Em outubro, de acordo com o Sincodive-GO, foram vendidos 7.097 automóveis e utilitários em Goiás

Outubro teve o segundo melhor resultado nas vendas de automóveis e utilitários este ano em Goiás, com um total de 7.097 unidades, só perdendo para o mês de agosto, com 7.232 unidades. O número é 17,7% maior que o de setembro e 8,47% quando comparado com outubro do ano passado. No acumulado do ano, as vendas cresceram 3,54%, de acordo com o Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores de Goiás (Sincodive-GO).

Para a entidade, o ritmo de crescimento das vendas continua moderado e estável, mas deve superar os resultados do ano passado, quando a comercialização de automóveis e utilitários chegaram em 75.671 unidades.

Brasil

Apesar do desempenho positivo em vendas ao mercado interno, montadoras estão dando férias coletivas em razão da queda das exportações para a Argentina ou abrindo programas de demissão voluntária (PDV) para adequar a produção à demanda do mercado.

Cerca de 1,2 mil trabalhadores da Volkswagen de Taubaté (SP) retornam nesta segunda-feira (18) depois de 21 de férias coletiva. A fábrica já tinha dispensado parte do pessoal por dez dias em setembro e em dezembro vai dispensar todos os 3,1 mil funcionários para férias de fim de ano.

A General Motors abriu PDV na fábrica de São José dos Campos (SP), mas não revela metas. Apenas informa que fará um remanejamento de mão de obra para adequar a produção.


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Número de trabalhadores na Brasilata começou a ser reduzido e deve cair pela metade com a transferência da produção para outros Estados

A mudança de regras na concessão dos incentivos fiscais em Goiás, somada à uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa – que tem trabalhado em cima de projetos de lei para revogá-los -, e o consequente clima de insegurança jurídica que tem permeado o ambiente de negócios no Estado fizeram com que o que antes parecia especulação, comece a se concretizar: empresas estão represando investimentos em Goiás ou levando suas linhas de produção para outros Estados e Distrito Federal em que o ambiente para novos investimentos seja mais amigável.

A Reciclar Reciclagem de Metais suspendeu projeto de expansão no Estado. Proprietário da empresa, Romar Martins Pereira conta que o processo de importação de uma máquina para processamento de sucata ferrosa foi concluído em dezembro de 2018. “Investimos R$ 1,8 milhão. Mas paramos aí. Precisava comprar novos caminhões, o que, inclusive, me faria contratar mais funcionários. Mas neste cenário de incertezas, vamos esperar”, afirma ao EMPREENDER EM GOIÁS.

Segundo Romar Martins, os empresários em Goiás estão hoje “totalmente inseguros”. “Volta e meia o governo toma uma medida em relação aos incentivos fiscais. Nós nunca sabemos o que vai acontecer, o que vem pela frente”, lamenta. A Reciclar tem hoje 110 funcionários. Ainda, frisa o proprietário, não houve demissões.

“Nós nunca sabemos o que vai acontecer, o que vem pela frente”, diz Romar Martins

Mas na Brasilata Embalagens Metálicas, em Rio Verde, município do Sudoeste Goiano, sim. A indústria, especializada na produção de latas para fábricas de tintas e para a indústria de alimentos, tinha em seus quadros 140 trabalhadores. O número caiu para 110 e a meta é chegar a 80, diz o gerente de operações da unidade, Ângelo Landim.

Duas linhas de produção foram transferidas para São Paulo – onde fica a matriz – e Rio Grande do Sul, e todo e qualquer plano de investimento, ainda que em fase embrionária, que havia para Rio Verde, diz o gerente, já foi realocado para o estado paulista. “Ainda não trabalhamos com a possibilidade de fechamento desta unidade, pois temos contratos a cumprir e estamos atendendo à demanda de clientes locais”. Ainda segundo Landim, com as mudanças da linha de produção, a empresa, em si, não perde em faturamento. “Quem está perdendo é o estado de Goiás”, sentencia.

O Grupo São Martinho confirmou que adiará para 2020 a construção de uma unidade para produção de etanol de milho em Quirinópolis, a 290 quilômetros de Goiânia. O motivo é a discussão sobre mudanças na tributação do biocombustível que estão ocorrendo na CPI. “A verdade é que o que vem acontecendo por aqui em relação aos incentivos têm repercutido lá fora. As grandes empresas, desconfiadas, estão riscando Goiás do mapa de investimentos. E dinheiro não tem paixão por estado A ou B”, enfatiza o diretor-executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwal Portilho.

O executivo da Adial lembra que o freio nos investimentos em Goiás vai além das empresas aqui já instaladas. “Até agora, os protocolos de intenção assinados com o governo do estado, nesta gestão, não avançaram. Talvez um ou dois, no máximo. O ambiente de negócios está totalmente desfavorável”, afirma Portilho. “Entendemos que é prerrogativa da Assembleia fiscalizar (eventuais distorções na concessão de incentivos fiscais), mas a CPI desconsidera todo o trabalho que é feito com este mesmo propósito pelo governo. Estamos todos sendo jogados na vala comum”, protesta.


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Os bancos e as demais instituições financeiras começaram a enviar automaticamente informações dos clientes para as gestoras de bancos de dados financeiros que vão operar o Cadastro Positivo, uma lista de bons pagadores. A expectativa é que até a próxima sema, todos os brasileiros que não optaram por estar fora da liste estejam incluídos no Cadastro Positivo.

Há um mês, o Banco Central (BC) autorizou quatro gestoras autorizou quatro gestoras de bancos de dados a operar. Os registros foram dados à Serasa, à Gestora de Inteligência de Crédito (Quod), à Boa Vista Serviços e à Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL – SPC Brasil).

Até 30 dias depois da inclusão dos dados, a gestora responsável deverá informar ao cliente de que seus dados estão no cadastro positivo. A notificação pode ser enviada por correio, por e-mail ou por SMS. O procedimento é semelhante ao usado para notificar clientes na lista de maus pagadores.

Na primeira etapa, os bancos e as casas de crédito vão abastecer o Cadastro Positivo. Nos próximos meses, prestadoras de serviço com conta fixa, como companhias de água, luz, gás e telefone, passarão a enviar as informações. O cadastro será estendido posteriormente às redes de varejo, que compartilharão o histórico de pagamento dos clientes ao banco de dados.

Inversão

Uma lista de bons pagadores que podem ter acesso a crédito mais barato, o Cadastro Positivo começou a funcionar em 2013, mas com uma lógica invertida em relação à atual. O cliente que quisesse ser incluído no cadastro tinha que comunicar ao banco. A nova legislação tornou automática a inclusão e o processamento dos dados dos clientes.

Quem não quiser entrar no Cadastro Positivo é que deve avisar a instituição financeira. Os bancos identificarão os bons pagadores com base num sistema de pontuação, sem terem acesso direto à movimentação financeira do cliente. Cada cliente receberá uma nota de 0 a 1 mil. Quanto mais alta a nota, melhor a qualidade do pagador e menores as taxas de juros a que eles terão direito.

Aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em julho, a regulamentação das gestoras iguala o tratamento das empresas administradoras de banco de dados ao das instituições financeiras. Os controladores e diretores deverão ter reputação ilibada (sem suspeitas) e terem o currículo avaliado pelo Banco Central. Em relação à proteção das informações, o decreto estabeleceu padrões de segurança, como diretorias separadas para a gestão dos cadastros e para a segurança da informação e patrimônio líquido mínimo de R$ 100 milhões para cada empresa poder operar. (Com Agência Brasil)


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Luciana Marques: “Atitudes empreendedoras são capazes de transformar sociedades”

“Empreender é viver o futuro hoje”. Esse será o tema da 12ª edição da Semana Global de Empreendedorismo (SGE), que acontece de 18 a 24 de novembro, em todos os estados do país. Em Goiás, o Sebrae vai realizar mais de 200 atividades, a maioria gratuira, para estimular novos negócios.

Durante sete dias, serão realizadas palestras, workshops, oficinas, feiras, cursos, debates e competições online. O evento é um movimento que inspira, conecta, capacita jovens e adultos que se interessem por empreendedorismo.

A analista do Sebrae Goiás, Luciana Marques, explica que o objetivo da ação é mostrar o quanto o empreendedorismo pode fazer transformações em todos os segmentos, independentemente de ser associado a um negócio específico ou não. “Atitudes empreendedoras são capazes de transformar sociedades. A SGE tem o objetivo de gerar visibilidade ao empreendedorismo e fomentar a criação de novos produtos e oportunidades de negócios.

Em Goiás, todas as regionais que atendem os municípios goianos terão ações. As atividades poderão ser visualizadas no portal www.empreendedorismo.org.br – endereço em que o participante também realiza sua inscrição. “Nossa expectativa é que tenhamos uma grande participação dos goianos nas diversas ações que serão realizadas na microrregionais”, diz.

Histórias inspiradoras

A cerimônia de abertura nacional será no dia 18 de novembro, no Palácio do Planalto, e contará com a presença do Presidente da República e outras autoridades. Na mesma semana, acontecerá “A casa do empreendedor”, no Sebrae Nacional, evento presencial de inspiração de empresários com transmissão via web.

Cases de sucesso irão expor histórias inspiradoras para incentivar o próximo passo na jornada do empreendedorismo, seja por meio da formalização, da superação dos desafios da gestão no primeiro ano de vida, da incorporação de inovações, entre outros.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, ressalta que o evento irá abordar o empreendedorismo do futuro com uma visão inclusiva. “É fundamental tratar a inovação como um processo de inserção transversal nos negócios. Iremos trabalhar quais comportamentos empreendedores e competências são necessários para que os donos de pequenos negócios possam enfrentar os desafios que encontrem pela frente”, destacou Melles.

O Sebrae é a instituição host, responsável pela coordenação nacional, justamente com o Conselho da SGE, composto pela Aliança Empreendedora, Anjos do Brasil, Anprotec, Artemisia, Brasil Junior, Conaje, Endeavor e Junior Achievement; além de órgãos do poder público, empresas, organizações não governamentais, incubadoras, aceleradoras, entre outros agentes da sociedade.


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Goiás ocupa a sétima posição no ranking nacional de liberdade econômica realizado pelo Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (CMLE), em São Paulo. Com índice geral de 7,42, também ficou acima da média nacional, de 7,02. O estudo foi divulgado nesta semana e considerou como pilares de avaliação os gastos públicos, tributação e mercado de trabalho.

O Índice Mackenzie de Liberdade Econômica Estadual 2019 (IMLEE) é baseado em dados de 2017 e mede a liberdade econômica (níveis de escolha pessoal, capacidade de entrar em mercados, respeito à propriedade privada, estado de direito, etc.) analisando as políticas dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Varia de zero (menos liberdade) a dez (mais liberdade). De acordo com a publicação do Centro Mackenzie, o Amapá lidera o ranking, o Espírito Santo está sem segundo lugar geral e São Paulo aparece na terceira posição.

A nota geral de Goiás, de 7,42, apresentou aumento de 13,2% em relação à nota de 2014 e de 33,9% ao ano de 2016. Houve queda nos anos de 2015 e 2016, mas isto praticamente em todas as unidades federativas do País, por conta do período de forte recessão econômica no País. Em 2017, todas as unidades federativas aumentam suas notas e, portanto, passam a contar com melhor ambiente de negócios. A maior parte delas recupera pontos perdidos durante os anos de recessão. O que é de se chamar atenção é que uns Estados se recuperam mais do que outros.

Dos três grupos macroeconômicos, que formam vários indicadores do estudo, Goiás se destacou em dois: tamanho de governo (com índice de 9,04) e mercado de trabalho (8,33). No primeiro, são levados em conta consumo primário (custeio da máquina pública do Estado e dos municípios); transferências e subsídios efetuados pelas esferas estadual e municipal da mesma jurisdição; despesas previdenciárias e com pensões.

Todos esses indicadores são calculados como porcentual da renda estadual, cujo cálculo foi obtido por meio da renda bruta dos residentes dos Estados: a agregação de todos os rendimentos recebidos pelas pessoas, divulgados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD contínua) do IBGE, de 2017. A natureza das despesas selecionadas não envolve gastos de investimento dos governos estadual e municipais, como obras de infraestrutura, por exemplo. São consideradas apenas as despesas de “consumo dos governos” e de transferências institucionais e pessoais.

Em relação a liberdade do mercado de trabalho, em que Goiás teve o maior índice nacional medido pelo IMLEE, são avaliados os seguintes indicadores: existências de leis estaduais sobre salário mínimo, piso salarial estadual diferente do nacional – e seu valor relativo anualizado em termos da renda per capita anual; emprego do setor público das três esferas na jurisdição (administração direta e indireta) como proporção do total do emprego estadual (formal e informal); e densidade sindical – proporção do número de funcionários que são membros de sindicatos em relação ao total de empregados no Estado.

No item tributação, Goiás teve índice de apenas 4,89, o terceiro menor do País e bem abaixo da média nacional (6,93). Mensura o peso tributário das três esferas de governo (federal, estadual e municipal) em relação à renda bruta das famílias residentes no Estado. Os indicadores adotados são: Impostos sobre a renda (Pessoa Física e Jurídica); impostos sobre propriedade e transferências de patrimônio (IPTU, ITR, ITBI, ITCMD, IPVA); e tributos indiretos sobre produção e consumo de mercadorias e serviços (IPI, ICMS, ISS, PIS/COFINS).


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A agricultura contribuiu para o avanço do PIB em Goiás , em 2017, principalmente aprodução de soja

O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de Goiás atingiu R$ 191,90 bilhões em 2017, registrando crescimento de 2,3%, em relação a 2016, informou nesta quinta-feira (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ao destacar que a economia goiana voltou a crescer após dois anos de recuos consecutivos, sendo que em 2015 variou -4,3% e em 2016 -3,5%.

Contribuíram para a variação positiva do PIB os grupos de atividades da agropecuária e dos serviços, enquanto a indústria apresentou retração. O Estado de Goiás representou 2,9% da economia brasileira em 2017, sendo a 9ª maior economia no Brasil e a 2ª da Região Centro-Oeste.

Agropecuária

De acordo com o IBGE, a agropecuária goiana apresentou variação em volume de 19,2% em 2017. O total das atividades agropecuárias participava com 12,2% da economia do Estado em 2016, passaram a representar 11,3% em 2017. A agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita, foi a atividade que mais contribuiu para o bom desempenho do ano, já que apresentou variação em volume de 26,8%.

As condições climáticas foram favoráveis e impulsionaram a produção agrícola em Goiás, principalmente a de soja e de milho. Por outro lado, o aumento da oferta em 2017 resultou em redução de preços de parte dos produtos, o que justifica a perda de participação.

Indústria

As atividades industriais recuaram em 0,6% na comparação com 2016. Os setores de construção (-7,6%) e eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (-4,6%) registraram queda entre 2016 e 2017. Na construção, o resultado negativo foi motivado principalmente pela forte retração no ritmo de obras em infraestrutura.

Em eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, a queda vinculou-se à redução da geração de energia elétrica. Já as atividades de indústrias extrativas (2,5%) e indústrias de transformação (4,4%) apresentaram expansão do volume do valor adicionado bruto, na primeira devido ao aumento na produção de extração de minerais metálicos não-ferrosos e na segunda em função da fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, de álcool e outros biocombustíveis e ainda pela fabricação de produtos alimentícios.

As atividades industriais recuaram em 0,6% . Na construção, houve forte retração no ritmo de obras em infraestrutura

Comércio e serviços

Os serviços apresentaram aumento de 0,9% em 2017. Destaque para os setores de informação e comunicação (9,7%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (8,2%), com as maiores variações positivas em volume entre 2016 e 2017.

Entre as 11 atividades que o compõe, somente 3 apresentaram queda no índice de volume. Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, segunda atividade com maior participação em 2017 (14,3%), apresentou o maior recuo em volume (-6,7%). Serviços domésticos e educação e saúde privadas também tiveram variação negativa, de -2,6% e -0,1%; respectivamente.


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Vendas de artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 18,3% em setembro no Estado

As vendas do comércio varejista goiano cresceram 1,5% em setembro frente a agosto de 2019, na série com ajuste sazonal. O percentual de aumento foi o dobro registrado a nível nacional, que chegou a 0,7% na mesma base de comparação, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando comparamos setembro de 2019 com o mesmo mês de 2018, as vendas aumentaram 1,8%, após cinco meses de variações negativas consecutivas, enquanto o volume do varejo nacional teve alta 2,1%, na mesma base de comparação. No acumulado em 2019, o avanço é de apenas 0,2%, enquanto o nacional é de 1,3% na mesma base de comparação.

Já o comércio varejista ampliado goiano (que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção) registrou crescimento de 4% em setembro de 2019, quando comparado com agosto de 2019, na série com ajustes sazonais, melhor resultado do ano 2019.

A nível nacional, as vendas avançaram 0,9%. Quando comparado com setembro de 2018, o volume de vendas do comércio varejista goiano ampliado também apresenta alta de 5,7%, enquanto a nível nacional o aumento foi de 4,4% na mesma base de comparação.

De acordo com o IBGE, as vendas de veículos e motos, partes e peças subiram 14,2%

Destaques

De acordo com o IBGE, das 10 atividades pesquisadas do comércio varejista ampliado goiano, 7 registraram aumento em setembro, quando comparadas com o mesmo de 2018, com destaque para Outros artigos de uso pessoal e doméstico (18,3%), seguido de veículos e motos, partes e peças (14,2%), equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (13,7%) e por fim móveis e eletrodomésticos (6,3%). Esse último puxado principalmente pelo avanço em eletrodomésticos (1%). O aumento nas vendas de móveis em 24,1% registrou a maior alta do país.

A atividade de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%) apresentou em setembro de 2019 o primeiro avanço após seis quedas consecutivas, bem como a atividade de Móveis e eletrodomésticos (6,3%) que registrou alta após quatro quedas consecutivas. A variação observada para Equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (13,7%) foi a melhor do ano 2019, ficando atrás apenas de abril de 2019, quando apresentou 11,9%.

Os setores que apresentaram as maiores variações negativas foram o de livros, jornais, revistas e papelaria (-35,2%), combustíveis e lubrificantes (-6,8%) e tecidos, vestuário e calçados (-3,2%).


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Marcelo Baiocchi: “O Sistema Fecomércio visa não só oferecer postos de trabalho, mas também qualificar o trabalhador”

O Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-GO, em parceria com a Prefeitura de Catalão, realiza nesta quarta-feira (13/10), das 8 às 16 horas, o 1° Feirão do Emprego de Catalão. O evento é aberto a toda comunidade e ocorrerá na unidade Senac Catalão, localizada na rua Wagner Estelita Campos. Além das vagas, serão ofertadas oficinas e palestras gratuitas com os temas: elaboração de currículo, como se portar diante de uma entrevista, processo seletivo, dinâmica de grupo entre outras dicas.

“A expectativa é fechar com mais de 300 vagas”, projeta Geraldo Vieira Rocha, primeiro vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio/GO), um dos coordenadores do evento, ao assinalar que com a chegada do fim do ano, a maior gratificação para o trabalhador é ter a carteira assinada.

Geraldo Vieira, que também é presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Catalão (Sindilojas Catalão), sublinha que o Sistema Fecomércio leva para o evento a experiência que tem da realização de outros feirões, em outras cidades, como Goiânia e Aparecida. “O diferencial do Feirão é que ele reúne todas as entidades de classe nesse trabalho conjunto na geração de empregos na cidade”, disse, lembrando a importância de Catalão no estado”, lembrou.

Qualificação

O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-GO, Marcelo Baiocchi, disse que a instituição visa não só oferecer postos de trabalho, mas também qualificar o trabalhador, de modo que o mesmo chegue pronto para atender às necessidades do mercado.

Para Leopoldo Veiga Jardim, diretor regional do Sesc e do Senac, a estratégia faz parte da função social da instituição. “O Sistema S já tem a tradição de ser um mediador entre o trabalhador e o emprego. Com isso, nada mais fazemos do que cumprir o nosso papel, colaborando para uma melhoria no cenário preocupante pelo qual passa o país”, considera.


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Prefeito Gustavo Mendanha afirmou que eventual revogação dos incentivos fiscais por parte do Estado provocará “efeito cascata” em toda a economia aparecidense

Empresários e lideranças políticas goianas demonstram uma crescente preocupação com a eventual saída de empresas de Goiás em busca de ambientes mais favoráveis aos seus negócios. Isto deve gerar três impactos diretos: redução do parque industrial de Goiás a médio prazo, hoje o sétimo maior do País; demissão de trabalhadores; e menor arrecadação de impostos estaduais e municipais.

Esta preocupação foi a principal tônica dos relatos de empresários, trabalhadores e políticos no seminário regional do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos, realizado por cerca de 30 entidades segunda-feira (11/11) à noite no auditório da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag).

O prefeito Gustavo Mendanha afirmou que a eventual revogação dos incentivos fiscais por parte do governo de Goiás provocará “efeito cascata” que não atingirá somente empresas e os empregos dos trabalhadores, mas também pequenos e médios empresários e comerciantes que prestam serviços às indústrias aparecidenses. “Não podemos prejudicar todo o setor produtivo por conta de duas ou três empresas que podem ter recebido incentivos em desacordo com a lei. A população não pode perder seus empregos. Se hoje a cidade é o que é, é por conta dos incentivos”, ressaltou o prefeito.

O senador Vanderlan Cardoso (PP) revelou que já esteve com o governador Ronaldo Caiado (DEM) e o alertou de que outros governadores esperam a possível revogação dos incentivos fiscais por parte do governo estadual para prospectar indústrias goianas. “A forma como este debate está sendo conduzido [pelo Poder Executivo] tem gerado um clima de instabilidade muito ruim. Senador Canedo [Vanderlan foi prefeito no município entre 2004 e 2010], assim como Aparecida, foram por muitos anos consideradas cidades-dormitórios. Se avançaram em industrialização e geração de empregos, isso se deve aos incentivos fiscais”, ressaltou o parlamentar. “É preciso dialogar”.

Vanderlan Cardoso: A forma como este debate é conduzido [pelo governo] tem gerado clima de instabilidade muito ruim”
Já o ex-governador de Goiás e ex-prefeito de Aparecida, Maguito Vilela (MDB), lembrou estratégias empregadas no seu governo (1995-1998) na concessão dos incentivos a determinados segmentos da indústria goiana. “Atrelei-os ao aumento da arrecadação. Os empresários entenderam o acordo e a sonegação de impostos diminuiu consideravelmente”, contou. Durante a gestão de Maguito havia o programa Fomentar, posteriormente transformado em Produzir na administração tucanas a partir de 2000.

Maguito Vilela também foi enfático ao lembrar que se o Governo de Goiás revogar os incentivos fiscais, Estados como São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal continuarão a concedê-los. Logo, não haveria razão plausível para as indústrias continuarem em solo goiano. “Peço a todos, principalmente aos líderes políticos, que usem de muito bom senso. Se há distorções [na concessão de incentivos], que se corrija. Se um boi tem carrapatos, precisamos matar o boi?”, questionou.

Maguito Vilela: “Se um boi tem carrapatos, precisamos matar o boi?”

O presidente da Aciag, José Luiz Celestino, afirmou que há investidores temerosos diante do atual “cenário de incertezas” e preferem aguardar uma definição concreta por parte do governo estadual quanto à revogação ou diminuição dos incentivos fiscais. “Quem veio investir aqui o fez porque o Estado assegurou os incentivos. Portanto, é preciso cumprir o que está em contrato”, disse Celestino. Presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Goiás, Pedro Luiz Vicznevski cobrou diálogo por parte do governo do estado, principalmente sobre as reformulações dos incentivos fiscais. “Desemprego é coisa séria. Estamos lidando com as vidas de milhares de famílias goianas”, afirmou.

Diretor-executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwal Portilho atribuiu o “descompasso” nas contas públicas do governo estadual à crescente folha de pagamento. “Somos a nona economia do País, temos o sétimo maior parque industrial e somos também o sétimo Estado em arrecadação de ICMS. Definitivamente, não são os incentivos os responsáveis pelos problemas financeiros do estado”, disse.

O Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos tem promovido seminários em diferentes regiões do Estado. Aparecida de Goiânia sediou a sexta edição. O Movimento reúne, de forma inédita em Goiás, entidades empresariais, meio acadêmico e sindicatos e federações que representam trabalhadores nas indústrias goianas. Um grande evento, na primeira semana de dezembro em Goiânia, vai encerrar a mobilização de empresários e trabalhadores goianos com a entregue de propostas ao governo de Goiás.


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Empreendedoras de Alta Performance é mais um que um simples livro. Idealizado pela Editora Leader, trata-se de uma coletânea de histórias de mulheres empreendedoras que inspiram outras a conhecer e a atuar no mundo dos negócios profissionais.

Nascido em 2016, o projeto Coleção Empreendedoras de Alta Performance Nacional está desbravando o Brasil com o lançamento de edições focadas nas atividades profissionais do universo feminino. “Levamos esse ambicioso projeto a todos os Estados brasileiros, de maneira empreendedora e divulgando economia pujantes”, revela a CEO da Editora Leader, Andréia Roma.

A editora paulista lançou nesta segunda-feira (11/11), em Goiânia, a quinta edição nacional do projeto com a obra Empreendedoras de Alta Performance Goiás. Com 278 páginas e 26 capítulos, o livro apresenta mulheres que despontam no empreendedorismo no Estado. Elas contam suas histórias de emoções, desafios, dificuldades, conquistas, lições de vida, formando o cenário empreendedor em Goiás.

“Este trabalho quer unir mulheres em cada Estado do Brasil e, até 2021 queremos finalizá-lo abrangendo todo o país”, evidencia a CEO Andréia Roma, que convida ao conhecimento destas trajetórias inspiradoras que têm como propósito contribuir para o crescimento e fortalecimento da mulher nos negócios.

Exemplos

Conforme Andréia Roma, a coletânea quer deixar uma marca da mulher brasileira e seus sonhos de conquistas por meio do empreendedorismo. “Mostramos como elas estão se preparando e colaborando com a economia, mesmo sendo em sua maioria micro e pequenas empresárias”.

Andréia Roma: “A coletânea quer deixar uma marca da mulher brasileira e seus sonhos de conquistas por meio do empreendedorismo”

Escrito a várias mãos femininas, o livro reúne relatos de intuição, paixão e amor pelo trabalho executado por mulheres que fazem a diferença. Coautora da obra, a empresária Sandra Méndez, da M2 do Brasil Consultoria Empresarial e líder em Goiás do projeto Mulheres no Brasil, vê com bons olhos o projeto da editora e da coletânea.

“Identificamos em Goiás negócios que fazem diferença e que têm potencial para se tornarem grandes no universo do empreendedorismo feminino”, conta Sandra Méndez.

De acordo com ela, a presença feminina tem crescido no setor por meio do Micro Empreendedor Individual (MEI). “Este tem sido a uma saída para a mulher que quer e precisa ser empreendedora formalizada, mesmo elas dominando nos segmentos de micro e pequeno porte”. Acrescenta a empresária, que a presença da mulher em grandes empresas é de apenas 0,2%.

No livro pode-se encontrar nos relatos colhidos na capital e interior de Goiás, fortes características de mulheres que quebram padrões limitantes e vencem barreiras para construírem suas carreiras e alcançar sonhos.

Sandra Méndez: “Identificamos em Goiás negócios que fazem diferença e que têm potencial para se tornarem grandes no universo do empreendedorismo feminino”

Helena Ribeiro, diretora do Grupo Empreza, assina o prefácio destacando o protagonismo da mulher nos negócios. “Isso também explica o multi-papel da mulher na sociedade, e sinto-me honrada em fazer parte desta história”.

Helena Ribeiro: “O protogonismo também explica o multi-papel da mulher na sociedade, e sinto-me honrada em fazer parte desta história”

Social

Além de contar histórias de mulheres que estão a fazendo a diferença em suas áreas, os eventos de lançamentos das obras levantam a bandeira da responsabilidade social no âmbito do empreendedorismo feminino, apoiando o próximo com amor e sem julgamento.

Das obras comercializadas nos eventos, 10% das vendas é direcionada para uma instituição beneficente do Estado, escolhida pelas coordenadoras do projeto local. Nacionalmente o projeto da coletânea leva os nomes de Andréia Roma, Gerdane Brito, Gláucia Yoshida e Ludimila Estulano.

A capa da obra é assinada pelo artista plástico Paulo Seccomandi, ” e traz como ideia o carisma da mulher goiana e sua transformação”, finaliza a CEO Andréia Roma.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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Quando Mariana Perdomo se formou em Gastronomia, em 2015, ela só queria ser independente e continuar vivendo em Goiânia. Deu o primeiro passo importante: fez 220 unidades de bolo de pote e levou para a feira do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vendeu todos em poucas horas. Um ano depois, montou uma confeitaria no Setor Bueno. Agora, dois anos após abrir sua loja, ela se muda para uma confeitaria com 300 metros quadrados. Para a abertura, que vai acontecer nesta segunda-feira (19), e com o crescimento na produção, a empresária vai ampliar de 30 para 40 o quadro de funcionários.

O gosto pela gastronomia veio das raízes. A caçula Mariana nasceu em Iporá, onde seus pais têm espaço de festas e fazem eventos. Ela se mudou para Goiânia para estudar Gastronomia. “Meus pais pensavam que depois eu voltaria para trabalhar com eles. Mas nunca foi desejo do meu coração”, revela. E foi em Iporá que nasceram os primeiros potes de bolo, durante uma viagem de férias. “Os iporaenses foram os primeiros a acreditar em mim”, lembra.

Sucesso

Aos 19 anos, terminando a faculdade e com dificuldade para revelar seus planos aos pais, a jovem fez bolos e ovos de Páscoa para vender aos colegas e trabalhou em um restaurante para se sustentar. A boa aceitação dos produtos e a certeza de que queria permanecer na capital a levaram a se estabelecer na feira, utilizando o lucro que teve em Iporá para a primeira produção em maior escala.

No dia seguinte à estreia bem sucedida na feira, saiu do apartamento que dividia com parentes e alugou um para morar sozinha. Logo chegou a uma média de 600 potes vendidos ao dia. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Sou muito decidida. Quando quero, eu faço acontecer. Enfiei a cara e fui com uma certeza grande que daria certo”, justifica.

Mariana decidiu investir o que ganhou na feira com a produção dos bolos. “Deus foi abrindo portas”, diz. Produzindo em casa, sua vontade era ter uma cozinha confortável e vender todos os dias. Para isso alugou um pequeno ponto no Edifício Absolut, na Avenida T-4, “Eu fabricava em casa e na loja só tinha geladeira”, recorda. As redes sociais foram grandes aliadas na divulgação, assim como o “boca-a-boca”. Os pais, mesmo assustados, apoiaram a filha, alertando sobre os custos de ser empresária.

Com algumas reformas, Mariana inaugurou a confeitaria em setembro de 2016, onde passou a produzir e vender. Em pouco tempo, a loja se tornou um dos points mais atrativos de Goiânia. Foi preciso contratar funcionários e trazer uma das irmãs para trabalhar com ela. “Passei a ser o orgulho da família e meu sonho agora é trazer meus pais e minha outra irmã”, conta a confeiteira.

Aos 24 anos, Mariana Perdomo ampliou o cardápio da confeitaria e trabalha entre 10 e 12 horas diárias. “Hoje, já consigo parar nos fins de semana”, frisa. As datas comemorativas como Páscoa e Natal são as de maior movimento, com mais encomendas. “Tenho um consumidor fiel, desde os tempos da feira”, comemora.

Para Mariana, o sucesso vem não só de sua dedicação, mas da qualidade do que produz. “Só faz sentido estar onde estou se eu estiver feliz e se meu produto tiver qualidade. Fui contratando pessoas para me ajudar, mas sempre me mantive na produção”. Por isso, ela não pretende abrir franquias. Pretende ter novas lojas, mas todas próprias e apenas quando se sentir segura. “Quero ter qualidade de vida, ser feliz e ter controle da qualidade no meu produto”, afirma.

Superação

Apesar do rápido sucesso, a trajetória não foi tão doce o tempo todo. “Os desafios são diários. Se você faz contas demais, não abre empresa. Eu não entendia nada de fechamento de caixa, de RH. O primeiro ano foi muito difícil. Sofri, não sabia lidar com o financeiro nem com fornecedores. Fui roubada. Pensei em voltar a produzir no apartamento, mas fui aprendendo. Primeiro, entraram só pessoas erradas na minha vida, depois vieram as pessoas boas. Minha equipe é unida e faz parte do meu sucesso”, destaca.

A diversidade que já vinha sendo aplicada na produção, está ainda maior na nova loja. O cardápio inclui bolo gelado, cone trufado, palha italiana, bala de coco e tortas. Mas o bolo de pote ainda é a marca da jovem empreendedora Mariana Perdomo, que também conquistou espaço como fornecedora de doces para eventos, outra responsabilidade.

“Tento nunca ficar estagnada, mas sempre procurar coisas novas. Sobre o sucesso, faço de conta que ainda sou a Mariana da feira. Lógico, com mais experiência e muita gratidão a Deus. Minha essência é a mesma. Sinto até um calafrio quando vejo como cresci. A responsabilidade assusta, mas aprendi a lidar com ela. Deus me colocou nesse mundo para fazer doce. Essa é minha maior alegria, é minha vida”, afirma.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Já passamos pelo pior?

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Em meados do ano passado, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o País se viu em uma onda de otimismo. Índices de confiança, tanto dos consumidores quanto empresariais, apontavam para cima, após um ano de queda contínua. O que apontava para cima, contudo, eram as expectativas futuras, ou seja, os agentes acreditavam que o futuro seria melhor com o novo governo. Havia otimismo, nada mais do que isso.

Na medida em que houve acomodação no processo político e os indicadores da economia real continuavam a piorar, esses mesmos índices cederam e o otimismo perdeu força diante de uma realidade cada vez mais difícil: a economia continuava perdendo força, não só a indústria mas também o setor de serviços mostrava os efeitos da crise econômica e o desemprego – face mais dura da recessão – batia recordes e se aprofundava nos domicílios, não só alijando jovens do mercado de trabalho, mas também tirando postos de trabalho de chefes de família.

Sem contar a inflação, que até o ano passado ameaçava a meta e exigiu um forte aperto monetário para garantir sua convergência.

Assim acabou 2016 e começou 2017. A percepção de que a crise era mais complexa e estrutural e que reformas duras eram imprescindíveis forçaram o ajuste das expectativas e definiram um compasso de espera na economia brasileira. Mas a teoria econômica é mais robusta do que aqueles que buscam atalhos conseguem entender. O novo governo partiu para reformas, trocou o discurso populista pelo realismo econômico e passou a agir movido pela necessidade de restabelecer a confiança, com foco nas reformas e no ajuste de rota da economia brasileira.

A transformação começou pelo ajuste fiscal, dando transparência aos números e definindo um caminho de resgate da responsabilidade fiscal. Na sequencia vieram a proposta de emenda constitucional de limitação dos gastos e a negociação com os Estados. Pelo lado do crédito, o reposicionamento do BNDES – com o fim da política dos campeões nacionais. Na economia real, o restabelecimento da saúde financeira da Petrobrás e da Eletrobrás, esta última baseada em um importante programa de privatizações no setor elétrico que marca o abandono dos equívocos do passado. Pelo lado da política monetária, resgata-se a credibilidade ao controlar o lado fiscal e devolver ao Banco Central a atuação autônoma e independente.

Resgata-se o Brasil por todos os lados.

Tudo isso não foi em vão, felizmente. Hoje começamos a acumular resultados positivos, tênues, porém concretos. A inflação cedeu, permitindo que um ciclo de distensão monetária se inicie; o problema fiscal está mapeado, exigindo perseverança, mas saímos da rota de colapso; a economia dá sinais de recuperação e o mercado de trabalho, esse sim o mais importante dos termômetros, nos deu uma boa notícia em abril com um saldo líquido de mais de 60 mil vagas formais criadas.

Sinais que o pior já passou.

Sinal que política econômica, fiscal e monetária quando feita corretamente não é custo, é solução e garantia de confiança, crescimento e prosperidade.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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