Grupo de trabalho, mobilizado pela OCB/GO, tem representantes do Estado, da Prefeitura, do Sebrae e do Ministério Público de Goias

O governo de Goiás, via Secretaria da Indústria e Comércio, e o Sebrae-GO vão participar do projeto que tem o objetivo de transformar materiais reciclados em novas oportunidades de negócios em Goiás. Outro objetivo é agregar valor à cadeia produtiva já instalada no Estado. É algo que acontece em outros Estados, especialmente em São Paulo, para onde é enviada boa parte dos insumos coletado pelas cooperativas goianas para ser beneficiado e industrializado. A mobilização partiu do presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, que promoveu uma reunião remota com representantes do governo estadual, do Sebrae-GO, da Prefeitura de Goiânia e do Ministério Público do Estado.

O secretário estadual da Indústria e Comércio, Adonídio Vieira Júnior, anunciou na reunião que o governo vai participar do projeto. Antecipou que um grande interesse do Estado é implantar centros industriais de reciclagem, com atração de investimentos privados, primeiro para o Entorno do Distrito Federal e posteriormente para as Regiões Norte e Nordeste de Goiás. Representando o Sebrae-GO, o assessor jurídico Fernando Ferreira afirmou que a entidade tem como principal objetivo fomentar ambientes favoráveis para os micro e pequenos negócios.  “Principalmente quando há também preocupação social e ambiental”, frisou. O Sebrae-GO deve coordenar o planejamento estratégico do projeto e atuar nas questões de capacitação e consultoria para que se atuais cooperativas e associações se tornem empresas autônomas e rentáveis no Estado.

Negócios rentáveis

O promotor Juliano Barros Araújo, do MP-GO, explicou que é possível transformar materiais reciclados em negócios rentáveis. “Nosso desafio é transformar as cooperativas que atuam no setor em, de fato, empresas. Em Goiânia isto já teve início, mas pode avançar mais rápido. Hoje, de 10% a 12% do lixo coletado na capital não é mais enterrado nos aterros sanitários, mas apenas cerca de 3% é reciclado e menos é beneficiado e industrializado. O potencial de crescimento é grande, até mesmo em Goiânia”, afirmou.

Juliano Barros defende a conclusão desta cadeia produtiva, que envolve a reciclagem, com atração de investimentos para beneficiar e industrializar os insumos no Estado. Lembrou que já existe uma área, próximo ao aterro sanitário de Goiânia, para a instalação destas empresas e para a implantação de um polo de desenvolvimento de novas tecnologias em parceria com a Universidade Federal de Goiás. “Nos falta é uma política para investimentos privados e públicos, além de capacitar os trabalhadores. A adesão do Estado e do Sebrae podem nos ajudar a preencher estas lacunas”, enfatizou.

O presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), Gilberto Marques Filho, disse que a meta é tornar Goiânia a capital com maior taxa de coleta de material reciclável do País. Frisou que é importante gerar oportunidades de renda e empregos a partir do beneficiamento e industrialização destes insumos. “Temos na capital 14 cooperativas que fazem o trabalho de triagem. Nesta semana uma delas conseguiu equipamentos para beneficiar vidros, material que é hoje totalmente enviado para São Paulo. É muito importante ampliarmos esta cadeia. A participação do governo estadual e do Sebrae vai ajudar a acelerar este processo”, afirmou.

O secretário Adonídio Vieira Júnior adiantou que o Estado pode participar com o programa estadual de incentivos fiscais e com a oferta de linhas de crédito especial para a atração de investimentos privados. Além disso, afirmou que buscará viabilizar o uso de recursos federais para a aquisição de máquinas e equipamentos. “Tenho a certeza que o governador Ronaldo Caiado vai abraçar o projeto e terá interesse, inclusive, de participar de uma próxima reunião deste grupo. Para isso, precisamos elaborar antes os projetos técnicos”, enfatizou. Também disse que vai trabalhar agora pelo envolvimento direto de outras áreas do Estado, como as Secretarias da Economia e do Meio Ambiente.

O presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, concluiu a reunião afirmando que a entidade vai ajudar a coordenar o trabalho para a elaboração dos projetos técnicos. “Estamos dando um importante passo para transformar a vida de milhares de trabalhadores que atuam hoje nas cooperativas de reciclagem em Goiânia e no Estado. Vamos gerar ambiente favorável para a realização de novos investimentos, que por sua vez vão gerar novos empregos, aumentar a renda e profissionalizar as nossas cooperativas. Vamos também contribuir consideravelmente para o meio ambiente de Goiás”, afirmou.


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Sandro Mabel: “A plataforma pode ajudar muito, pois quem manda nela é a prefeitura, que vai definir a retomada das atividades de forma segura e, controlada”

A Federação Goiana dos Municípios (FGM) e a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg/IEL) uniram-se para oferecer aos municípios goianos, gratuitamente, a Plataforma de Retomada das Atividades Econômicas, para que as prefeituras possam ter uma ferramenta que exija de todos os estabelecimentos o cumprimento de medidas sanitárias que evitem o contágio pela Covid-19. Por meio de videoconferência, realizada nesta sexta-feira (03/07), a segunda no intervalo de um mês, representantes de prefeituras de parte dos 246 municípios goianos conheceram e aprovaram a plataforma desenvolvida pela Fieg e pelo IEL Goiás.

A apresentação foi feita pelo presidente da Fieg, Sandro Mabel, pelo prefeito José Cunha, de Porteirão de Goiás, no Sul do Estado, também presidente da FGM, e pelo superintendente do IEL Goiás, Humberto Oliveira. Participaram ainda prefeitos de outros municípios goianos. “Este é um momento muito importante. Temos que andar todos de mãos dadas, dividindo as responsabilidades. Já falei com uns 20 prefeitos de cidades de todos os tamanhos e é importante que formem os conselhos com as autoridades da saúde locais para tomar as decisões. A plataforma pode ajudar muito, pois quem manda nela é a prefeitura, que vai definir a retomada das atividades de forma segura, controlada, para que a população possa estar protegida e a economia possa girar”, afirmou Mabel.

Além de falar da plataforma, o presidente da Fieg também pediu aos representantes dos municípios goianos que buscassem informações sobre a prevenção à Covid-19 por meio de medicamentos. “Cada vez mais, as pessoas estão aderindo ao protocolo precoce com medicamentos. Manaus aplicou isso e conseguiu descolapsar o sistema de saúde em duas semanas. Tem que ter o acompanhamento médico. Não podemos deixar as pessoas entrarem no hospital para ir para a UTI”, afirmou.

Para o presidente da FGM, José Cunha, neste momento de adversidades, ainda sem vacina para a Covid-19, os municípios goianos precisam trabalhar unidos com o comércio, com a população e com a indústria. “Que essa plataforma sirva como uma importante ferramenta de apoio para nossos municípios fazerem a abertura das atividades da forma mais segura. Com certeza, a utilização vai crescer, porque a plataforma é muito importante para que isso seja feito. Espero que isso ocorra a partir de segunda-feira, com os municípios tomando suas decisões e formatando seus decretos”, afirmou José Cunha.

Aprovação
A apresentação da plataforma foi bem recebida pelos prefeitos e representantes dos municípios, que já se manifestaram no sentido de adotá-la nos próximos dias. “Essa plataforma é muito completa e uma excelente iniciativa da Fieg, do IEL e da FGM. Estamos em uma luta para achar um meio termo para manter a população segura e movimentar a economia de forma equilibrada. A consequência financeira, após a pandemia, pode ser muito pior que a doença. Vamos procurar aderir à plataforma o mais rápido possível”, afirmou Agnaldo Ávila, prefeito de Campinorte, na Região Norte Goiano.

A prefeita Genilva Kátia, de Doverlândia, na Região do Oeste Goiano, corroborou as palavras do colega de Campinorte e ressaltou a importância da iniciativa da Fieg. “Agradecemos muito à Fieg e à FGM pela oportunidade de conhecermos uma ferramenta tão completa, que é muito útil. Estamos felizes por ver algo que vai ajudar os municípios. Vamos nos inteirar e estudar a utilização da plataforma o quanto antes”, disse.

A plataforma já está rodando em Aparecida de Goiânia, Porangatu e em Luziânia, além de estar em fase final de implantação em Planaltina e Campos Verdes. A Fieg investiu cerca de R$ 1,5 milhão na elaboração do projeto, idealizado por Sandro Mabel, e está disponibilizando-o gratuitamente às autoridades competentes que desejarem utilizá-la. A plataforma já despertou interesse dos governos federal, de Estados como Paraná, Ceará, Mato Grosso, São Paulo, além da prefeitura de Campo Grande (MS). O projeto já foi apresentado a todos e diariamente continua a ser explicado a diferentes autoridades interessadas em todo o País.


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Gianna Sagazzio:”A pandemia deixou ainda mais evidente para as empresas a necessidade de se investir em tecnologias inovadoras”

Soluções inovadoras serão decisivas para acelerar a retomada da atividade e do crescimento da economia no Brasil pós-pandemia do novo coronavírus, avaliam executivos ouvidos em estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) encomendado ao Instituto FSB Pesquisa. De acordo com o levantamento, 83% das empresas afirmam que vão precisar de mais inovação para crescer ou mesmo sobreviver no mundo pós-pandemia. A linha de produção é apontada como área prioritária para receber inovações por 58% dos executivos, seguida pela área de vendas (19%). A pesquisa mostra que 65% das médias e grandes empresas tiveram sua produção reduzida ou paralisada em razão da pandemia e 69% garantem também ter perdido faturamento.

Para a diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio, a crise tende a acelerar o desenvolvimento de inovações já em curso. “O atual contexto de pandemia deixou ainda mais evidente para as empresas a necessidade de se investir em tecnologias inovadoras e, principalmente, em aperfeiçoamento das metodologias de gestão”, afirma Sagazio. A pesquisa revela que as vendas foram o aspecto mais impactado pela pandemia, sendo citadas por 57% dos entrevistados. Em seguida, a cadeia de fornecedores teve 14% das citações, e a linha de produção, 8%. Para a CNI, esses números revelam que “mudar se tornou imperativo”. Entre as empresas consultadas, 68% alteraram de alguma forma seu processo produtivo, mas só 56% dessas consideram ter inovado de fato após a mudança.

Entre as alterações feitas na produção em decorrência da pandemia, a mais citada diz respeito à relação com trabalhadores (90%). Em seguida, vêm mudanças na linha de produção (84%), nos processos de venda (82%), na gestão (75%), logística (62%), na cadeia de fornecedores (61%) e no controle de estoques (55%). A cultura de inovação já vendo sendo praticada na maioria das empresas consultadas, segundo o levantamento, com 92% delas dizendo que inovam. Dessas, 55% afirmaram que a inovação aumentou muito a produtividade. As empresas do Centro-Oeste, ligadas ao agronegócio, foram as que mais relataram muito ganho de produtividade (69%) em razão de inovações.

Mas o orçamento para inovar ainda é um problema para as empresas Entre as que afirmam inovar, só 37% dizem ter orçamento específico para isso e 33% têm profissionais dedicados exclusivamente aos processos de inovação. Os executivos que dizem dar importância média ou baixa à inovação apontaram a falta de recursos e de pessoal qualificado para inovar. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 26 de junho, com executivos de 402 empresas industriais de médio e grande portes, que foram entrevistados por telefone.


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O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Walter Carlos Lemes, derrubou a liminar concedida ontem (02/07) pela juíza Jussara Cristiana de Oliveira Louza, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos, que permitia a abertura hoje (03/07) do comércio em Goiânia. O desembargador justificou que a decisão da juíza poderia comprometer a adoção de medidas necessárias ao enfrentamento da Covid-19, gerando risco à saúde da população. Atendeu pedido do Ministério Público de Goiás.

A juíza Jussara Cristiana Louza concedeu na tarde de quinta-feira uma liminar que permite o retorno das atividades comerciais em Goiânia. Na decisão, ela revoga os efeitos dos decretos estadual e municipal que instituiu a quarentena alternada na capital, em que os serviços não essenciais teriam de ficar fechados por 14 dias e depois reabririam por igual período.

A decisão da juíza acata mandado de segurança impetrado pela Federação do Comércio, Bens e Serviços (Fecomércio). No documento, a entidade alega que, após mais de 100 dias parado, os empresários do setor haviam realocado equipes que estavam afastadas e apontam prejuízos com o novo fechamento apenas sete dias após a flexibilização na última semana de junho. Ao acatar o pedido de liminar, a juíza determinou que o setor tome todas as regras sanitárias necessárias para funcionamento durante a pandemia.

Mesmo antes da decisão, o que se via nas ruas de Goiânia é que parte dos comerciantes estava desobedecendo as regras. Quem circulou nesta quinta-feira (02/06), em bairros com perfil comercial (com parte de Campinas) e a região da Rua 44 observou muito movimento de vendedores (inclusive ambulantes) e de clientes.

Entidades que representam o comércio, por seu lado, alegam que não têm como evitar que alguns empresários atuem irregularmente. “É o desespero. Especialmente os pequenos comerciantes, se arriscam, porque precisam vender nem que seja 20% do normal”, justifica o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Geovar Pereira. “Mas nossa recomendação é que a norma seja respeitada. “O risco é de cada um”, afirma.

Presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias de Goiás (Facieg), Sebastião Vieira Sobrinho afirma que a entidade tem orientado cada associação local a negociar diretamente com os prefeitos. “Os empresários têm de levar propostas concretas aos prefeitos, que são os que têm responsabilidade em liberar ou fechar o comércio”, explica.
A Prefeitura de Goiânia diz que a fiscalização estava sendo feita com servidores da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) e da Vigilância Sanitária, além da Guarda Civil Metropolitana (GCM). As equipes têm apoio da Polícia Militar (PM). Como explica a Seplanh, “a fiscalização do comércio irregular na capital está sendo realizada em conjunto com as ações fiscais de combate a pandemia do coronavírus em Goiânia”.


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O desembargador Gerson Santana Cintra, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, concedeu liminar na noite desta quinta-feira (02/04) que permite o comércio de peças automotivas e o funcionamento das oficinas das concessionárias de veículos, por serem consideradas atividades essenciais. A decisão beneficia apenas as empresas filiadas ao Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores de Goiás (Sincodive-GO), as quais geram quase 10 mil empregos diretos.

Hoje uma decisão da Justiça goiana também autorizou o funcionamento do comércio varejista e atacadista e outra liberou o andamento de obras da construção civil na capital. Todas elas revogam os efeitos do decreto estadual nº 9.685, de 29 de junho de 2020, que instituiu a quarentena alternada na capital, em que os serviços não essenciais teriam de ficar fechados por 14 dias e depois reabririam por igual período.

“Nossa atividade de comércio de peças automotivas e de oficina é essencial para a manutenção de ambulâncias, viaturas policiais, bem como de veículos que atendem as áreas de alimentação, comunicação e serviços de energia elétrica e água, além da administração pública direta e indireta, dentre outros”, frisou o diretor executivo do Sincodive-GO, Lincon Vargas da Silva. Além do mais, acrescentou que, ao realizar assistência técnica preventiva e corretiva de veículos, o setor ajuda a reduzir a concentração de pessoas no transporte público, possibilitando aos proprietários utilizá-los no dia a dia.

Construção civil
A juíza Jussara Cristina Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda Publica Municipal de Registros Públicos da Comarca da Goiânia, concedeu liminar à Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO) nesta quinta-feira (2), autorizando o andamento das obras do setor da construção civil em Goiás e reforçando o direto à igualdade e os esforços das incorporadoras e construtoras na estrutura de prevenção à Covid-19 nas obras das associadas.

Para o presidente da Ademi-GO, Roberto Elias, a Justiça corrigiu uma injustiça, uma desigualdade. “Não fazia qualquer sentido as obras públicas continuarem os trabalhos e as obras privadas, onde as empresas fizeram investimentos na saúde do trabalhador são grandes, e neste momento de pandemia eles cresceram. O que queremos é manter os mais de 17 mil empregos e o andamento programado de suas obras”, frisou.


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Uma das novidades do decreto do governo do Estado que instituiu a quarentena alternada em Goiás, em que atividades não essenciais param por 14 dias e depois retornam por igual período, foi a possibilidade de reabertura dos restaurantes no Estado na segunda quinzena de julho. Porém, após 120 dias parado por causa da pandemia causada pelo coronavírus, o setor ainda enfrenta incertezas. A seção goiana da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e o Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares de Goiânia (Sindbares) temem pela insegurança jurídica e cobram mais clareza das regras para reabertura por parte do governo do Estado e prefeituras.

Segundo o presidente da Abrasel, Fernando de Oliveira Jorge, tanto o decreto estadual quanto o da Prefeitura de Goiânia pecam pela falta de detalhamento dos protocolos que o setor deve seguir. “O empresário não sabe se pode abrir só no horário do almoço, se pode abrir às 6 horas da manhã e ficar aberto até às 3 horas do dia seguinte”, diz. Outro problema é em relação ao quadro de funcionários, que ficará parado metade do mês. “O maior problema é a insegurança jurídica. Ela é preocupante. Os decretos são vagos, precisamos entender mais”, afirma o presidente da Abrasel. Para ele, falta conhecimento de gestão por parte dos administradores públicos.

Ainda assim, Fernando de Oliveira Jorge admite que este é um primeiro passo. “Não aguentávamos mais ficar fechados”, desabafa. Segundo ele, o setor está preparado para abrir com a restrição de 50% da capacidade e uso de equipamentos de segurança. O líder empresarial lamenta, porém, que o decreto não abrange os bares. Contudo, o presidente do Sindbares, Newton Pereira, acredita que os decretos do Estado e da Prefeitura de Goiânia alcançam aproximadamente 70% dos estabelecimentos. Segundo ele, o que define as atividades são os CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). “Quase todos são registrados como bares e restaurantes”, afirma.

Newton Pereira diz que a reabertura intermitente é problemática. “Vamos funcionar metade do mês, mas pagar os salários dos funcionários o mês todo, o aluguel o mês todo”, cita. O empresário espera que o presidente Jair Bolsonaro sancione a Medida Provisória 936, que permite a suspensão de contratos, redução de jornada e de salários durante a pandemia. Dessa forma, seria possível, segundo ele, suspender os contratos por 14 dias no primeiro mês e depois, novamente, no mês seguinte.

O líder empresarial critica o governo estadual que, de acordo com ele, não investiu suficientemente na ampliação da rede de atendimento à Covid-19. Dessa forma, o poder público não tem apresentado alternativa de combate ao coronavírus senão a paralisação das atividades não essenciais. “Julho fica resolvido, mas, e agosto?”, questiona.


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O prefeito Iris Rezende assinou decreto hoje (30/06) que praticamente segue as determinações do decreto de ontem do governador Ronaldo Caiado em relação ao combate contra a pandemia da Covid-19 em Goiás. Resultado: o comércio na capital, que vinha experimentando alguns dias de reabertura depois de quase três meses fechado, terá de fechar as portas novamente por mais duas semanas. Não haverá nenhuma exceção ou flexibilização ao que determina o decreto do governador para todo o Estado. O prefeito já vinha sinalizando desde ontem que esta seria a sua decisão.

Com a confirmação do decreto de Iris Rezende, portanto, a partir de amanhã todas as atividades comerciais e industriais não essenciais na capital devem ser suspensas. O prefeito justifica que é necessário permitir o equilíbrio entre o funcionamento responsável das atividades econômicas com as medidas de combate à disseminação da Covid-19 e que a proposta de revezamento de 14 dias fechados seguidos por 14 dias abertos refletirá em equilíbrio entre benefícios para a saúde pública e os impactos econômicos e sociais para a sociedade.

O comércio na capital mal teve tempo de experimentar um refresco. O decreto anterior do prefeito permitindo uma maior reabertura das atividades econômicas em Goiânia foi publicado há 11 dias, mas vigorou a partir de segunda-feira da semana passada. Inicialmente, nos shoppings centers, feiras e galerias comerciais da cidade. Hoje foram retomadas as atividades do polo comercial da Região da 44. Mas apenas por um dia. O próprio governador Ronaldo Caiado disse ontem em entrevista para a imprensa que esperava bom senso do prefeito e também determinar o fechamento da Região 44, mas frisou que a responsabilidade pela decisão seria de Iris Rezende.

Academias, bares e restaurantes ainda não tinham permissão para realizarem atendimento presencial. Os locais que continuam autorizados para funcionar nos próximos 14 dias terão que disponibilizar álcool em gel 70% para higienização das mãos e pontos para a lavagem das mãos. O uso de máscara protetora também continua obrigatório para todas as pessoas que saírem de casa, sob pena de multa no valor de R$ 627. De acordo com boletim divulgado hoje pela Prefeitura, Goiânia soma 6.837 casos positivos. Nas últimas 24 horas foram registrados 89 novos casos, 270 pacientes seguem internados, enquanto outros 5.563 já se recuperaram da infecção. O número de óbitos registrados na capital é de 164 pessoas.


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Roberto Elias: “Se o decreto vem para resolver um problema sanitário, por que as obras públicas podem continuar e as privadas não?”

A Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO) se manifestou contra a paralisação das obras do setor da construção civil, conforme estabelece o decreto nº 9.685, assinado pelo governador Ronaldo Caiado ao instituir a partir desta terça-feira (30/06) quarentena intermitente em Goiás. Na tentativa de reverter a decisão, a entidade enviou ofício ao prefeito Iris Rezende solicitando que não acompanhe o decreto. “Acreditamos que o prefeito será sensível ao nosso pedido. Como grande obreiro que é, sabe das responsabilidades que nós temos e de tudo o que fizemos para manter nossas obras de forma segura”, espera o presidente da entidade, Roberto Elias. Mas o prefeito já informou que vai seguir o decreto do governador.

Para a Ademi, o cenário imposto em Goiás não reflete o que vem sendo feito no País. “As obras não pararam em praticamente nenhum estado brasileiro (além de Goiás, apenas Pernambuco e Piauí pararam, mas já retomaram as atividades). O estado de São Paulo, o maior do País, nunca paralisou qualquer obra”, argumenta. A entidade questiona o motivo pelo qual o decreto permite a continuidade das obras públicas. “Se o decreto vem para resolver um problema sanitário, por que as obras públicas podem continuar, e as privadas, que geram emprego, renda, sustento para milhares de família e seguem rigorosos controles, não?”, questiona Elias.

Por ser uma atividade que não gera aglomerações e os ambientes das obras são extremamente ventilados, principalmente em obras verticais, a Ademi-GO frisa que não entende como sendo necessário envolver o setor na paralisação proposta pelo Governo do Estado. Lembra ainda que dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, divulgados em junho, mostram que o número de infectados atingiu apenas 1,15% do total de 55 mil trabalhadores presentes nos canteiros de obras do País.

Cooperativas
A OCB-GO defende o diálogo permanente de toda sociedade para a implementação de políticas públicas mais assertivas no combate à pandemia e suas consequências em Goiás. “Entendemos que as decisões devem ser fundamentadas em dados técnicos e respeitamos os estudos da academia, mas não podemos perder de vista a sensibilidade para com o sofrimento daqueles que se veem com seu sustento prejudicado – ou até mesmo inviabilizado – diante de medidas mais duras. Após mais de 100 dias com atividades paralisadas, parcialmente ou integralmente, diversos setores e empresas chegam a este momento de novas restrições sem ter como se manter”, afirma o presidente Luís Alberto Pereira. “Defendemos que setor produtivo, governos e academia discutam rapidamente medidas para mitigar esta situação, criando instrumentos e mecanismos que nos permitam a retomada segura das atividades econômicas”, enfatiza.


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Sandro Mabel disse que a paralisação das atividades econômicas deveria ter sido utilizada para a tomada de medidas por parte do governo

Surpreendidos com a decisão do governo de Goiás de editar um novo decreto, que endurecerá as regras da quarentena Goiás a partir de terça-feira (30/06), representantes do setor produtivo se posicionaram contra o fechamento intermitente das atividades econômicas e cobram do governador Ronaldo Caiado outras medidas além do fechamento de atividades não essenciais. Os presidentes da Federação das Indústrias (Fieg), Sandro Mabel; da Federação do Comércio (Fecomércio), Marcelo Baiocchi; e da Associação Comercial e Industrial (Acieg), Rubens Fileti, reivindicam tratamento precoce, acompanhamento dos doentes e ampliação da rede de atendimento. A proposta do governo é de paralisação das atividades essenciais por 14 dias e reabertura por 14 dias, consecutivamente.

Sandro Mabel disse que a paralisação das atividades econômicas, que já dura, em maior ou menor grau, mais de três meses, deveria ter sido utilizada para a tomada de medidas por parte do governo. Ele citou, por exemplo, a ampliação de vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs), que, segundo o presidente da Fieg, não foi suficiente. Criticou, ainda, o protocolo de atendimento na rede pública. Segundo ele, os pacientes estão sendo orientados a ficar em casa e só são efetivamente tratados quando a doença se agrava.

Duas médicas reforçaram as críticas dos empresários: a cardiologista Helen Brandão e a clínica Ellen Gonçalves. As profissionais defenderam o uso precoce de medicamentos como a hidroxicloroquina e azitromicina (cuja eficácia no tratamento da Covid-19 não é comprovada), como forma de se evitar que a doença se agrave.

O presidente da Fieg cobra outras medidas, como campanhas de conscientização da população sobre a necessidade do isolamento social e monitoramento das pessoas que compõem os grupos de risco. “O lockdown apenas é um grande erro. Só chegamos a essa situação [de aumento de mortes pela Covid-19] porque o governo não faz a parte dele. Agora, o governo quer jogar a responsabilidade nos prefeitos”, diz Mabel. “A indústria seguirá a definição de cada município”, diz.

“Vamos trabalhar juntos, Caiado”, pede Marcelo Baiochi

Comércio
Marcelo Baiocchi, presidente da Fecomércio, cobra mais diálogo por parte do governo. “Vamos trabalhar juntos, Caiado”, diz. Como alternativa ao recrudescimento da quarentena, o líder empresarial cita o sistema de bandeiras, já adotado em Aparecida de Goiânia, São Paulo e Rio Grande do Sul. Nesse modelo, o Estado é dividido por regiões e a abertura ou paralisação das atividades econômicas leva em conta a situação sanitária de cada uma delas.

Baiocchi afirma que 10% dos estabelecimentos comerciais estão definitivamente quebrados e que um quarto dos bares e restaurantes não reabrirão as portas. “Estão imputando a contaminação ao comércio, o que não é verdade, porque estávamos fechados”, diz, lembrando que os shoppings centers e comércios de rua reabriram há uma semana. “A conta do lockdown chegará mais rápido e será mais duradoura do que se imagina”, acredita.

Mais falências
Para o presidente da Acieg, Rubens Fileti, caso a quarentena seja endurecida haverá um efeito dominó na economia, com mais falências e demissões. Ele diz que, em Goiás, não há diálogo sobre as formas de enfrentar a pandemia, mas um “monólogo”. O empresário diz que há um ponto de interrogação sobre a verdadeira situação epidemiológica no Estado e sugere que o setor produtivo arque com os custos de estudos independentes. “A UFG é capacitada, mas deveríamos ter outros estudos com autonomia”, afirma.

Outra situação que preocupa o presidente da Acieg é o aumento da informalidade, na medida em que os estabelecimentos formais fiquem impossibilitados de funcionar. “Como dar assistência aos trabalhadores informais que podem se contaminar?”, questiona. Segundo Fileti, o setor produtivo estuda medidas judiciais para continuar com as atividades.


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Prejudicado pela crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus, Goiás fechou 26.755 vagas com carteira assinada entre março, quando foi registrado o primeiro caso de Covid-19 no País, e maio, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (29/06) pelo Ministério da Economia. No mês de maio, o saldo líquido entre a abertura e o fechamento de vagas foi negativo em 4.581 empregos. No acumulado do ano, o saldo negativo foi negativo em 7.268 vagas fechadas.

No Brasil, foram fechados 1,487 milhão empregos entre março e maio. No mês de maio, o saldo líquido entre a abertura e o fechamento de vagas foi negativo em 331.901 empregos. O resultado de maio decorre de 703.921 admissões e 1,035 milhão de demissões. Esse foi o pior resultado para o mês da série histórica, que tem início em 1992. Em maio de 2019, houve a abertura de 32.140 vagas. No acumulado do ano, o saldo do Caged foi negativo em 1,144 milhão de vagas, o pior desempenho da série histórica disponibilizada (2010).

Por setores
O fechamento recorde de vagas formais em maio foi puxado pelo setor de serviços, que eliminou 143.479 postos, de acordo com dados do Caged. Em seguida, o maior saldo negativo foi na indústria, com 96.912 vagas fechadas. O comércio registrou resultado negativo em 88.739 postos. Também teve saldo negativo no mês a construção, 18.758 vagas. Das atividades econômicas, apenas a agricultura e pecuária registrou saldo positivo, em 18.758 vagas.

O resultado negativo na criação de empregos formais em maio é explicado por uma queda de 48% nas admissões do mês e recuo de 21% nos desligamentos, na comparação com maio de 2019. Em relação a abril, as admissões subiram 14% e os desligamentos recuaram 32%. “O maior problema no momento é a redução de admissões, não os desligamentos. Começamos a ver reação nas contratações em maio”, afirmou o secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco.

Estados
Em maio, 26 Estados registraram resultado negativo e apenas um, o Acre, teve saldo positivo, de 130 postos. Os piores desempenhos foram em São Paulo (-103.985), Rio de Janeiro (-35 959), Minas Gerais (33.695 postos) e Rio Grande do Sul (-32.106 postos). O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada caiu de R$ 1.810,08, em abril, para R$ 1.731,33 em maio.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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Quando Mariana Perdomo se formou em Gastronomia, em 2015, ela só queria ser independente e continuar vivendo em Goiânia. Deu o primeiro passo importante: fez 220 unidades de bolo de pote e levou para a feira do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vendeu todos em poucas horas. Um ano depois, montou uma confeitaria no Setor Bueno. Agora, dois anos após abrir sua loja, ela se muda para uma confeitaria com 300 metros quadrados. Para a abertura, que vai acontecer nesta segunda-feira (19), e com o crescimento na produção, a empresária vai ampliar de 30 para 40 o quadro de funcionários.

O gosto pela gastronomia veio das raízes. A caçula Mariana nasceu em Iporá, onde seus pais têm espaço de festas e fazem eventos. Ela se mudou para Goiânia para estudar Gastronomia. “Meus pais pensavam que depois eu voltaria para trabalhar com eles. Mas nunca foi desejo do meu coração”, revela. E foi em Iporá que nasceram os primeiros potes de bolo, durante uma viagem de férias. “Os iporaenses foram os primeiros a acreditar em mim”, lembra.

Sucesso

Aos 19 anos, terminando a faculdade e com dificuldade para revelar seus planos aos pais, a jovem fez bolos e ovos de Páscoa para vender aos colegas e trabalhou em um restaurante para se sustentar. A boa aceitação dos produtos e a certeza de que queria permanecer na capital a levaram a se estabelecer na feira, utilizando o lucro que teve em Iporá para a primeira produção em maior escala.

No dia seguinte à estreia bem sucedida na feira, saiu do apartamento que dividia com parentes e alugou um para morar sozinha. Logo chegou a uma média de 600 potes vendidos ao dia. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Sou muito decidida. Quando quero, eu faço acontecer. Enfiei a cara e fui com uma certeza grande que daria certo”, justifica.

Mariana decidiu investir o que ganhou na feira com a produção dos bolos. “Deus foi abrindo portas”, diz. Produzindo em casa, sua vontade era ter uma cozinha confortável e vender todos os dias. Para isso alugou um pequeno ponto no Edifício Absolut, na Avenida T-4, “Eu fabricava em casa e na loja só tinha geladeira”, recorda. As redes sociais foram grandes aliadas na divulgação, assim como o “boca-a-boca”. Os pais, mesmo assustados, apoiaram a filha, alertando sobre os custos de ser empresária.

Com algumas reformas, Mariana inaugurou a confeitaria em setembro de 2016, onde passou a produzir e vender. Em pouco tempo, a loja se tornou um dos points mais atrativos de Goiânia. Foi preciso contratar funcionários e trazer uma das irmãs para trabalhar com ela. “Passei a ser o orgulho da família e meu sonho agora é trazer meus pais e minha outra irmã”, conta a confeiteira.

Aos 24 anos, Mariana Perdomo ampliou o cardápio da confeitaria e trabalha entre 10 e 12 horas diárias. “Hoje, já consigo parar nos fins de semana”, frisa. As datas comemorativas como Páscoa e Natal são as de maior movimento, com mais encomendas. “Tenho um consumidor fiel, desde os tempos da feira”, comemora.

Para Mariana, o sucesso vem não só de sua dedicação, mas da qualidade do que produz. “Só faz sentido estar onde estou se eu estiver feliz e se meu produto tiver qualidade. Fui contratando pessoas para me ajudar, mas sempre me mantive na produção”. Por isso, ela não pretende abrir franquias. Pretende ter novas lojas, mas todas próprias e apenas quando se sentir segura. “Quero ter qualidade de vida, ser feliz e ter controle da qualidade no meu produto”, afirma.

Superação

Apesar do rápido sucesso, a trajetória não foi tão doce o tempo todo. “Os desafios são diários. Se você faz contas demais, não abre empresa. Eu não entendia nada de fechamento de caixa, de RH. O primeiro ano foi muito difícil. Sofri, não sabia lidar com o financeiro nem com fornecedores. Fui roubada. Pensei em voltar a produzir no apartamento, mas fui aprendendo. Primeiro, entraram só pessoas erradas na minha vida, depois vieram as pessoas boas. Minha equipe é unida e faz parte do meu sucesso”, destaca.

A diversidade que já vinha sendo aplicada na produção, está ainda maior na nova loja. O cardápio inclui bolo gelado, cone trufado, palha italiana, bala de coco e tortas. Mas o bolo de pote ainda é a marca da jovem empreendedora Mariana Perdomo, que também conquistou espaço como fornecedora de doces para eventos, outra responsabilidade.

“Tento nunca ficar estagnada, mas sempre procurar coisas novas. Sobre o sucesso, faço de conta que ainda sou a Mariana da feira. Lógico, com mais experiência e muita gratidão a Deus. Minha essência é a mesma. Sinto até um calafrio quando vejo como cresci. A responsabilidade assusta, mas aprendi a lidar com ela. Deus me colocou nesse mundo para fazer doce. Essa é minha maior alegria, é minha vida”, afirma.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Em meados do ano passado, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o País se viu em uma onda de otimismo. Índices de confiança, tanto dos consumidores quanto empresariais, apontavam para cima, após um ano de queda contínua. O que apontava para cima, contudo, eram as expectativas futuras, ou seja, os agentes acreditavam que o futuro seria melhor com o novo governo. Havia otimismo, nada mais do que isso.

Na medida em que houve acomodação no processo político e os indicadores da economia real continuavam a piorar, esses mesmos índices cederam e o otimismo perdeu força diante de uma realidade cada vez mais difícil: a economia continuava perdendo força, não só a indústria mas também o setor de serviços mostrava os efeitos da crise econômica e o desemprego – face mais dura da recessão – batia recordes e se aprofundava nos domicílios, não só alijando jovens do mercado de trabalho, mas também tirando postos de trabalho de chefes de família.

Sem contar a inflação, que até o ano passado ameaçava a meta e exigiu um forte aperto monetário para garantir sua convergência.

Assim acabou 2016 e começou 2017. A percepção de que a crise era mais complexa e estrutural e que reformas duras eram imprescindíveis forçaram o ajuste das expectativas e definiram um compasso de espera na economia brasileira. Mas a teoria econômica é mais robusta do que aqueles que buscam atalhos conseguem entender. O novo governo partiu para reformas, trocou o discurso populista pelo realismo econômico e passou a agir movido pela necessidade de restabelecer a confiança, com foco nas reformas e no ajuste de rota da economia brasileira.

A transformação começou pelo ajuste fiscal, dando transparência aos números e definindo um caminho de resgate da responsabilidade fiscal. Na sequencia vieram a proposta de emenda constitucional de limitação dos gastos e a negociação com os Estados. Pelo lado do crédito, o reposicionamento do BNDES – com o fim da política dos campeões nacionais. Na economia real, o restabelecimento da saúde financeira da Petrobrás e da Eletrobrás, esta última baseada em um importante programa de privatizações no setor elétrico que marca o abandono dos equívocos do passado. Pelo lado da política monetária, resgata-se a credibilidade ao controlar o lado fiscal e devolver ao Banco Central a atuação autônoma e independente.

Resgata-se o Brasil por todos os lados.

Tudo isso não foi em vão, felizmente. Hoje começamos a acumular resultados positivos, tênues, porém concretos. A inflação cedeu, permitindo que um ciclo de distensão monetária se inicie; o problema fiscal está mapeado, exigindo perseverança, mas saímos da rota de colapso; a economia dá sinais de recuperação e o mercado de trabalho, esse sim o mais importante dos termômetros, nos deu uma boa notícia em abril com um saldo líquido de mais de 60 mil vagas formais criadas.

Sinais que o pior já passou.

Sinal que política econômica, fiscal e monetária quando feita corretamente não é custo, é solução e garantia de confiança, crescimento e prosperidade.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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