio-SP, são beneficiados com os feriados, principalmente os ligados ao turismo, como transporte, hospedagem, passeios e cultura.


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