Afetadas pela pandemia do novo coronavírus, as vendas de automóveis e comerciais leves registraram queda de 18% em relação a fevereiro em Goiás, de acordo com informações do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores de Goiás (Sincodive-GO). Foram 5.892 unidades vendidas no mês passado ante 7.166 em fevereiro deste ano. Mesmo assim, as vendas foram 3,2% maiores em relação a março de 2019, quando foram vendidas 5.712 unidades.

O resultado em março frustra a expectativa que o setor tinha de dar uma virada nas vendas em 2020. Antes da pandemia, os executivos em Goiás e no Brasil esperavam que, em março, o mercado mostrasse números ainda mais positivos. Em janeiro, foram comercializados 6.190 automóveis e comerciais leves no Estado, subindo para 7.166 em fevereiro, mesmo com o carnaval e padronização das placas de veículos do Mercosul. Para março, a expectativa era de alcançar 8,5 mil unidades. Agora, como não há previsão de fim da crise, espera-se que o ano seja mesmo de queda, mas ainda sem clareza sobre a magnitude do tombo.

No Estado, quando considerados todos segmentos – automóveis, comerciais leves, motocicletas, caminhões, ônibus, implementos rodoviários e outros -, as vendas registraram queda de 21,77% no mês de março quando comparadas com fevereiro de 2020.

No país, as concessionárias de veículos tiveram em março o menor volume de vendas para o mês desde 2006. Foram 163,5 mil unidades vendidas, em soma que considera os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo balanço da Fenabrave, que reúne as revendedoras espalhadas pelo País. O número de março, se comparado a igual mês do ano passado, representa queda de 21,8%. As vendas também caíram em relação a fevereiro – mês mais curto e que teve o feriado do carnaval – a uma taxa de 18,6%.

O tombo no terceiro mês do ano fez o resultado acumulado do ano aprofundar a piora do mercado, com retração de 8,1% – no primeiro bimestre, a contração havia sido de 1%. No trimestre, as vendas somaram 558 mil unidades. Apesar de março ter tido o menor resultado desde 2006, o trimestre não regrediu tanto e voltou a níveis de 2018.

A pandemia do coronavírus, que chegou ao Brasil no fim de fevereiro, começou a afetar a venda de veículos na segunda quinzena do março, em especial na última semana. Na primeira quinzena de março, a média diária da venda de veículos leves era de 10,2 mil unidades. No fechamento do mês, o ritmo diário caiu para 7 mil unidades.

Segmentos
No Brasil, as vendas de veículos leves, que representam 95% do mercado total, somaram 155,8 mil unidades em março, queda de 21,9% em relação a março do ano passado e de 19,1% na comparação com fevereiro. No trimestre, os emplacamentos totalizam 532,5 mil unidades, baixa de 8,1% ante igual intervalo de 2019.

Entre os pesados, os caminhões registraram 6,4 mil emplacamentos, retração de 15% em relação a março do ano passado e de 0,4% na comparação com fevereiro. Nos primeiros três meses do ano, foram vendidas 20,1 mil unidades, contração de 5,6% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

No caso dos ônibus, as vendas atingiram 1,2 mil unidades no terceiro mês do ano, queda de 35,5% sobre o número de igual mês do ano passado e recuo de 29,6% na comparação com fevereiro. No trimestre, são 5,2 mil unidades vendidas, baixa de 14,5%.


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Edwal Portilho: “Como fica? É preciso conversar muito, governo, setor produtivo e os outros poderes”

Frustração. Esse é o sentimento que resume como o setor produtivo recebeu o decreto 9.645/2020, assinado pelo governador Ronaldo Caiado e publicado nesta sexta-feira (3) no Diário Oficial do Estado, prorrogando o período de quarentena devido à epidemia de Covid-19. A expectativa era que boa parte da atividade econômica fosse retomada, mas a flexibilização das regras de isolamento foram restritas a alguns negócios.

O decreto 9.64/20 permite que escritórios de profissionais liberais (como contabilistas), de administradoras de condomínios e de imobiliárias funcionem. Contudo, não pode haver atendimento presencial de clientes. As feiras de hortifrutigranjeiros também foram liberadas, mas com restrições: praças de alimentação e consumo de produtos no local estão proibidos; a exposição e entrega dos produtos seguirá padrões determinados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Permanecerão fechados estabelecimentos que possibilitem aglomerações, como shoppings centers, teatros, bares, museus, academias, camelódromos e cinemas, assim como a realização de viagens de turismo e cultos em templos religiosos. Supermercados e farmácias seguem liberados. “O decreto foi uma frustração sem tamanho. Saúde e economia têm de andar juntas”, lamentou o presidente da Federação da Indústria do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, que concedeu entrevista via internet logo após a exposição do governador Ronaldo Caiado sobre o novo decreto.

Para Mabel, Caiado tombou uma decisão que contraria as recomendações técnicas da Secretaria da Saúde. O líder classista disse que vários segmentos estavam prontos para retomar as atividades, como o da construção civil. Segundo ele, há condições para “reabertura responsável”: o Fórum Empresarial desenvolveu uma plataforma com instruções de segurança sanitária para serem colocadas em práticas em todas as empresas. O presidente da Fieg acredita que muitos empresários vão começar a abrir as empresas “de qualquer jeito”. “Ajudamos até o último momento, dia 4 [como previa o decreto anterior], temos respeitado isso, afirma Mabel, para quem será muito difícil impedir “o pessoal de fazer uma abertura”.

Presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg), Rubens José Fileti diz que o setor produtivo se planejou para retomar a atividade com responsabilidade. “A gente lutou muito, ouviu muitos setores, todos se propuseram a fazer estudo, gastar dinheiro. [O governo] Pega tudo isso, faz a interlocução, e retorna com a negativa. É muito frustrante para a economia”, afirma.
Fileti diz que o setor produtivo está de acordo com as medidas para preservar a vida, mas que existe dúvidas em relação aos números da Covid-19 em Goiás. “Não por falta de transparência, mas pelo relato das pessoas, que estão testando e demorando para chegar o resultado”, afirma. Por isso, segundo o líder empresarial, os números da pandemia “frustram o setor produtivo, porque não sabe se realmente está bem”.

O lado positivo do decreto, para o presidente da Fieg, é a liberação das feiras livres e escritórios de profissionais liberais. Mas ele afirma que empresários de outros segmentos estão com “o lado da emoção aflorado”, por ferem “filhos passando fome”. “Vamos pagar para ver o que vai acontecer. Tenho impressão de que vai sair do controle”, alerta. Fileti cobra mais rapidez no socorro governamental para os empresários, especialmente para as micro e pequenas empresas e para os microempreendedores individuais (MEI). “Tem gente que está passando fome, literalmente”, afirma. O presidente da Fieg reivindica que as linhas de crédito anunciadas pelos governos saiam do papel. “O dinheiro já deveria estar na conta [do empresário]”, afirma.

Marcelo Baiocchi, da Fecomércio, considera que, para o setor, houve um avanço significativo com a liberação das feiras e escritórios de profissionais liberais. “O feirante tem apenas essa fonte de renda. Uma semana sem fazer feira é uma semana sem comida em casa”, afirma.  Ele acredita, contudo, que era preciso avançar mais, pois o setor está preparado para a reabertura. “Entendemos que o funcionamento de alguns estabelecimentos deveria ser flexibilizado, como o pequeno comércio do interior e da periferia da Região Metropolitana”, diz. Baiocchi defende, também, que o comércio de material de tecnologia da informação volte a funcionar. “São comércios de pequeno porte, que não causam aglomerações”, justifica.

Presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Edwal José Portilho afirma que a dilatação do prazo de quarentena é preocupante, especialmente por ela ter ocorrido sem que fosse anunciado concomitantemente um plano para retomada. “Serão 30 dias parados. A folha de pagamento continua rodando, os impostos continuam vencendo. Como fica essa situação? É preciso conversar muito, governo, setor produtivo e os outros poderes”, diz. Para Portilho, as micro, pequenas e médias empresas precisam ter acesso imediato a capital de giro, com o máximo de carência e prazo de amortização e juros subsidiados. Ao mesmo tempo, cobra atenção especial às grandes empresas que, segundo ele, são as que puxam as demais categorias.

O presidente da Adial nutria a expectativa de que houvesse uma flexibilização maior da quarentena por parte do governo estadual. E aponta um outro problema: o estoque de empresas que estão funcionando começam a ter estoques elevados. “A venda caiu muito na indústria de alimentos, porque hotéis, restaurantes e fast foods, que são grandes compradores, estão fechados”, alerta.


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Emerson Tokarski: ““A ideia é chegar na ponta, nos bairros, para conectar padarias, prestadores
de serviço, o açougue da esquina aos compradores”

Em tempos de isolamento social, causado pela pandemia de Covid-19, brotam pelo Brasil iniciativas para ajudar os empreendedores, especialmente os menores, a manterem suas atividades. Uma delas acaba de chegar à capital goiana: o Movimento Goiânia Pede Pelo Zap, um portal totalmente gratuito para anúncio de pequenos negócios.

Por meio do endereço goiania.pedepelozap.com.br, qualquer um pode anunciar seu negócio. “A ideia é chegar na ponta, nos bairros, para conectar padarias, prestadores de serviço, o açougue da esquina aos compradores”, explica o empreendedor Emerson Tokarski, que lançou o portal em Goiânia nesta quinta-feira, 2, em parceria com a Federação dos Jovens Empreendedores do Estado de Goiás, da qual é presidente.

O empreendedor que quiser anunciar seu negócio preenche um cadastro simples, que leva menos de dois minutos. Além das informações básicas, ele deve fornecer um número de WhatsApp, que é o meio pelo qual o cliente entrará em contato. Não há limitação de segmento nem é necessário estar formalizado. “Podem participar o ambulante, o informal. A ideia é focar no micro, com atuação bem local”, diz Tokarski.

O portal nasceu em Minas Gerais, por iniciativa do palestrante Fred Rocha. Em isolamento social em Montes Claros, ele percebeu que os pequenos negócios locais não costumam possuir ferramentas digitais de contato e venda. Com a quarentena, eles acabam ficando ainda mais vulneráveis. O movimento está presente em 20 municípios brasileiros. Goiânia é a primeira cidade a recebê-lo em Goiás. Segundo Tokarski, quatro horas após o lançamento, 50 cadastros estavam ativos. Toda a divulgação está sendo feita de forma orgânica, por meio de redes sociais, influenciadores e imprensa.

Após estar cadastrado, o empreendedor é responsável por toda transação comercial e forma de entrega, que serão definidas em acordo direto com o cliente. “A ideia do portal é funcionar como as páginas amarelas das antigas listas telefônicas. O cliente procura por segmento, tem o nome e o WhatsApp e entra em contato”, resume.


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Enquete por amostragem realizada junto aos associados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL) mostra que 53,1% dos empresários preferem que a abertura do comércio aconteça de forma gradativa (com escalonamento). Outros 36,1% disseram ser melhor abrir todo o comércio, enquanto 10,8%, querem manter as lojas fechadas. Amostragem revela ainda que a grande maioria (91,8%) deseja voltar às atividades assim que acabar a quarentena estipulada em decreto do governo de Goiás, em vigor até o próximo dia 4 de abril (sábado).

Grande parte dos entrevistados ouvidos (60,8%) disse acumular prejuízos superiores a 50% em função da paralisação das atividades. A maioria (96,9%) acredita que os prejuízos serão ainda maiores caso as medidas de isolamento permaneçam. E, apenas 33,5% das empresas, afirmaram possuir condições financeiras de manter suas atividades caso a quarentena se prolongue por 30 dias ou mais.

As medidas propostas pelo governo federal, que dizem respeito a incentivos financeiros para a manutenção dos negócios em todo o país, além de ajuda aos trabalhadores, foram percebidas de forma positiva pela maioria dos entrevistados (74,7%). Já quando questionados sobre as medidas do governo estadual, que compreendem principalmente a quarentena, menos da metade dos empresários (41,8%) disse concordar.

A maioria dos empresários não pretende demitir seus empregados nesse momento (74,2%). Porém, 40,7% dos entrevistados disseram possuir apenas 15 dias de fôlego financeiro para manter seus colaboradores. Entre os entrevistados, 12% acreditam que haverá retomada da economia em menos de seis meses; 31,4% acreditam que haverá uma retomada em mais de seis meses; enquanto 44,8% acreditam que a economia somente voltará aos trilhos em mais de um ano.

 

PRINCIPAIS RESULTADOS

Gostaria de abrir o comércio depois de passado o prazo do decreto
Sim – 91,8%
Não – 8,2%

De que forma?
Abrir gradativamente – 53,1%
Abrir todo o comércio – 36,1%
Não abrir – 10,8%

Prejuízos até agora
Mais de 25% – para 23,7% dos entrevistados
Mais de 50% – para 60,8% dos entrevistados

Manutenção das atividades
Por 15 dias – 52,6%
Por 30 dias ou mais – 33,5%

Retomada da economia
Em mais de seis meses – 31,4%
Em mais de um ano – 44,8%

Possibilidade de aumento da Covid-19 em Goiás
Provável – 50,5%
Muito provável – 24,2%
Pouco provável – 24,3%


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É praticamente certo que o governador Ronaldo Caiado deve anunciar até amanhã (03/04) a prorrogação do seu decreto com medidas restritivas para fluxo de pessoas e abertura de empresas em Goiás, no objetivo de combater a propagação do novo coronavírus (Covid-19) no Estado. O atual decreto, publicado em 13 de março, vigora até este sábado (04/04), mas fontes no governo afirmam que a prorrogação deve ser anunciada para pelo menos até o domingo de Páscoa (12/04). Pelo menos, frisam bem.

Nos últimos dias há uma intensa negociação de lideranças do setor produtivo goiano para que o governador acate algumas propostas de flexibilização da quarentena para as empresas no comércio, nos serviços e na indústria no Estado. O objetivo é evitar a falência de milhares de negócios.

Mas, segundo fontes no governo, vários fatores contribuem para que a quarentena seja prorrogada em Goiás: número de casos de pessoas infectadas pelo coronavírus, embora ainda pequeno, tende a crescer no Estado nas próximas duas semanas; a rede de saúde pública estadual não estaria ainda preparada para atender um grande aumento de pacientes em estado mais crítico; outros Estados e o Distrito Federal já prorrogaram suas quarentenas para até meados de abril ou até mesmo para até início de maio; existe ainda um grande apoio popular às medidas do governador Caiado para combater a pandemia; enfraqueceu a mobilização de militantes do presidente Jair Bolsonaro pró-abertura geral das empresas; e que os próprios empresários goianos precisam de um prazo mínimo para se prepararem às exigências que serão feitas para abertura, mesmo que gradual, das atividades econômicas no Estado.

O governador Caiado chegou a sinalizar na semana passada para algumas lideranças empresariais e parlamentares mais próximos que iria flexibilizar a quarentena em Goiás (leia mais aqui). Havia forte pressão, não somente de comerciantes e industriais, mas também de produtores rurais para isto. Vários protestos estavam sendo mobilizados. Mas, desde sábado, Caiado tem sinalizado com declarações e medidas que mudou de ideia e deve prorrogar por mais algum tempo as medidas de restrição no Estado.

O Fórum das Entidades Empresariais de Goiás apresentou há uma semana ao Governo estadual um plano para a abertura gradual dos negócios que hoje sofrem restrição. Depois, os presidentes das entidades realizaram reuniões com os secretários estaduais de Economia, Saúde e Desenvolvimento Econômico. Entre as principais propostas estão a adoção de isolamento vertical, o retorno escalonado da indústria, do comércio e serviços e o estabelecimento de protocolos sanitários a serem cumpridos pelas empresas.

A Fieg, por meio do IEL Goiás, criou um aplicativo web – responsivo e que pode ser usado por meio de telefone celular, desktop, tablete, notebook – que estabelece protocolos sanitários para a retomada das atividades das empresas em Goiás. A plataforma cruza informações cadastrais das empresas com dados da Secretaria de Saúde para a liberação do retorno mediante o cumprimento de exigências sanitárias. “O objetivo é colocar o estado pra rodar com toda a responsabilidade, aos poucos, cada empresa assumindo suas responsabilidades. Se alguém descumprir ou se os números de contágio naquela localidade começarem a subir, para tudo naquela localidade”, afirma o presidente da Fieg, Sandro Mabel.


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Duas semanas após a paralisação de parte das atividades econômicas em Goiás, como medida de combate à pandemia de Covid-19, 73,5% das indústrias goianas relatam queda na demanda e 84,8% diminuíram a produção. Os dados fazem parte de sondagem realizada pela Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) junto a empresários do setor e divulgada nesta quarta-feira, 1º de abril.

Das empresas consultadas, 5% admitiram que realizaram demissões, devido aos impactos da crise econômica em consequência da crise de saúde. Porém, 36% sinalizaram que haverá queda no contingente de empregados – enquanto 45% delas dizem que a expectativa é de estabilidade.

Quase metade das empresas (45,4%) relatou que terá muita dificuldade para pagamento de suas obrigações, como salários, tributos, fornecedores, energia elétrica, água e aluguel, entre outras despesas. Para 27,2% será difícil. Apenas 3% disseram que será muito fácil. Apesar de 45,4% delas não terem, ainda, buscado linhas de crédito para capital de giro, entre as que buscaram, 30% relataram que o acesso está muito mais difícil que antes da pandemia – para 22%, está mais difícil. Para 3%, a situação está, até agora, inalterada.

A sondagem também apurou quais foram os maiores impactos com a quarentena. A queda de faturamento foi apontada por 69,7% dos entrevistados, enquanto 51,5% disseram que houve cancelamento de pedidos. Outros 27,2% paralisaram a produção, enquanto 21,2% enfrentaram dificuldade na obtenção de insumos e 9% têm dificuldade em escoar a produção.

Os setores que sentiram retração mais intensa foram o moveleiro, manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, de produtos mineiras não metálicos, metalurgia e calçados. Por outro lado, há setores que tiveram aumento na produção, como o de alimentos, têxteis, farmoquímos e farmacêuticos e de produtos de limpeza (como sabões e detergentes). No total, 12% das indústrias relataram crescimento na produção.

Por outro lado, os setores que crescem são os que mais sentem dificuldade de encontrar insumos. É o caso das indústrias de produtos de limpeza e das indústrias farmoquímicas e farmacêuticas. A sondagem da Fieg reforça dados divulgados na sexta-feira, 27 de março, pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg). Em sondagem semelhante, a Acieg apurou que 77% dos empresários temem não conseguir reabrir suas empresas caso a quarentena ultrapasse quatro semanas, enquanto 78% alegam que terão de demitir funcionários.


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A multinacional italiana Enel teve receita líquida de R$ 8,2 bilhões no ano passado em Goiás com a geração, a distribuição e a venda de energia elétrica em Goiás. Com a Enel Goiás (antiga Celg D privatizada em 2017), a receita líquida cresceu 11%, para R$ 6,023 bilhões. Com a Usina Hidrelétrica Cacheira Dourada (privatizada em 1997) o faturamento foi de R$ 2,178 billhões, praticamente o mesmo de 2018. Os dados são de balanços publicados pela empresa nesta semana.

O crescimento do faturamento da Enel Goiás foi obtido graças ao reajuste tarifário médio de 18,5% em outubro de 2018, que vigorou até outubro de 2019. O aumento de consumidores cativos no ano passado foi de apenas 2,9% e concentrado, principalmente, na classe residencial. Este resultado dificilmente será repetido neste ano por duas razões: em outubro de 2019 as tarifas da Eneel sofreram, por determinação da Aneel, redução de 4,2% para os consumidores residenciais. Para indústria e comércio, a redução média foi de 2,9%. O segundo motivo é a esperada recessão econômica neste ano por conta da crise causada pelo novo coronavírus.

A Enel Goiás informa ter investido R$ 289,9 milhões no ano passado na qualidade do sistema, aumento de 18,8%. Ainda assim, as perdas de energia foram de 12,2%, aumento de 0,6 ponto porcentual. A empresa justifica o aumento de tarifa de energia e aumento da temperatura média no Estado em 1º C.

A multinacional italiana garante pelo menos que melhoraram seus indicadores de qualidade, os que medem a duração e a frequência das interrupções no fornecimento de energia em Goiás. O que mede a duração teria caído 13,3% em 2019; já o que mede a duração destas interrupções, teria caído 24,6%. Convém lembrar que a Enel Goiás assinou, em agosto passado, um acordo com o governo de Goiás, Ministério de Minas e Energia e com a Aneel que prevê, entre outros compromissos, a adição de 1.500 MVA de capacidade instalada de energia no Estado, que representará um incremento de 26%, e a entrada em operação de 17 novas subestações beneficiando 27 municípios goianos.

Já o faturamento com a Usina Cachoeira Dourada no ano passado foi de R$ 2,178 bilhões, redução de 1,1% comparado com o resultado de 2018. O lucro líquido foi de R$ 185,1 milhões, 22,8% a menos que o de 2018, e os investimentos realizados somaram apenas R$ 18 milhões, principalmente com a reforma completa de uma turbina. A usina hidrelétria está situada no município de Cachoeira Dourada, a 240 quilômetros de Goiânia. Criada na década de 1950, foi adquirida em 1997 pelo grupo espanhol Endesa e, posteriormente, passou a ser controlada pelo Grupo Enel, que possui 99,61% de seu capital total. Em 2019 a usina gerou 2.575 GWh (2.071GWh em 2018).


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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, disse ao EMPREENDER EM GOIÁS que o setor produtivo não suporta ficar nem mais uma semana com as portas fechadas e reclama da falta de planejamento por parte do Governo, que não sinaliza sobre a possibilidade de reabertura das indústrias e do comércio, fechadas desde o último dia 17 de março, quando se propagou o novo coronavírus em Goiás e no Brasil.

Mabel defende a abertura gradual e de forma responsável das indústrias e do comércio, resguardando os trabalhadores dos grupos de riscos e a prorrogação do reinício das aulas, como forma de se evitar uma recessão econômica ainda maior do que a sinalizada no momento, e o caos social pela falta de emprego e renda das pessoas.

Qual a avaliação da Fieg sobre as medidas para conter o novom coronovírus em Goiás?
Neste primeiro momento, os governos federal, estaduais e municipais tomaram as medidas acertadas para conter o avanço da pandemia da Covid-19. Porém, a situação já preocupa o setor empresarial como um todo. A falta de planejamento para a retomada da economia é preocupante. Os governos não sinalizam nada aos empresários e à população. Hoje já é dia 31 de março e muitas empresas, temendo o futuro, já estão demitindo trabalhadores. Estamos sem um rumo, sem uma luz no fim do túnel. É preciso dar esperança às pessoas.

Diante deste quadro, qual é a proposta da Fieg para a retomada das atividades da indústria e do comércio em Goiás?
As entidades de classe do setor produtivo goiano investiram pesado na criação de uma plataforma para ajudar o Governo na retomada da economia, de forma responsável, abrindo gradativamente as empresas, de acordo com a necessidade de cada município. Porém, nossas sugestões não foram acatadas até agora. Esta plataforma não está sendo usada. Se uma indústria ou comércio de alimentação ou de medicamento podem abrir, tomando todas as precauções para preservar a saúde dos trabalhadores e dos consumidores, porque as outras empresas de demais setores não podem fazer o mesmo?

Mas como isto seria feito?
As empresas teriam a responsabilidade de manter afastado dos ambientes de trabalho aquelas pessoas que estão nos grupos de riscos. Aqueles que puderem fazer o trabalho de casa o fariam. Já aqueles também do grupo de risco, que não têm a possibilidade ficariam em casa em isolamento, mas todos com o direito de receber o salário mensal.

Com esta falta de sinalização do governo estadual a respeito de quando voltará a normalidade a atividade produtiva, como fica a economia?
Diante da falta de planejamento do governo a situação econômica só tende a piorar. As empresas não suportam ficar paradas mais nenhuma semana. Muitas delas vão fechar suas portas, demitir trabalhadores e aprofundar mais a recessão econômica. Os trabalhadores, por sua vez, sobretudo os autônomos, também estão em desespero. A maioria já não tem dinheiro para comprar o básico da alimentação para suas famílias. Tememos que venha ocorrer uma calamidade social, com pessoas com depressão, suicídios e aumento da criminalidade.

Quais são as propostas da Fieg para a retomada da economia neste momento de pandemia?
Concordamos com o presidente Jair Bolsonaro. A economia não pode parar. É preciso de um bloqueio vertical. As pessoas do grupo de risco ficam em casa, em home-office. O governo deveria permitir as empresas abrirem, gradativamente, de forma responsável, dentro da plataforma sugerida pelas entidades de classe do setor produtivo. Acho que mesmo se o governador de Goiás permitir a retomada do setor produtivo, a partir do dia 5 de abril, quando expira a validade do decreto, muitas pessoas permanecerão em casa. Portanto, os riscos de contaminação com o vírus ainda será muito baixo. E a economia goiana voltaria a girar e o governo também ia arrecadar tributos para bancar suas despesas com custos operacionais, folha de pagamento de servidores e até investimentos.


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A pandemia do novo coronavírus causou uma queda na demanda por produtos e serviços para 79% das empresas, sendo que 53% relata queda intensa, mostra consulta realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na base do setor. Uma parcela de 5% registra aumento da demanda e 2%, aumento intenso. A consulta foi realizada com 734 empresas de pequeno, médio e grande porte entre 26 e 27 de março. A queda no faturamento é o principal impacto da pandemia do novo coronavírus, apontada como um dos três principais por 70% das empresas industriais consultadas. Em segundo lugar, tem-se o cancelamento de pedidos e encomendas, escolhido por 49%, seguido por queda na produção, com 33%, e paralisação da produção, com 30%.

Segundo a consulta, o cenário atual, conjugado à continuidade de despesas regulares das empresas (salários, tributos, energia, aluguel etc) e à queda na liquidez no mercado financeiro, suscitam preocupação com a sobrevivência das empresas. “O governo brasileiro precisa intensificar as ações de combate à Covid-19 e de ajuda à população e às empresas. O uso de recursos públicos deve ser direcionado ao fortalecimento do sistema de saúde e ao alívio da situação financeira das empresas, com a finalidade de preservar os empregos”, recomenda o relatório da CNI.

No que diz respeito à logística de transporte dos produtos, insumos ou matérias-primas, 38% das empresas dizem enfrentar muita dificuldade; 45% pouca dificuldade; e 17% afirmam não ter problemas. Ao todo, 37% das empresas relatam ter muita dificuldade para conseguir insumos ou matérias-primas. Uma parcela de 49% relata ter pouca dificuldade; e 15% dizem não enfrentar problemas para conseguir esses itens.

A pesquisa perguntou, também, como a produção das empresas está sendo impactada pela pandemia da covid-19. Ao todo, 23% das empresas apontam que a produção está parada por tempo determinado; 18% por tempo indeterminado; 19% relataram queda intensa na produção; 21% relataram queda; 15% estabilidade; 4% aumento; e 1% aumento intenso.

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus obrigou as empresas a tomar uma série de medidas com relação aos seus empregados. Há medidas com o objetivo de evitar a disseminação da doença e medidas em resposta à queda na demanda e, consequentemente, da produção. A adoção de trabalho domiciliar (home office) é a medida mais amplamente utilizada: 58% das empresas consultadas adotaram a medida. Não obstante, em se tratando de indústrias, tal medida não alcança a maior parte dos trabalhadores.

Outra medida relativa à segurança de saúde ao trabalhador é o afastamento de empregados com sintomas, medida que foi tomada por 46% das empresas consultadas. A concessão de férias a parte dos trabalhadores foi adotada por 47% das empresas. Note-se que a dispensa/demissão do trabalhador foi adotada por 15% das empresas consultadas e que 13% reduziram a jornada de trabalho.

Questionadas sobre sua disponibilidade financeira para lidar com pagamentos de rotina (tributos, fornecedores, salários, energia elétrica e aluguel), 42% das empresas dizem enfrentar uma situação muito difícil. Um percentual de 31% relata uma situação difícil; 24%, nem fácil nem difícil; 2%, fácil; e 1%, muito fácil. No que diz respeito ao capital de giro, 39% das empresas dizem que não buscaram esses recursos. Considerando apenas as que buscaram capital de giro, para 45%, está muito mais difícil conseguir essas linhas de financiamento. Uma parcela de 33% disse que está mais difícil. Para 20%, esse cenário segue inalterado e, para 2%, está mais fácil.


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A receita líquida do Laboratório Teuto Brasileiro cresceu 25,8% no ano passado, para R$ 966 milhões, segundo balanço fiscal publicado pela indústria de medicamentos genéricos, sediada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA). Entretanto, o aumento mais expressivo foi no lucro líquido da empresa: de R$ 12,2 milhões (2018) para R$ 106,9 milhões (2019).

O Laboratório Teuto é uma das indústrias pioneiras na produção de medicamentos genéricos no Brasil. Tem como objeto fabricação própria ou sob encomenda de terceiros de produtos farmacêuticos, produtos para saúde, alimentos e cosméticos, obtenção de autorizações e licenças especiais para fabricação de produtos farmacêuticos especiais, importação, exportação, embalagem, reembalagem e comercialização de matérias primas, bicos de mamadeiras, mamadeiras, chupetas, máscaras, anestésicas e preservativos contra oxidação e deterioração de materiais, importação e exportação de produtos acabados para linhas humanas, veterinária, de higiene e cosméticos.

Com 3,5 mil funcionários, o Teuto iniciou no ano passado um programa de investimentos em expansão da sua linha de medicamentos depois de forte reestruturação administrativa e financeira, desde que a família Mello reassumiu o controle acionário da empresa ao recomprar a parte da multionacional Pfizer, em 2017. A indústria goiana fez um reperfilamento de sua dívida junto aos bancos, em condições compatíveis com seu fluxo de caixa e perspectiva de crescimento nos próximos anos, sem afetar sua capacidade de reinvestimento. Também intensificou ações para a redução de custos e perdas, melhoria da margem e do lucro.

O Teuto também já foi cortejado por laboratórios nacionais e internacionais, entre eles, a Eurofarma, controlada pelo empresário Maurizio Billi, e a suíça Novartis. Fundos de investimentos chegaram também a avaliar o laboratório goiano, entre eles o fundo soberano de Cingapura, o GIC, e o brasileiro Principia, que veria a Teuto como uma forma de ampliar sua presença na área farmacêutica. Mas o elevado endividamento da empresa goiana na época foi um obstáculo para as negociações avançarem.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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Quando Mariana Perdomo se formou em Gastronomia, em 2015, ela só queria ser independente e continuar vivendo em Goiânia. Deu o primeiro passo importante: fez 220 unidades de bolo de pote e levou para a feira do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vendeu todos em poucas horas. Um ano depois, montou uma confeitaria no Setor Bueno. Agora, dois anos após abrir sua loja, ela se muda para uma confeitaria com 300 metros quadrados. Para a abertura, que vai acontecer nesta segunda-feira (19), e com o crescimento na produção, a empresária vai ampliar de 30 para 40 o quadro de funcionários.

O gosto pela gastronomia veio das raízes. A caçula Mariana nasceu em Iporá, onde seus pais têm espaço de festas e fazem eventos. Ela se mudou para Goiânia para estudar Gastronomia. “Meus pais pensavam que depois eu voltaria para trabalhar com eles. Mas nunca foi desejo do meu coração”, revela. E foi em Iporá que nasceram os primeiros potes de bolo, durante uma viagem de férias. “Os iporaenses foram os primeiros a acreditar em mim”, lembra.

Sucesso

Aos 19 anos, terminando a faculdade e com dificuldade para revelar seus planos aos pais, a jovem fez bolos e ovos de Páscoa para vender aos colegas e trabalhou em um restaurante para se sustentar. A boa aceitação dos produtos e a certeza de que queria permanecer na capital a levaram a se estabelecer na feira, utilizando o lucro que teve em Iporá para a primeira produção em maior escala.

No dia seguinte à estreia bem sucedida na feira, saiu do apartamento que dividia com parentes e alugou um para morar sozinha. Logo chegou a uma média de 600 potes vendidos ao dia. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Sou muito decidida. Quando quero, eu faço acontecer. Enfiei a cara e fui com uma certeza grande que daria certo”, justifica.

Mariana decidiu investir o que ganhou na feira com a produção dos bolos. “Deus foi abrindo portas”, diz. Produzindo em casa, sua vontade era ter uma cozinha confortável e vender todos os dias. Para isso alugou um pequeno ponto no Edifício Absolut, na Avenida T-4, “Eu fabricava em casa e na loja só tinha geladeira”, recorda. As redes sociais foram grandes aliadas na divulgação, assim como o “boca-a-boca”. Os pais, mesmo assustados, apoiaram a filha, alertando sobre os custos de ser empresária.

Com algumas reformas, Mariana inaugurou a confeitaria em setembro de 2016, onde passou a produzir e vender. Em pouco tempo, a loja se tornou um dos points mais atrativos de Goiânia. Foi preciso contratar funcionários e trazer uma das irmãs para trabalhar com ela. “Passei a ser o orgulho da família e meu sonho agora é trazer meus pais e minha outra irmã”, conta a confeiteira.

Aos 24 anos, Mariana Perdomo ampliou o cardápio da confeitaria e trabalha entre 10 e 12 horas diárias. “Hoje, já consigo parar nos fins de semana”, frisa. As datas comemorativas como Páscoa e Natal são as de maior movimento, com mais encomendas. “Tenho um consumidor fiel, desde os tempos da feira”, comemora.

Para Mariana, o sucesso vem não só de sua dedicação, mas da qualidade do que produz. “Só faz sentido estar onde estou se eu estiver feliz e se meu produto tiver qualidade. Fui contratando pessoas para me ajudar, mas sempre me mantive na produção”. Por isso, ela não pretende abrir franquias. Pretende ter novas lojas, mas todas próprias e apenas quando se sentir segura. “Quero ter qualidade de vida, ser feliz e ter controle da qualidade no meu produto”, afirma.

Superação

Apesar do rápido sucesso, a trajetória não foi tão doce o tempo todo. “Os desafios são diários. Se você faz contas demais, não abre empresa. Eu não entendia nada de fechamento de caixa, de RH. O primeiro ano foi muito difícil. Sofri, não sabia lidar com o financeiro nem com fornecedores. Fui roubada. Pensei em voltar a produzir no apartamento, mas fui aprendendo. Primeiro, entraram só pessoas erradas na minha vida, depois vieram as pessoas boas. Minha equipe é unida e faz parte do meu sucesso”, destaca.

A diversidade que já vinha sendo aplicada na produção, está ainda maior na nova loja. O cardápio inclui bolo gelado, cone trufado, palha italiana, bala de coco e tortas. Mas o bolo de pote ainda é a marca da jovem empreendedora Mariana Perdomo, que também conquistou espaço como fornecedora de doces para eventos, outra responsabilidade.

“Tento nunca ficar estagnada, mas sempre procurar coisas novas. Sobre o sucesso, faço de conta que ainda sou a Mariana da feira. Lógico, com mais experiência e muita gratidão a Deus. Minha essência é a mesma. Sinto até um calafrio quando vejo como cresci. A responsabilidade assusta, mas aprendi a lidar com ela. Deus me colocou nesse mundo para fazer doce. Essa é minha maior alegria, é minha vida”, afirma.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Em meados do ano passado, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o País se viu em uma onda de otimismo. Índices de confiança, tanto dos consumidores quanto empresariais, apontavam para cima, após um ano de queda contínua. O que apontava para cima, contudo, eram as expectativas futuras, ou seja, os agentes acreditavam que o futuro seria melhor com o novo governo. Havia otimismo, nada mais do que isso.

Na medida em que houve acomodação no processo político e os indicadores da economia real continuavam a piorar, esses mesmos índices cederam e o otimismo perdeu força diante de uma realidade cada vez mais difícil: a economia continuava perdendo força, não só a indústria mas também o setor de serviços mostrava os efeitos da crise econômica e o desemprego – face mais dura da recessão – batia recordes e se aprofundava nos domicílios, não só alijando jovens do mercado de trabalho, mas também tirando postos de trabalho de chefes de família.

Sem contar a inflação, que até o ano passado ameaçava a meta e exigiu um forte aperto monetário para garantir sua convergência.

Assim acabou 2016 e começou 2017. A percepção de que a crise era mais complexa e estrutural e que reformas duras eram imprescindíveis forçaram o ajuste das expectativas e definiram um compasso de espera na economia brasileira. Mas a teoria econômica é mais robusta do que aqueles que buscam atalhos conseguem entender. O novo governo partiu para reformas, trocou o discurso populista pelo realismo econômico e passou a agir movido pela necessidade de restabelecer a confiança, com foco nas reformas e no ajuste de rota da economia brasileira.

A transformação começou pelo ajuste fiscal, dando transparência aos números e definindo um caminho de resgate da responsabilidade fiscal. Na sequencia vieram a proposta de emenda constitucional de limitação dos gastos e a negociação com os Estados. Pelo lado do crédito, o reposicionamento do BNDES – com o fim da política dos campeões nacionais. Na economia real, o restabelecimento da saúde financeira da Petrobrás e da Eletrobrás, esta última baseada em um importante programa de privatizações no setor elétrico que marca o abandono dos equívocos do passado. Pelo lado da política monetária, resgata-se a credibilidade ao controlar o lado fiscal e devolver ao Banco Central a atuação autônoma e independente.

Resgata-se o Brasil por todos os lados.

Tudo isso não foi em vão, felizmente. Hoje começamos a acumular resultados positivos, tênues, porém concretos. A inflação cedeu, permitindo que um ciclo de distensão monetária se inicie; o problema fiscal está mapeado, exigindo perseverança, mas saímos da rota de colapso; a economia dá sinais de recuperação e o mercado de trabalho, esse sim o mais importante dos termômetros, nos deu uma boa notícia em abril com um saldo líquido de mais de 60 mil vagas formais criadas.

Sinais que o pior já passou.

Sinal que política econômica, fiscal e monetária quando feita corretamente não é custo, é solução e garantia de confiança, crescimento e prosperidade.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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