Vinícius Henrique e a Kombi transformada em food truck: “O Vira Lata Hot Dog começou na mesa de um bar.”

Uma brincadeira entre amigos, que começou em uma mesa de bar, que se transformou em negócio. Esse pode ser o resumo do Vira Latas Hot Dog, que teve início em 2003, fornecendo cachorros-quentes em eventos e hoje tem duas unidades próprias, uma inaugurada há pouco mais de um mês no Passeio das Águas Shopping. O próximo passo é abrir a primeira franquia, até abril, no Araguaia Shopping, e a segunda em outro shopping, cujas negociações estão adiantadas. Além delas, outros investidores também já entraram em contato.

Além da unidade no Passeio das Águas, o Vira Latas Hot Dog tem outra na Avenida T-63 (na porta da Kawasaki), no Setor Bela Vista, em Goiânia. Ao invés do carrinho tradicional desse tipo de sanduíche, a Kombi transformada em food truck chama a atenção pelo despojamento. Nela, uma pessoa fica no caixa, na posição que seria ocupada por um motorista, e dois funcionários cuidam da produção dos sanduíches e da entrega dos pedidos.

O cardápio é enxuto e aposta em produtos de alta saída. São três tipos de cachorro quente, que custam de R$ 12 a R$ 17, três sabores de refrigerantes e dois de sucos de frutas em lata. Segundo Vinicius Henrique, proprietário e responsável pelas receitas, a intenção é que o cliente não se perca entre muitas opções e que a qualidade seja mantida nos produtos.

A inauguração da unidade do Passeio das Águas Shopping repete a soma de acaso e senso de oportunidade que acompanha o empresário desde o início. Ele conta que foi a administração do centro comercial que o procurou. “Quando a pessoa se identificou, achei que era uma brincadeira, disse que não tinha interesse e desliguei o telefone”, conta. Depois, resolveu retornar a ligação e descobriu que a proposta era séria.

Já no shopping, a administração lhe ofereceu várias salas. Mas ele bateu o pé e insistiu que queria um espaço nos corredores para colocar uma Kombi. E é ela que funciona como um chamariz para os clientes – no dia em que o Empreender em Goiás esteve no local, havia fila de compradores.

Vinicius Henrique conta que, em dezembro, primeiro mês de operação no local, foram vendidos 12 mil cachorros-quentes. Na unidade do Setor Bela Vista, são 2 mil por mês. “Na T-63, funcionamos das 18 horas à meia-noite, de segunda a quinta-feira. No fim de semana, fazemos eventos. No shopping, abrimos todos os dias, das 10 às 22 horas”, ressalta. Por isso, são seis funcionários no Passeio das Águas e três na “matriz”.

Negócio

O movimento e o estilo do ponto do shopping despertaram o interesse de um empreendedor em ter uma franquia no Vira Latas Hot Dog. “Ele me procurou, disse que queria abrir algum negócio para a mulher. Em poucos dias, formatei o modelo e já assinamos o contrato. E também há negociação avançada para que ele abra outra franquia em outro shopping”, conta o empresário.

Outras pessoas têm procurado Vinicius Henrique interessadas em abrir franquias. O investimento inicial é de R$ 100 mil, o que incluiu a Kombi totalmente equipada (o grill, os tubos de molhos e outros equipamentos são importados dos Estados Unidos), o treinamento dos funcionários e o sistema de gestão informatizado. Não há cobrança de royalties, mas o franqueado tem de adquirir os produtos fornecidos Vinicius Henrique e pagar aluguel de R$ 2,5 mil por mês.

Por falar em produtos, o pão e os dois tipos de molho são feitos pelo próprio Vinicius Henrique. A salsicha, que chama a atenção pelo tamanho (150 gramas) é de um fornecedor de Maringá, no Paraná. “Estava em Brasília quando vi uma salsicha mais grossa que o normal. Busquei contato com o fabricante, para ver se ele conseguia fazer uma do mesmo diâmetro, mas com 15 centímetros. Ele se tornou meu fornecedor há dois anos e essa salsicha é um dos diferenciais do nosso hot-dog”, conta.

Vinícius Henrique: “Temos duas unidades próprias. Até abril, teremos a primeira unidade franqueada no Araguaia Shopping.”

Brincadeira

Como dito no início deste texto, o Vira Lata Hot Dog começou na mesa de um bar. Vinicius Henrique conta que um amigo iria fazer um evento e precisava de alguém que fornecesse o alimento. “Disse a ele que faria. Dois dias depois, ele me procurou e eu nem lembrava mais que havia feito o acordo. Mas aceitei, pois, na época, eu tinha uma gráfica que estava praticamente falida”, lembra.

O pior nem foi o susto. Vinicius Henrique nem cozinhar sabia. Por isso, optou pelo cachorro-quente, mais simples de preparar. No evento, um encontro que iria mudar a vida dele. Um dos participantes pediu a ele um “vira-lata”. “O quê?”, perguntou Vinicius. “Um cachorro-quente”, respondeu o homem.

A conversa ainda iria render. Ao perceber que o cliente, ao comer, derrubava todo o recheio, decidiu montar o hot-dog invertido: com a salsicha por cima. Esse formado chamou a atenção de outro cliente, que gostou do cachorro-quente e o convidou para um novo evento. Vinicius topou e o cliente perguntou o nome de seu negócio, para colocar no material de divulgação.

Depois de titubear um pouco, ele soltou: “É Vira Lata Hot Dog”. E foi assim que a empresa foi batizada. Daí para os 14 mil hot-dogs vendidos em dezembro, sem contar os eventos, foi um processo de aperfeiçoamento de receita e de administração do negócio. Hoje, até o pão é de fabricação própria. “Não consegui nenhum fornecedor que não use conservantes”, explica.

A preocupação, agora, é como manter o segredo dos molhos. “Como terei de fornecer para os franqueados, terei de pensar como fazer sem passar a receita para alguém”, diz.


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A maior parcela dos recursos no Centro-Oeste será destinada ao agronegócio

Produtores rurais e pequenos empresários das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste vão ter acesso a R$ 46,3 bilhões oriundos dos Fundos Constitucionais este ano, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) divulgados nesta segunda-feira (20).

Deste total, o Centro-Oeste contará com R$ 7,1 bilhões sendo R$ 2,35 bilhões para Goiás ( 33%), R$ 2,35 bilhões para Mato Grosso (33%), R$ 1,17 bilhão para Mato Grosso do Sul (24%) e R$ 710 milhões para o Distrito Federal (10%). A maior parcela dos valores destina-se ao agronegócio, enquanto o setor de infraestrutura na região poderá acessar R$ 296 milhões, de acordo com o MDR.

Os recursos serão concedidos por meio de bancos públicos e devem aquecer a economia, gerar emprego e renda, segundo o ministério. “Embora as operações de crédito sejam voltadas, prioritariamente, a atividades de pequeno e médio porte, também são asseguradas condições atrativas de financiamento a grandes investidores”, diz nota do ministério.

O Nordeste contará com R$ 29,3 bilhões para investimentos em setores como agricultura, pecuária, indústria, agroindústria, turismo, comércio, serviços e infraestrutura. A prioridade de acesso aos recursos são os micro, pequenos e pequenos-médios produtores rurais e urbanos dos nove estados da região. Também serão disponibilizados recursos para Minas Gerais e do Espírito Santo.

De todo o valor empenhado, R$ 19 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) serão diretamente destinados a investimentos nos estados sendo 5% para Alagoas; 21% para a Bahia; 14% ao Ceará; 3% para o Espírito Santo; 10% ao Maranhão; 6% para Minas Gerais; 6% para a Paraíba; 14% para Pernambuco; 10% ao Piauí; 6% para o Rio Grande do Norte; e 5% para Sergipe.

O setor de infraestrutura nordestino terá acesso a R$ 10,23 bilhões que poderão ser utilizados em plantas de geração de energia elétrica renovável e construção de estradas e ferrovias.

Para o Norte, serão liberados R$ 9,9 bilhões sendo R$ 2,92 bilhões para o Pará, R$ 2,04 bilhões para Rondônia, R$ 2,12 bilhões para Tocantins e R$ 1,64 bilhão para o Amazonas. Acre, Amapá e Roraima contarão com R$ 491,64 milhões, cada.

Fundos Constitucionais

Os Fundos Constitucionais foram criados para implementar a política de desenvolvimento regional e reduzir as desigualdades entre as diferentes áreas do país. As operações de crédito têm condições mais atrativas e possibilitam o financiamento de projetos para abertura do próprio negócio, investimentos para expansão das atividades, aquisição de estoque e até para custeio de gastos relacionados à administração.

Para o setor rural, as taxas de juros são as mais baixas e contemplam agricultores familiares por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Para ter acesso ao financiamento é preciso procurar os bancos públicos operadores do crédito: o Banco do Brasil (Centro-Oeste), o Banco do Nordeste (Nordeste) e o Banco da Amazônia (Norte).


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A rede Store Supermercados tem dez lojas em Goiânia e Aparecida e abrirá outra em Trindade

As redes goianas de supermercados estão voltando a ocupar espaços que, nos últimos anos, foram tomados pelas grandes redes nacionais e internacionais, como Pão de Açúcar, Extra, Carrefour, Bretas e outras. Por isso mesmo e também por causa da retomada da economia, o presidente da Associação Goiana de Supermercados (Agos), Gilberto Soares, estima investimentos superiores a R$ 100 milhões com a abertura ou modernização de lojas em todo o Estado. Entre as empresas goianas que estão expandindo suas redes, este ano, estão o Super Barão, Store, Moreirinha, Prátiko e outras que usam a bandeira Smart.

O Super Barão Supermercados vai abrir até junho mais duas unidades, uma no Buena Vista Shopping, onde funcionava o Empório Piquiras, no Setor Bueno – inclusive já tem uma faixa no local anunciando -, e a outra no Jardim Atlântico. Atualmente, o grupo tem 22 lojas, das quais 15 na Grande Goiânia e outras 7 no interior do Estado: Formosa (2) Valparaíso de Goiás (1), Luziânia (1), Jaraguá (1), Goianésia (1) e Inhumas (1). O Super Barão Supermercados que começou sua trajetória em 1992, com um mercadinho na rua P2, no Setor dos Funcionários, é hoje a maior rede regional do ramo em Goiás.

A rede Prátiko já tem sete lojas em Goiânia e Senador Canedo e agora vai abrir outra próxima ao Buriti Shopping, na divisa entre Goiânia e Aparecida de Goiânia. A rede Store Supermercados, com dez lojas em Goiânia e Aparecida finaliza outra unidade em Trindade, a ser inaugurada nos próximos meses. O Moreirinha, que nos últimos dois anos, abriu lojas menores em diversos bairros de Goiânia, sendo duas na T-63, constrói outro supermercado na região de condomínios da capital, entre o Alphaville e os Jardins.

Várias pequenas empresas do ramo supermercadista localizadas no Estado também aderiram à bandeira Smart, que é uma franquia do grupo Martins, de Uberlândia (MG), criado no ano de 2000 para dar condições de igualdade aos pequenos e médios empresários competirem em um mercado cada vez mais profissional e acirrado. O Smat hoje é a segunda maior franquia do Brasil com mais de 600 lojas, em 400 municípios de 21 Estados e a quinta maior rede de supermercados em faturamento.

O supermercado Bom Preço, do município de Posse, no Nordeste Goiano, aderiu à bandeira Smat. Graças a isso, se modernizou e agora o seu proprietário está abrindo mais duas lojas na região.

Mudanças
Gilberto Soares reforça que vários fatores levaram os supermercados de pequeno e médio portes a abrirem novas lojas em bairros diferentes de Goiânia e em cidades do interior do Estado. Os chamados supermercados de vizinhança facilitam a vida dos consumidores que têm acesso a produtos frescos e saudáveis, sobretudo, orgânicos, diet ou light, sem precisar enfrentar o trânsito caótico.

Já os supermercados têm condições de comercializar produtos a preços competitivos graças a estabilização da economia e compras em maior volume, bem como oferecer serviços, como fazer a entrega das compras na casa do cliente. “As pequenas redes de supermercados têm esta facilidade de abrir pequenas lojas em bairros residenciais e até comerciais, e ainda o contato direto com os fornecedores”, argumenta Gilberto Soares.


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Os feriados nacionais ao longo do ano de 2020 devem causar um prejuízo de R$ 680 milhões ao comércio varejista de Goiás, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para sorte dos empresários goianos, os dois feriados locais cairão no fim de semana: 24 de maio, Dia de Nossa Senhora Auxiliadora, Padroeira de Goiânia, será num domingo, e o feriado dos 87 anos da fundação de Goiânia cairá num sábado.

No Brasil, calcula a CNC, os prejuízos serão de R$ 19,6 bilhões ao comércio varejista este ano. Este ano terá mais feriados nacionais em dias úteis do que ocorreu no ano passado. Em 2019, o comércio varejista e atacadista teve um prejuízo de R$ 17,4 bilhões com os feriados nacionais.

“Embora tenda a favorecer atividades econômicas específicas como aquelas típicas do turismo, para a maioria dos demais setores da economia a maior incidência de feriados em dias normalmente úteis tende a gerar prejuízos por conta da queda do nível de atividade ou pela elevação dos custos de operação”, explicou o economista Fabio Bentes, em relatório. A CNC estima que haja uma queda de 8,4% na lucratividade do comércio a cada feriado. Os setores e regiões com maior peso da folha de pagamentos em relação ao faturamento tendem a ser mais afetados.

Segmentos
No ano passado, o feriado de Tiradentes caiu num domingo, enquanto as celebrações da Independência, Nossa Senhora Aparecida e Finados ocorreram aos sábados, dia de meio expediente no comércio. Em 2020, todos esses feriados ocorrerão em dias que úteis para o comércio. A CNC lembra que apenas o feriado da Proclamação da República passou de uma sexta-feira em 2019 para um domingo em 2020.

“Por mais que as vendas possam ser parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores aos feriados, em virtude do fechamento das lojas ou da diminuição do fluxo de consumidores, o peso relativamente elevado da folha de pagamentos na atividade comercial é a principal fonte dos prejuízos impostos pelos feriados, comprimindo as margens de operação do setor”, explicou Bentes, na nota.

Os segmentos de supermercados, lojas de utilidades domésticas e estabelecimentos de vestuário e calçados respondem, juntos, por 56% do emprego no comércio varejista brasileiro. Os três setores também terão as maiores perdas com os feriados este ano: o prejuízo nos supermercados será de R$ 7,25 bilhões; no segmento de artigos de uso pessoal e doméstico, R$ 3,03 bilhões; e no ramo de vestuário e calçados, R$ 2,44 bilhões.

Entre as regiões, mais da metade das perdas estimadas ficará concentrada nos Estados de São Paulo (R$ 5,62 bilhões), Minas Gerais (R$ 2,09 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 2,06 bilhões) e Paraná (R$ 1,42 bilhão). (Com agências)


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A dupla Rafael e Gustavo Moura e Rafael com o empresário Magdan Faria (centro)

Você já pensou em ser empresário de uma dupla sertaneja, mesmo com pouco dinheiro? Essa é a ideia que está por trás de um produto de investimento lançado nesta quinta-feira (16/01) em Goiânia. Por meio da aquisição de cotas individuais, será possível investir na carreira da dupla Gustavo Moura e Rafael, que lançou seu primeiro trabalho profissional em 2008 e tem músicas gravadas por artistas como Henrique e Juliano e Maria Cecília e Rodolfo, além de parcerias com sertanejos consagrados, como Marília Mendonça.

O modelo de gestão foi idealizado pela Capital White, empresa goiana que tem como CEO o empresário e especialista em mercado financeiro Magdan Faria. A dupla será a primeira a utilizar a gestão financeira exponencial no País. O funcionamento é simples: ao invés de um único empresário, que faz desembolsos vultosos, serão vendidas 1,2 mil cotas de R$ 10 mil cada – um único investidor pode ter, no máximo, dez cotas. Caso todas sejam comercializadas, o aporte na carreira da dupla será de R$ 12 milhões. “O investidor terá retorno conforme o crescimento do projeto”, diz Magdan Faria.

O recurso das cotas fará parte de um fundo e a gestão da carreira dos cantores passa a ser compartilhada também pela Capital White. O adquirente fará parte de uma Sociedade em Cotas de Participação (SCP) e a remuneração será por meio da Participação de Lucro Real (PRL). Para chegar ao novo produto, o empresário conta com experiência anterior na intermediação entre investidores individuais e empreendedores. O modelo de investimento coletivo foi elaborado durante dois anos. Antes da decisão de aplicá-lo ao mercado da música sertaneja, foram estudados outros segmentos. “Esse é um mercado com ebidta [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] muito alto. Em 2019, movimentou entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões”, afirma Magdan Faria.

Depois de modelar o negócio, que ele chama de “modelo de gestão financeira exponencial” e escolher o nicho (a música sertaneja), a Capital White tinha de encontrar os artistas com perfil adequado. “Fizemos o filtro, que levou em conta fatores como repertório, tempo de carreira, presença de palco e potencial de crescimento. A dupla Gustavo Moura e Rafael tem chão de caminhada e pode ter uma expansão exponencial na carreira”, aposta.

Os cantores são irmãos e herdaram o gosto pela música e, especialmente, pelo sertanejo do pai e do tio, que formam a dupla Monetário e Financeiro, que interpreta música raiz. Começaram ainda crianças, por volta dos sete anos de idade, mas o primeiro trabalho profissional foi o lançamento de um DVD em 2008. Estão em Goiânia, Meca da música sertaneja, há dez anos.

Desde então, são cinco DVDs, um canal no Youtube com mais de 120 mil inscritos e que teve 1,8 milhões visualizações em seis meses, perfil no Instagram com 144 mil seguidores e disponibilização de repertório nas plataformas de streaming. Um dos vídeos, “Zé Ninguém”, com participação da atriz Carol Castro, teve mais de 10 milhões de visualizações. Ou, da música “Vou levando a minha”, tem parceria com Marília Mendonça e mais de 11 milhões de visualizações.

Em 2019, a dupla fez cerca de 100 shows. Para 2020, a previsão é de 180 apresentações (já estão confirmados shows em Gurupi e Porto Nacional, no Tocantins, e Tupaciguara, Araxá, Montes Claros e Jacaúba, em Minas Gerais). Os irmãos lançarão nos próximos dias um single e um clipe, ainda sem nome, com participação do DJ Guga e preparam um novo DVD.

A expectativa com a possível entrada de investimento por meio da parceria com a Capital White, a dupla espera que esse número só aumente. “Em 2021, ir para casa será só para tomar banho”, brinca Gustavo Moura.


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Perspectiva da plataforma ferroviária da Rumo em Rio Verde

A Rumo Logística teve aprovado o pedido de financiamento de R$ 200 milhões do Fundo Constitucional Centro-Oeste (FCO) para a construção de uma plataforma da Ferrovia Norte-Sul em Rio Verde (GO). O investimento total será de R$ 400 milhões, considerando a instalação completa da infraestrutura e do terminal de grãos, e deverá entrar em funcionamento em 2021. A empresa informa no projeto que serão gerados 300 empregos diretos na plataforma, que deverá ser a maior nos quase 1,5 mil km do trecho da Norte-Sul entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP).

Em dezembro passado, a prefeitura de Rio Verde assinou o contrato com a Rumo Logística para a implantação da Plataforma Multimodal no município. O diretor da empresa, Júlio Fontana, disse que as obras devem começar no início deste ano. “Provavelmente, em julho a gente começa a operar contêineres de Anápolis até Imperatriz e, em janeiro de 2021, já teremos o primeiro trem de grãos operando a partir de São Simão, posteriormente chegando em Rio Verde”, pontuou.

A plataforma em Rio Verde será um grande hub logístico de Goiás. Atenderá diferentes cadeias produtivas. No agronegócio os potenciais clientes serão produtores rurais, cooperativas, indústrias de beneficiamento, usinas de açúcar, tradings e empresas de fertilizantes, que poderão transportar seus produtos tanto para o mercado interno quanto para o externo.

Além disso, a instalação de um complexo de combustíveis dentro do complexo permitirá que distribuidoras façam o escoamento para mercados importadores de São Paulo e o recebimento e distribuição de derivados na região. A capacidade de transporte é de 11 milhões de toneladas por ano e movimentará cerca de 1.200 caminhões por dia.


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O Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional Centro-Oeste aprovou hoje (16/01) financiamento de R$ 200 milhões para a Cervejaria Cidade Imperial, com sede em Petrópolis (RJ), investir na instalação de uma fábrica em Jataí (GO). Pelo projeto, a empresa se compromete a investir até R$ 900 milhões e gerar 300 empregos diretos no município goiano para produzir e fornecer cervejas de suas marcas às Regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País. A previsão é que a produção comece no primeiro semestre de 2022.

Inicialmente, a Cervejaria Cidade Imperial pretendia realizar o investimento no município de Três Lagoas (MS), que chegou a doar área de 320 mil metros quadrados para a construção da fábrica. Mas a empresa não chegou a um acordo com o governo estadual sobre a concessão de incentivos fiscais para a instalação da fábrica no Mato Grosso do Sul. Em Goiás, teve a garantia de receber benefícios fiscais do Estado, igualmente aos ofertados para outras duas cervejarias instaladas em Goiás: Ambev (em Anápolis) e Heineken (em Alexânia).

O governador Ronaldo Caiado disse que pesaram também na escolha da Imperial fatores como a localização estratégica do município de Jataí, servido por três rodovias (BR-158, BR-060 e BR-364), e facilidades de logística e comercialização para outras regiões brasileiras.

A Cervejaria Cidade Imperial tem sede em Petrópolis (RJ) e foi fundada em 1997 por Francisco de Orleans e Bragança, tetraneto de D. Pedro II, integrante da família imperial brasileira. Em 2015, foi comprada pelo Grupo Irmãos Faria, controlado pelo empresário Cléber Faria, ex-acionista do Grupo Petrópolis, dono das marcas de cerveja Itaipava, Crystal, e Petra, entre outras. Cléber Faria teve no ano passado seu nome envolvido em investigações da Lava Jato, da Polícia Federal. Foi acusado, ainda na época como diretor do Grupo Petrópolis, de pagamento de subornos para políticos.

Nos últimos quatro anos, a Cervejaria Cidade Imperial passou a investir na diversificação de produtos e expansão da produção. Em Frutal (MG), investiu R$ 250 milhões para ampliação de sua fábrica na cidade. Em 2017 lançou a cerveja Império, o energético Dopamina Energy Drink e o suplemento Life H2O.


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Mitsubishi continua produzindo a picape L200 Triton em Catalão, que receberá facelift no segundo semestre

Ao anunciar oficialmente o fim da fabricação do sedã Lancer na unidade de Catalão, no Sudeste de Goiás, a Mitsubishi também informou que está em negociação com a diretoria da montadora no Japão para trazer novidades ao mercado brasileiro. Mas não revelou quais os modelos podem desembarcar no Brasil.

Com a saída de cena do Lancer que, no ano passado, teve apenas 1.353 unidades vendidas, atualmente, a Mitsubishi só produz a picape L200 Triton, que receberá um facelift no segundo semestre, e os SUVs ASX e Eclipse Cross, em Goiás. Os utilitários esportivos Pajero Sport, Pajero Full e Outlander continuam sendo importados.

O Mitsubishi Lancer chegou ao País em 2011, importado do Japão, e começou a ser produzido em Catalão em 2014. O sedã também não aparece mais no configurador do site da Mitsubishi e não sofria modificações relevantes desde que a oitava geração foi apresentada, em 2007. O sedã já tinha deixado o mercado norte-americano desde 2017.

A Mitsubishi, que é representada no país pela HPE Automotores do Brasil Ltda, encerou 2019 com a produção de quase 30 mil veículos em Catalão. É apenas um quarto de sua capacidade instalada, de 120 mil unidades por ano. A montadora vem enfrentando dificuldades há tempos por conta da crise econômica e da insegurança jurídica para efetivar novos investimentos em Goiás.

A situação ficou complicada com as mudanças nos programas de incentivos fiscais Fomentar e Produzir pelo governo do Estado, que também criou um novo programa , o ProGoiás, que não foi aceito pelos empresários com indústrias instaladas no Estado.

O consolo para as montadoras de veículos instaladas em Goiás – Caoa Hyundai, Caoa Chery, Mitsubishi e Suzuki – foi a decisão da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços ter aprovado em 6 de novembro de 2019 o projeto que estende de 2020 para 2025 o prazo para que montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste contem com o crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os veículos produzidos.

A fábrica da Mitsubishi tem 21 anos em Catalão, suas instalações produziram mais de 500 mil veículos, especialmente a picape L200, e viveram fases de expansão. Foi inaugurada nasceu com 14 mil m², hoje tem 247 mil m² e emprega menos de 2 mil pessoas. A marca promoveu duas expansões em Goiás. Em 2000, investiu US$ 100 milhões para produzir novos produtos e verticalizou processos, com introdução de sistema de pintura, ampliação da área de solda, construção de edifício para moldagem de plásticos. Depois, em 2010, a montadora investe R$ 1 bilhão para mais um ciclo de expansão, quando o mercado de veículos estava em franco crescimento no Brasil, no qual incorpora novos modelos na linha e inaugura a fábrica de motores, a primeira da marca fora do Japão.


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As vendas do comércio varejista de Goiás avançaram 3,7% de janeiro a novembro do ano passado, frente ao mesmo período de 2018. No acumulado de 12 meses, o crescimento médio foi de 3,8%. Os dados são de pesquisas do IBGE, divulgados nesta semana. O crescimento do comércio goiano foi mais que o dobro da média nacional no período, que acumulou avanço de 1,7% de janeiro a novembro de 2019.

Este resultado positivo para o comércio goiano foi obtido principalmente com o desempenho das vendas de novembro, segundo os dados do IBGE, que foram 2,3% maiores que as de outubro de 2019 e 4,1% maiores que as de novembro de 2018. O volume de vendas do comércio varejista ampliado em Goiás, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou também aumento no acumulado de 2019: 5,6% de janeiro a novembro do ano passado, comparado com mesmo período de 2018.

Este bom resultado para o comércio goiano e brasileiro teve influência das promoções da Black Friday, segundo o IBGE. No Brasil, o volume de vendas registrou o maior patamar desde dezembro de 2016, período crítico da crise no setor, mas ainda segue abaixo do recorde alcançado em 2014. Entre as atividades pesquisadas, algumas delas foram diretamente influenciadas pela Black Friday: artigos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos; artigos de uso pessoal e doméstico, móveis e eletrodomésticos.

TURISMO
O segmento do turismo goiano também apresentou crescimento no ano passado, segundo o IBGE, de janeiro a novembro, com alta de 4,7%. No Brasil, as atividades turísticas tiveram crescimento de 2,6% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelos ramos de locação de automóveis, de hotéis e de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada. Por outro lado, o principal impacto negativo ficou com o segmento de transporte aéreo de passageiros. Regionalmente, nove dos doze locais investigados registraram taxas positivas, como São Paulo (5,1%), Rio de Janeiro (2,3%), Minas Gerais (2,5%) e Ceará (5,4%), além de Goiás.

SERVIÇOS

Já o setor de serviços recuou em Goiás, segundo pesquisa do IBGE, 2,4% de janeiro a novembro de 2019. Em novembro, comparado com o mesmo mês de 2018, a queda foi de 1,8%, interrompendo dois meses consecutivos de alta. Na média nacional, no acumulado do ano, o setor de serviços cresceu 0,9% até novembro passado, mas ainda quase 10% abaixo da média de 2014. Apenas 12 das 27 unidades da federação mostraram expansão na receita real de serviços, com destaques para São Paulo (3,2%), Amazonas (3,4%) e Mato Grosso do Sul (3,4%).

“A perda de fôlego é explicada pelo recuo no setor de transportes, pressionado, principalmente, pelo transporte rodoviário de cargas, que é ligado à indústria, um setor que está tendo dificuldade. Então se há uma perda de ritmo na indústria, isso acaba impactando o transporte rodoviário de cargas”, diz o pesquisador do IBGE, Rodrigo Lobo.


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Pesquisa realizada pelo portal JOTA, especializado em temas jurídicos e na cobertura de notícias do Congresso Nacional, apontou que a maioria dos deputados e deputadas federais é favorável à manutenção e ampliação dos incentivos ficais no País para diversos segmentos econômicos. O tema surgirá com maior força por conta do projeto de reforma tributária, que deve tramitar com maior velocidade neste ano no Congresso Nacional. A pesquisa parlamentar do JOTA também mostrou que 71% dos deputados acreditam numa aprovação da reforma tributária no primeiro semestre deste ano.

No ano em que o Congresso pretende discutir a reforma tributária, 72% dos deputados afirmam ser favoráveis a algum tipo de benefício para medicamentos. Contrários, apenas 28% dos parlamentares.

A pesquisa do portal JOTA também apontou que 64% dos parlamentares federais se declararam favoráveis a benefícios fiscais para operações com alimentos, 66% para o setor de saneamento básico e 67% apoiam benefícios fiscais ao transporte público coletivo urbano. Além disso, 76% dos parlamentares são favoráveis a incentivos fiscais para o setor de educação.

A maior proporção de favoráveis à concessão de benefícios fiscais está na oposição. Entre esse grupo, por exemplo, 85,7% se dizem favoráveis a benefícios para operações com alimentos, enquanto 14,3% são contra. Na base governista, a proporção de favoráveis é bem menor. Entre os deputados dos partidos da base, 57,7% são favoráveis e 42,3%, contra.

Em dezembro, foram ouvidos 155 parlamentares. A amostra foi estratificada por grupos de partidos. O sorteio foi realizado antes da coleta e, posteriormente, o JOTA fez um modelo de pós-estratificação para garantir o balanceamento. O portal acredita que, em uma população pequena como a de 513 deputados, fazer uma amostragem por ponto de fluxo, pegando deputados dispostos a responder nos corredores da Câmara, insere vieses não amostrais nos resultados. Por isso, o time de dados utiliza uma metodologia própria de amostragem e estratificação.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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Quando Mariana Perdomo se formou em Gastronomia, em 2015, ela só queria ser independente e continuar vivendo em Goiânia. Deu o primeiro passo importante: fez 220 unidades de bolo de pote e levou para a feira do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vendeu todos em poucas horas. Um ano depois, montou uma confeitaria no Setor Bueno. Agora, dois anos após abrir sua loja, ela se muda para uma confeitaria com 300 metros quadrados. Para a abertura, que vai acontecer nesta segunda-feira (19), e com o crescimento na produção, a empresária vai ampliar de 30 para 40 o quadro de funcionários.

O gosto pela gastronomia veio das raízes. A caçula Mariana nasceu em Iporá, onde seus pais têm espaço de festas e fazem eventos. Ela se mudou para Goiânia para estudar Gastronomia. “Meus pais pensavam que depois eu voltaria para trabalhar com eles. Mas nunca foi desejo do meu coração”, revela. E foi em Iporá que nasceram os primeiros potes de bolo, durante uma viagem de férias. “Os iporaenses foram os primeiros a acreditar em mim”, lembra.

Sucesso

Aos 19 anos, terminando a faculdade e com dificuldade para revelar seus planos aos pais, a jovem fez bolos e ovos de Páscoa para vender aos colegas e trabalhou em um restaurante para se sustentar. A boa aceitação dos produtos e a certeza de que queria permanecer na capital a levaram a se estabelecer na feira, utilizando o lucro que teve em Iporá para a primeira produção em maior escala.

No dia seguinte à estreia bem sucedida na feira, saiu do apartamento que dividia com parentes e alugou um para morar sozinha. Logo chegou a uma média de 600 potes vendidos ao dia. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Sou muito decidida. Quando quero, eu faço acontecer. Enfiei a cara e fui com uma certeza grande que daria certo”, justifica.

Mariana decidiu investir o que ganhou na feira com a produção dos bolos. “Deus foi abrindo portas”, diz. Produzindo em casa, sua vontade era ter uma cozinha confortável e vender todos os dias. Para isso alugou um pequeno ponto no Edifício Absolut, na Avenida T-4, “Eu fabricava em casa e na loja só tinha geladeira”, recorda. As redes sociais foram grandes aliadas na divulgação, assim como o “boca-a-boca”. Os pais, mesmo assustados, apoiaram a filha, alertando sobre os custos de ser empresária.

Com algumas reformas, Mariana inaugurou a confeitaria em setembro de 2016, onde passou a produzir e vender. Em pouco tempo, a loja se tornou um dos points mais atrativos de Goiânia. Foi preciso contratar funcionários e trazer uma das irmãs para trabalhar com ela. “Passei a ser o orgulho da família e meu sonho agora é trazer meus pais e minha outra irmã”, conta a confeiteira.

Aos 24 anos, Mariana Perdomo ampliou o cardápio da confeitaria e trabalha entre 10 e 12 horas diárias. “Hoje, já consigo parar nos fins de semana”, frisa. As datas comemorativas como Páscoa e Natal são as de maior movimento, com mais encomendas. “Tenho um consumidor fiel, desde os tempos da feira”, comemora.

Para Mariana, o sucesso vem não só de sua dedicação, mas da qualidade do que produz. “Só faz sentido estar onde estou se eu estiver feliz e se meu produto tiver qualidade. Fui contratando pessoas para me ajudar, mas sempre me mantive na produção”. Por isso, ela não pretende abrir franquias. Pretende ter novas lojas, mas todas próprias e apenas quando se sentir segura. “Quero ter qualidade de vida, ser feliz e ter controle da qualidade no meu produto”, afirma.

Superação

Apesar do rápido sucesso, a trajetória não foi tão doce o tempo todo. “Os desafios são diários. Se você faz contas demais, não abre empresa. Eu não entendia nada de fechamento de caixa, de RH. O primeiro ano foi muito difícil. Sofri, não sabia lidar com o financeiro nem com fornecedores. Fui roubada. Pensei em voltar a produzir no apartamento, mas fui aprendendo. Primeiro, entraram só pessoas erradas na minha vida, depois vieram as pessoas boas. Minha equipe é unida e faz parte do meu sucesso”, destaca.

A diversidade que já vinha sendo aplicada na produção, está ainda maior na nova loja. O cardápio inclui bolo gelado, cone trufado, palha italiana, bala de coco e tortas. Mas o bolo de pote ainda é a marca da jovem empreendedora Mariana Perdomo, que também conquistou espaço como fornecedora de doces para eventos, outra responsabilidade.

“Tento nunca ficar estagnada, mas sempre procurar coisas novas. Sobre o sucesso, faço de conta que ainda sou a Mariana da feira. Lógico, com mais experiência e muita gratidão a Deus. Minha essência é a mesma. Sinto até um calafrio quando vejo como cresci. A responsabilidade assusta, mas aprendi a lidar com ela. Deus me colocou nesse mundo para fazer doce. Essa é minha maior alegria, é minha vida”, afirma.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Já passamos pelo pior?

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Em meados do ano passado, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o País se viu em uma onda de otimismo. Índices de confiança, tanto dos consumidores quanto empresariais, apontavam para cima, após um ano de queda contínua. O que apontava para cima, contudo, eram as expectativas futuras, ou seja, os agentes acreditavam que o futuro seria melhor com o novo governo. Havia otimismo, nada mais do que isso.

Na medida em que houve acomodação no processo político e os indicadores da economia real continuavam a piorar, esses mesmos índices cederam e o otimismo perdeu força diante de uma realidade cada vez mais difícil: a economia continuava perdendo força, não só a indústria mas também o setor de serviços mostrava os efeitos da crise econômica e o desemprego – face mais dura da recessão – batia recordes e se aprofundava nos domicílios, não só alijando jovens do mercado de trabalho, mas também tirando postos de trabalho de chefes de família.

Sem contar a inflação, que até o ano passado ameaçava a meta e exigiu um forte aperto monetário para garantir sua convergência.

Assim acabou 2016 e começou 2017. A percepção de que a crise era mais complexa e estrutural e que reformas duras eram imprescindíveis forçaram o ajuste das expectativas e definiram um compasso de espera na economia brasileira. Mas a teoria econômica é mais robusta do que aqueles que buscam atalhos conseguem entender. O novo governo partiu para reformas, trocou o discurso populista pelo realismo econômico e passou a agir movido pela necessidade de restabelecer a confiança, com foco nas reformas e no ajuste de rota da economia brasileira.

A transformação começou pelo ajuste fiscal, dando transparência aos números e definindo um caminho de resgate da responsabilidade fiscal. Na sequencia vieram a proposta de emenda constitucional de limitação dos gastos e a negociação com os Estados. Pelo lado do crédito, o reposicionamento do BNDES – com o fim da política dos campeões nacionais. Na economia real, o restabelecimento da saúde financeira da Petrobrás e da Eletrobrás, esta última baseada em um importante programa de privatizações no setor elétrico que marca o abandono dos equívocos do passado. Pelo lado da política monetária, resgata-se a credibilidade ao controlar o lado fiscal e devolver ao Banco Central a atuação autônoma e independente.

Resgata-se o Brasil por todos os lados.

Tudo isso não foi em vão, felizmente. Hoje começamos a acumular resultados positivos, tênues, porém concretos. A inflação cedeu, permitindo que um ciclo de distensão monetária se inicie; o problema fiscal está mapeado, exigindo perseverança, mas saímos da rota de colapso; a economia dá sinais de recuperação e o mercado de trabalho, esse sim o mais importante dos termômetros, nos deu uma boa notícia em abril com um saldo líquido de mais de 60 mil vagas formais criadas.

Sinais que o pior já passou.

Sinal que política econômica, fiscal e monetária quando feita corretamente não é custo, é solução e garantia de confiança, crescimento e prosperidade.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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