Cerca de 155 mil empresas estão inscritas hoje no Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais, o Cadin Estadual. A dívida tributária desses contribuintes soma R$ 3,5 bilhões. Este número deve aumentar ainda mais neste mês: a Secretaria da Economia efetivará a inscrição de outros 13,4 mil contribuintes que estão com pendências no Pré-Cadin, que é a fase antecedente ao Cadastro, com dívidas que somam R$ 96,2 milhões.

Os contribuintes foram notificados para regularizarem os débitos. Caso não o façam, serão inscritos no Cadin Estadual, para onde são enviadas as dívidas tributárias e não tributárias com valores superiores a R$ 150,00, não havendo limite.

Com isto, as empresas inadimplentes ficam impedidas de celebrar contratos administrativos que envolvam recursos financeiros do poder público e não podem receber auxílios, incentivos fiscais ou financeiros. Também ficam impedidos de ter concessão de empréstimos e financiamentos de qualquer natureza do poder público.

O acesso ao cadastro de inadimplentes pode ser realizado no site www.economia.go.gov.br, no banner Cadin Estadual. Após regularizar o débito, a exclusão é feita com o reconhecimento do pagamento.

 

O QUE ACONTECE COM O DEVEDOR:

  1. É inscrito no Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais (Cadin), não podendo contratar com o serviço público;
  2. Terá a certidão de dívida ativa enviada a protesto nos cartórios de títulos, com custas para o contribuinte;
  3. Inclusão na Serasa, tendo impedimento de contratar com o Estado;
  4. Impedimento de obter crédito em bancos e no comércio, participar de qualquer concorrência pública, bem como receber pagamentos de contratos com o Estado ou gozar de benefícios fiscais;
  5. Aqueles que possuem Termo de Acordo de Regime Especial (Tare) também terão os benefícios suspensos.


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O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, num movimento de continuidade à flexibilização monetária. Com a decisão, a taxa cai para 5,5% ao ano, menor patamar histórico. Dentre os fatores que influenciaram na queda do indicador, o Comitê considerou a previsão da inflação para 2019, 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus e que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado. Entretanto, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário positivo para a inflação prospectiva.

Para a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), com a redução da Selic, há uma perspectiva para o barateamento do crédito, incentivando a produção e o consumo, o que é fundamental no atual momento. O setor produtivo espera que, até o final de 2019, a taxa básica chegue ao patamar histórico de 5% a.a.

Além de ser coerente com o atual ritmo da atividade econômica brasileira, a queda dos juros domésticos segue a tendência mundial, como o novo corte dos juros básicos americanos anunciado nesta nesta quarta-feira (18) pelo banco central americano (Federal Reserve). A decisão do Fed busca reduzir os impactos da desaceleração da economia mundial sobre os Estados Unidos, o que tende a influenciar os fluxos de capitais para os países emergentes, como o Brasil.

Indicadores de atividade econômica divulgados desde a reunião anterior do Copom sugerem retomada do processo de recuperação da economia brasileira. O cenário supõe que essa retomada ocorrerá em ritmo gradual. No cenário externo, a provisão de estímulos monetários adicionais nas principais economias, em contexto de desaceleração econômica e de inflação abaixo das metas, tem sido capaz de produzir ambiente relativamente favorável para economias emergentes. Entretanto, o cenário segue incerto e os riscos associados a uma desaceleração mais intensa da economia global permanecem.

Previsões

O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente encontram-se em níveis confortáveis, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. As expectativas de inflação para 2019, 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,5%, 3,8%, 3,75% e 3,5%, respectivamente. No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom situam-se em torno de 3,3% para 2019 e 3,6% para 2020. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2019 em 5,00% a.a. e permanece nesse patamar até o final de 2020. Também supõe trajetória para a taxa de câmbio que termina 2019 em R$/US$ 3,90 e permanece nesse patamar até o final de 2020.

O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, o nível de ociosidade elevado pode continuar produzindo trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, uma eventual frustração em relação à continuidade das reformas e à perseverança nos ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. O risco se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes.

O Copom avalia que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que perseverar nesse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes. Em particular, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva.


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Com mais de 15 anos de história na gastronomia goiana, o Kabanas Restaurante e Bar fechou ontem (17/09) as portas de sua unidade do Setor Bueno, localizado de frente para o Parque Vaca Brava, onde por muitos anos reinou como o único ponto de alta gastronomia da Região. Todos os 40 funcionários perderam seus empregos. Agora, os proprietários Bolivar Gonçalves Siqueira e o seu filho, Ricardo, vão dedicar suas atividades exclusivamente à unidade do Kabanas localizada no polo gastronômico do Shoppping Flamboyant, no Jardim Goiás.

Bolivar Siqueira contou ao EMPREENDER EM GOIÁS que a decisão de fechar a unidade do Vaca Brava foi muito difícil para a família. Ele tinha duas opções: investir mais de R$ 1 milhão na reforma do restaurante/bar, para se adequar à realidade e se manter competitivo no mercado, ou concentrar as atividades na unidade do Flamboyant, que é nova (tem cinco anos) e não exige necessidades de reformas. “O coração sente, mas a razão explica”, disse.

Desde o começo, afirma o empresário, foram feitas adaptações no imóvel onde funcionava o Kabanas do Vaca Brava. No local existia uma casa de madeira, onde tradicionalmente funcionava a casa do Papai Noel nas vésperas do Natal. Contudo, afirma Bolívar, agora chegou a um ponto que não era mais possível pequenas reformas. Teria de ser algo bem maior. Porém, justifica, “isso era impossível, pois a situação financeira da unidade estava deficitária”, frisou.

Recuperação
Em 2016, O Kabanas Restaurante e Bar entrou com pedido de recuperação judicial, o que foi acatado pela Justiça, que inclusive nomeou um administrador jurídico para a empresa. Na ocasião, chegou a ser divulgado, pelos meios de comunicação da capital, que a dívida da empresa com bancos e fornecedores ultrapassava a R$ 10 milhões.

Siqueira informou que se reuniu nesta quarta-feira (18/09) com o administrador jurídico da empresa para tratarem do fechamento da unidade do Vaca Brava e que ele teria sido favorável à decisão, sobretudo porque entende que a economia brasileira ainda não saiu da crise. “Agora vamos nos dedicar totalmente ao Kabanas do Flamboyant, garantindo o mesmo padrão de qualidade nos serviços que sempre nos pautou”, enfatizou o empresário.


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Luiz Höhl com tratores numa das lojas da Casa do Pica-Pau, em Goiânia

Uma das lojas pioneiras no varejo de máquinas e ferramentas em Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão e Mato Grosso, a Casa do Pica-Pau comemora seus 50 anos reforçando sua participação no mercado de máquinas agrícolas. Apesar do variado mix de produtos, a empresa fundada por Luiz Höhl (Höhl Máquinas Agrícolas) tem nos maquinários John Deere seu maior faturamento, completado por uma parceria longeva com equipamentos Stihl.

Com sete lojas em Goiás (três na capital e quatro no interior), a mais recente unidade foi inaugurada no ano passado, em Vianópolis, com a marca Pica-Pau John Deere, numa aposta de melhorar sua posição nesse mercado se aproximando dos clientes da área agrícola na região. As outras unidades da empresa nessa linha estão nas cidades de Acreúna, Jussara e Uruaçu, todas detentoras de grandes áreas produtoras. Somadas, as lojas da empresa empregam hoje cerca de 320 funcionários diretos.

“O agronegócio vai continuar bem, a linha branca é que seguirá meio de lado por causa do consumo em baixa e inadimplência ainda alta”, disse Luiz Höhl, goiano de ascendência alemã durante entrevista ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da empresa, na Avenida Castelo Branco, em Goiânia.

Höhl se refere aos dois segmentos onde a Casa do Pica-Pau se mantém forte: maquinário agrícola, com revenda de tratores, colheitadeiras, peças e implementos agrícolas e a linha branca, na comercialização de eletrodomésticos, refrigeração comercial e ampla gama de ferramentas, além das motosserras Stihl, que estão na origem da empresa, em 1963.

A empresa goiana tem sete lojas em Goiás, sendo três na capital

O início da Casa do Pica-Pau se deu por uma mistura de acaso e oportunidade, conta Höhl. No início dos anos 60, em Catalão, ele ajudava o pai de mesmo nome, um imigrante alemão, ex-combatente da 1ª Guerra Mundial, na serraria da família. Comprou então sua primeira motosserra de um viajante paulista de uma marca norueguesa, já fora do mercado, a Jo-Bu.

Pouco depois, recebeu a proposta de ser vendedor externo da marca na região. Combinou com o pai de se ausentar da serraria sempre na última semana do mês para se dedicar à oportunidade. Em suas andanças por São Paulo e Rio de Janeiro como representante da Jo-Bu, encontrou-se com um importador da motosserra de origem alemã da marca Stihl. A relação de confiança se deu de imediato, com o importador lhe oferecendo 50 motosserras para trazer do Rio a Goiás, sem exigir garantias. “No dia que você vender tudo, me pague”, disse-lhe o homem.

A partir daí, Luiz Höhl firmou uma parceria que dura até hoje, sendo um dos três maiores vendedores da marca no Brasil. A Stihl ainda não possuía fábrica no Brasil. E Höhl abriu na Avenida Anhanguera sua primeira Casa do Pica-Pau, uma inspiração que conciliava seu histórico de madeireiro com o famoso personagem de desenho animado que já fazia sucesso no Brasil. Ambos, pássaro e homem, com uma relação íntima com a madeira.

Para Höhl, a evolução de sua empresa passou a ser uma sucessão de oportunidades. “Minha primeira grande virada se deu com a abertura da mineração no Pará. Era 1977 e já tinha uma loja em Redenção para abastecer os madeireiros, mas o negócio de garimpo tomou conta do mercado de 1980 a 1988 e passei a vender os chamados kits de ‘chupadeira’, compostos de motores, bombas e mangotes”, relembra. No auge, chegou a vender 200 kits por mês.

O bom negócio das chupadeiras que alimentava a busca pelo ouro durou quase uma década, tempo suficiente para Höhl comprar os lotes vizinhos de sua principal e maior sede, na capital goiana, hoje com 10 mil m² (mais 4 mil m² de depósito na rua dos fundos). Abriu também diversas unidades em Goiás e outros estados, algumas já fechadas (casos de Redenção, Cuiabá e Anápolis). A experiência com a mineração trouxe também aproximação com as máquinas agrícolas.

Eram da Agrale os motores que impulsionavam as chupadeiras, a mesma empresa com quem Höhl fechou negócio para a revenda de tratores para o campo. Isso no final dos anos 80, início dos 90, com o negócio de garimpo em declínio e a chegada da estabilidade monetária no país.

Com isso, abriu-se também à empresa de Höhl o negócio da linha branca, com o aumento das vendas de eletrodomésticos e maquinários diversos. Da Agrale para a John Deere foi um pulo, diz o empresário falando da consolidação do negócio que ele diz estar confiante que seguirá firme, apesar das dificuldades conjunturais no país.


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A Aviva, detentora dos parques, resorts e hotéis Rio Quente, em Goiás, e Costa do Sauípe, na Bahia, é a primeira empresa brasileira a fornecer a seus hóspedes e visitantes uma pulseira, com alta tecnologia, para o controle total de acesso e de consumo dentro de suas instalações.

As pulseiras com a tecnologia “Near Field Communication – NFC”, a mesma utilizada nos parques e hotéis da Disneylândia, nos Estados Unidos, permite a troca de dados por aproximação entre dois dispositivos eletrônicos compatíveis, de forma rápida e segura. Elas vão substituir os antigos cartões.

No primeiro momento, a empresa adquiriu cerca de 18 mil pulseiras, em sete modelos diferentes, que serão usadas pelos usuários do Hot Park, um dos dez maiores parques do mundo em número de visitantes, e pelos hóspedes dos hotéis do complexo Rio Quente, no município do mesmo nome.

Facilidade

A empresa está investindo em uma revolução digital para melhorar a experiência dos clientes em seus complexos de lazer. Por meio da pulseira o visitante tem acesso em toda área de lazer, quarto, bares e restaurantes e a todos os pontos de vendas de roupas e acessórios com uma simples aproximação da pulseira. Outra vantagem é que a pulseira pode molhar e basta um contato próximo, já o cartão a pessoa tinha que enxugar para passar na maquininha.

Até o check-out também se tornará mais rápido por meio dos totens de autoatendimento, conta Edgar Zattar, gerente de TI na Aviva. Além disso, acrescenta, a pulseira tem a praticidade e a segurança, porque o cartão era fácil de perder, quebrar, tinha um número de identificação, então quem achasse esse cartão poderia digitar o número de identificação. Já a pulseira não tem número nenhum, ela tem um chip lá dentro que contém a informação do cliente, o nome e o CPF.

O gerente-geral de Estratégia e Inovação da Aviva, Alessandro Cunha, destaca que a novidade faz parte da revolução digital da companhia e vem ao encontro ao propósito de surpreender os clientes em todos os momentos, com um atendimento mais rápido e eficiente, tendo a tecnologia como um dos pilares.


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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) fecharam parceria para oferecer auxílio a empresas com vistas a promover seus negócios no exterior. A ação pretende beneficiar mais de 1,7 mil firmas de todo o país.

Segundo a Apex, nos próximos dois anos serão promovidas 40 ações de apoio de inserção no comércio internacional, em frentes como a prospecção de mercados em outros países e rodadas com compradores estrangeiros para buscar ampliar a exportação das companhias selecionadas para o projeto.

Pelo menos oito ações devem ser realizadas ainda em 2019. Entre elas estão viagens a duas feiras internacionais na Alemanha, Anuga e K, e outra missão à feira CIEE, na China. Conforme os organizadores, até dezembro deverão ser organizados encontros com compradores internacionais em cidades brasileiras.

No total, deverão ser investidos R$ 13 milhões nas diversas fases da iniciativa. Como meta, os organizadores esperam que o conjunto de estratégias previstas para fomentar a internacionalização das firmas participantes gerem até R$ 350 milhões em novos negócios feitos com empresas estrangeiras


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Os comerciantes em geral, sejam de lojas presencial ou online, se querem ter sucesso em seus negócios devem redobrar a atenção para dois itens que têm sido alvos de reclamações dos consumidores, de forma recorrente não apenas em Goiás, mas em todo o Brasil: a falta de simpatia no atendimento presencial e a demora do retorno no caso de consultas online.

A constatação é da Spia Consultoria, de Goiânia, que nos últimos 11 anos tem avaliado o grau de satisfação dos consumidores dos comércios varejista e atacadista de Goiás e de outros Estados, através de pesquisas de “cliente oculto”. De janeiro a julho último os “clientes ocultos” contratados pela Spia visitaram por 120 vezes 21 estabelecimentos comerciais de Goiânia, de variados segmentos. No caso do atendimento presencial, foram 15 empresas de vários ramos, como de serviços de beleza, loja de roupas, concessionárias, clínicas de saúde e outros.

Também foi avaliado o atendimento via WhatsApp, já prestado por muitos estabelecimentos da Capital, e nesta modalidade também foram detectadas falhas comuns às empresas, independente do segmento em que atuam.

Entre os problemas mais recorrentes observados pelas pesquisas de cliente oculto estão: a demora de retorno no primeiro atendimento online, que chegou a demorar até três horas em alguns casos; falta de uma mensagem para finalizar o atendimento; e atendimento muito automático, o que não motivou o cliente a ponto de efetuar uma nova compra. Foram feitas cerca de 60 avaliações do atendimento via o aplicativo de mensagem em seis empresas, ao longo dos seis primeiros meses deste ano.

Fernanda Fleury diz que um dos maiores problemas é a falta de simpatia dos atendentes

A especialista em Gestão Empresarial, analista comportamental e diretora da empresa, Fernanda Fleury, que coordena as pesquisas, cita que os problemas mais frequentes identificados na pesquisa foram a falta de simpatia dos atendentes, o não oferecimento de produtos adicionais e o fato de não mencionarem nada de positivo que motivasse uma nova compra.

Ela lembra que o consumidor é do “dono” da empresa e que sem ele nenhum negócio sobrevive. Diante das constantes reclamações, Fernanda Fleury recomenda aos empresários que invistam pesado em treinamentos técnicos e motivacional de toda a equipe para que o seu cliente seja tratado como único, como um rei, e que ser for o caso até estenda o tapete vermelho para ele.

Em 15 de setembro é celebrado o Dia do Cliente. Aproveitando a ocasião a diretora da Spia Consultoria alerta que, antes como agora, o que o cliente mais deseja não está nas gôndolas, nas prateleiras, nos cardápios ou vitrines: o bom atendimento. “É um item que muito provavelmente não tem preço, mas pode custar caro para a empresa se não for bem prestado”, salienta.

Como funciona
Nas pesquisas de “cliente oculto”, o pesquisador visita os estabelecimentos como um cliente. Como qualquer um deles, pergunta sobre produtos e compra. Depois, ao ir embora, escreve um relatório contando todos os detalhes da experiência, que será destinado ao proprietário do comércio. No caso da verificação on-line, o pesquisador busca o atendimento no próprio Whatsapp. A prática de pesquisa de “cliente oculto” é muito comum nos Estados Unidos e na Europa.

Fernanda Fleury disse que, com a pesquisa, o dono do estabelecimento tem um feedback do que realmente acontece em seu negócio e pode promover treinamentos mais assertivos entre a equipe, entre outras medidas. Já é comum empresas manterem a pesquisa de forma contínua pois, assim, cria-se na equipe a cultura de que ela pode estar sendo avaliada a qualquer momento”, diz.

O empresário Edson Fernandes, da Tudo Belo Estética, com loja em Goiânia, disse que, graças a pesquisa do “cliente oculto” muitas falhas que tinha no atendimento da empresa foram sanadas. “Conseguimos mensurar a qualidade de nosso trabalho em números e dados. Assim, ficou mais fácil implantar mudanças dentro da empresa”, afirma.

 

 

RECLAMAÇÕES MAIS COMUNS

Compras presenciais

  1. Não oferecimento de produtos adicionais (opções de produtos): 75%
  2. Atendimento ruim dos vendedores – falta de simpatia: 48%
  3. Não mencionamento de algo positivo para motivar a compra: 36%

Compras online

  1. Demorou mais de 3 para atendimento: 65%
  2. Não envio de mensagens para finalizar o atendimento: 54%
  3. Atendimento muito automático: 42%

Fonte: Spia Consultoria


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Gilberto Soares: “Quem participa da SuperAgos aposta no aumento das vendas”

A 18ª SuperAgos-Convenção e Feira de Negócios para Supermercados e Panificadoras, que ocorrerá de 23 a 25 de setembro no Centro de Convenções de Goiânia, prevê gerar R$ 50 milhões em negócios, 30% a mais que na edição de 2018. O evento, que deve reunir 12 mil visitantes de Goiás e outras regiões do País, tem como tema central “Os novos caminhos que impactam no varejo”. Serão cerca de 140 expositores em área de 4,5 mil metros quadrados, concentrando os últimos lançamentos e tendências do autosserviço.

“Quem participa da SuperAgos aposta no aumento das vendas”, frisa o presidente da Associação Goiana de Supermercados (Agos), Gilberto Soares. A organização do evento pretende possibilitar que os varejistas e fornecedores se atualizem, adquiram conhecimentos e, ao mesmo tempo estabeleçam uma rede de comunicação para a troca de experiências. “É momento para convergir negócios, relacionamentos e conhecimento”, afirma.

Além de promover negócios diretamente com os fornecedores que expõem na feira, a SuperAgos oferecerá capacitação dos profissionais supermercadista e de panificação. Na programação constam palestras, cursos e oficinas técnicas. Haverá espaço para programação feminina, com sarau de poesias, músicas e palestras.

Segundo a Agos, 85% do consumo dos lares brasileiros passam pelos supermercados que estão atentos à evolução, ao crescimento, à tecnologia e ao perfil exigente do consumidor, que “hoje até os ajuda na gestão e nas operações com suas opiniões por meio dos recursos tecnológicos disponíveis na palma da mão”.

“Com a inflação em baixa, o segmento aposta na boa recuperação da economia no primeiro semestre do próximo ano, e nas reformas que vêm em efeito cascata positivar o segmento promovendo expansões”, prevê Gilberto Soares, ao comentar que os impactos trazidos pelos atacarejos chamam a atenção para a necessidade do profissionalismo da rede varejista.

O setor é um dos principais geradores de empregos. “Em Goiás, a rede supermercadista emprega 130 mil pessoas direta e indiretamente dentro dos diferentes portes de empresas, do micro aos grandes players”, aponta o superintendente da Agos, João Bosco Oliveira. Outro ponto de destaque da rede goiana é ganho de renda “que varia de 2% a 5% ao ano, dependendo do tamanho da loja”. De acordo com João Bosco, esta rentabilidade é pequena, “mas é possível se praticar considerando a economia que temos hoje”.

Em nível de Brasil, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o faturamento do setor de supermercados somou R$ 355,7 bilhões em 2018. O setor responde por 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País e gera 1,8 milhão de trabalhadores.


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A safra de grãos 2018/19 em Goiás alcançou 24,5 milhões de toneladas de grãos, 15,6% maior que os 21,2 milhões de toneladas na safra 2017/18. Com este desempenho, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado registrou o maior aumento da produção de grãos no Centro-Oeste e também o porcentual de crescimento maior que o do Brasil, que foi de 6,4% – passando de 227,7 milhões de toneladas (safra 2017/18) para 242,1 milhões de toneladas na atual safra.

No Estado, o destaque ficou com o milho 2ª safra, com crescimento de 48,3%, para 9,48 milhões de toneladas na safra 2018/19. Também se destacou a produção de girassol (crescimento de 55,4%, para 37,3 mil toneladas) e de sorgo (crescimento de 39,4%, para 990,4 mil toneladas).

Os dados também apontam crescimento da produção do algodão pluma no Estado, de 53,3 mil toneladas na safra 2017/18 para 68,5 mil toneladas na safra 2018/19. Já em relação ao caroço de algodão, a produção subiu de 82 mil para 105,3 mil toneladas, totalizando aumento de 28,4% na produção (área plantada teve acréscimo de 28,5% no Estado, passando de 33 mil hectares para 42,4 mil hectares).

Houve crescimento de 6,8% da área plantada no Estado, que passou para 5,6 milhões de hectares nesta safra. Goiás apresentou ainda ganho de 8,3% de produtividade por hectare, a maior da Região Centro-Oeste. “Apesar de algumas dificuldades, o setor mostra sua força, crescendo e proporcionando desenvolvimento para municípios goianos”, frisou o secretário estadual Antônio Carlos de Souza Lima Neto (Agricultura).


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A industrialização de Goiás foi responsável pela metade da guinada industrial do Centro-Oeste nos últimos 20 anos, diz o Ipea

A produção industrial do Centro-Oeste brasileiro apresentou taxa de crescimento superior à média nacional entre 1999 e 2016, segundo diagnóstico divulgado neste mês pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e Goiás apresentou a maior contribuição para o crescimento industrial no período. A pesquisa revela que a região teve crescimento industrial de 7% no intervalo de quase 20 anos apurado pelo Ipea, superando as regiões Norte (5,2%) e Nordeste (3,5%) no mesmo período.

O Centro-Oeste deu uma guinada econômica. Agregada às regiões menos desenvolvidas, Norte e Nordeste, antes da década de 1990, hoje o centro do País está associado às macrorregiões mais ricas do Brasil, o Sul e o Sudeste. Isso porque, em 20 anos, teve o maior crescimento industrial do País.
Enquanto, entre 1996 e 2016, a média nacional é de um crescimento de 2% do valor de transformação industrial (VTI) — indicador calculado pelo IBGE que define a diferença entre o valor bruto da produção industrial e o custo com as operações —, no Centro-Oeste o índice foi de 6,7%, acima do Norte, segundo colocado, com 4,4%, que ganhou o impulso da Zona Franca de Manaus no período.

O agronegócio continua a ser o setor predominante em Goiás, tendo impactos na indústria. Além disso, o Estado respondeu, na média das duas últimas décadas, por quase 50% da atividade produtiva industrial do Centro-Oeste. Na sequência aparecem Mato Grosso, com 27%, e Distrito Federal, com 4%.

Incentivos fiscais
De acordo com o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, Murilo Pires, responsável pela pesquisa, a guinada do Centro-Oeste se deu porque, nas primeiras políticas públicas de desenvolvimento regional, a região era vista como “um problema”, como o Norte e o Nordeste. “Hoje, o Centro-Oeste está mais próximo do Sul e do Sudeste, que são regiões desenvolvidas”, disse. A explicação para essa mudança, segundo o especialista, ocorre dos anos 1990 em diante, quando o processo de industrialização em São Paulo começa a se espraiar para o Sul e para o Norte do Estado, chegando à região Centro-Oeste.

“Porém, a dinâmica do desenvolvimento do Centro-Oeste começa antes, com a agricultura, que provocou um vetor de modernização, a revolução verde da produção de soja”, comentou. “Em 1980, entram grandes comercializadores e agroindústrias. A partir de então, os Estados começam a dar incentivos fiscais. Isso provoca o crescimento industrial e a diversificação”, assinalou.

Quando se chega aos anos 1990, os eixos de integração e desenvolvimento conectam a região ao mercado internacional. “O estímulo externo, de certa forma, regulou o desenvolvimento dos estados do Centro-Oeste, a partir do comércio exterior (exportação e importação) e o que ocorre com a produção industrial”, afirmou. Quando o estudo abre as unidades da Federação da região Centro-Oeste, Goiás, inicialmente, é o mais industrializado de todos, depois Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e, por fim, Distrito Federal.

“A presença do comércio exterior permitiu dobrar a taxa de crescimento industrial do Centro-Oeste no período observado quando comparado ao Nordeste. Isso coloca a região acima da média nacional em relação à taxa de crescimento anual na atividade industrial do país”, afirma o pesquisador Murilo Pires. A pesquisa aponta, ainda, que as importações da região Centro-Oeste passaram de 0,8% do total nacional nos anos 1990 para 5,5% em 2016.

Os indicadores mostram que dez segmentos específicos impulsionaram a produção industrial no Centro-Oeste. Os produtos alimentícios representaram 54% da atividade industrial, seguidos de derivados de biocombustíveis (10,2%), e produtos químicos (8,3%). Também foi observada tendência de crescimento na taxa de exportações de produtos derivados agrícolas da soja e do milho.


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De uma pequena fábrica de manteiga e queijo no interior de Goiás, com produção de 2 mil litros de leite por dia, para uma das maiores indústrias de derivados de laticínio do País, que processa diariamente 3,2 milhões de litros, comercializa 140 produtos, tem três fábricas e faturou no ano passado R$ 3 bilhões. É a história de pouco mais de três décadas da Laticínios Bela Vista, empresa goiana comandada pelos irmãos engenheiros Cesar Helou e Marcos Helou, que ainda muito jovens assumiram em 1985 o negócio, em dificuldades financeiras, iniciado pelo pai Saladi Helou em 1955.

O faturamento anual de R$ 3 bilhões coloca a empresa, dona das marcas Piracanjuba, Pirakids, Leitbon e Chocobon, entre as cinco maiores de alimento do Brasil. Atualmente, o grupo goiano tem cerca de 1,9 mil empregados nas suas três fábricas: Bela Vista (GO), Maravilha (SC) e Governador Valadares (MG). Uma quarta fábrica já foi adquirida na cidade de Doutor Maurício Cardoso (RS) e deve iniciar as operações até o fim deste ano. O negócio já faz parte dos planos de expansão da marca, que pretender voltar a investir na produção de queijo.

Um dos pontos importantes para o sucesso do grupo goiano é o investimento em tecnologia. “Nossa margem é de apenas 2% a 4%. Então, precisamos ter escala. Para isso, investimos em tecnologia. Temos equipamentos que processam 60 mil litros por hora, enquanto concorrentes usam máquinas que processam só 10 mil litros por hora”, afirma Cesar Helou.

A atual grave crise econômica reduziu o consumo de derivados de leite, mas a expectativa da Laticínios Bela Vista é pela retomada do mercado. “Acreditamos que o brasileiro vai voltar a comprar queijo. Isso aconteceu em outros países, quando o poder aquisitivo aumenta, o cidadão quer consumir mais proteína. Queijo é o primeiro da fila”, diz o empresário.

Em caso de sucesso na retomada da comercialização do queijo, fica mais próxima a meta da Piracanjuba se tornar ainda mais forte nacionalmente até 2020. Além disso, mesmo com mais de 30 anos no negócio, o desafio de crescer sempre ainda motiva o empresário.

“Nunca imaginamos que chegaríamos aonde chegamos. Mas é como aquele ditado: pagamos caro para não entrar na briga, mas depois que entramos estamos pagando caro para não sair”, diz Cesar, referindo-se ao plano de crescimento da empresa para os próximos anos. “Esperamos crescer. Para os próximos cinco anos, temos um planejamento, que não posso divulgar, mas é de crescimento”, conta.

Marcos e Cesar Helou, da Laticínios Bela Vista (Piracanjuba): parceria de 30 anos e faturamento anual de R$ 3 bilhões

Trajetória

A história da Laticínios Bela Vista tem início em 1955, quando dois irmãos de uma família e dois de outra decidiram construir uma fábrica de manteiga em Piracanjuba. Um deles era Saladi, pai de Cesar e Marcos. Seis anos depois, uma das irmãs decide comprar a pequena fábrica com o marido e filhos. Saladi decide então se mudar com a família para São Paulo, onde comprou uma casa após muito trabalho como contador prático.

Mas, no início da década de 70, com a morte da irmã, decide trocar a residência pela fábrica no interior goiano. Em 1974 a família volta para Piracanjuba para administrar a empresa, que cresce sob a administração de Saladi.

Os filhos Cesar e Marcos não demonstram interesse pelo negócio e vão estudar engenharia em São Paulo. Depois de formados, Cesar começa a trabalhar no mercado financeiro e Marcos monta empresa na área de construção.

Tudo começou a mudar em 1985, quando o pai deles começa a passar por dificuldades. Marcos já tinha seu próprio negócio e Cesar, como era empregado, decidiu ajudar na fábrica. Dois meses depois, Saladi morre de ataque cardíaco e os irmãos assumem o negócio da família. “Eu já gostava do negócio de leite. Meu irmão gostava mais da engenharia e disse que me ajudaria a colocar tudo em ordem. Costumamos brincar que até hoje ainda não conseguiu”, conta, de forma bem humorada, Cesar Helou.

Mudanças

Ao assumirem o negócio da família, que passava por dificuldades financeiras, uma das primeiras decisões foi promover forte enxugamento nos custos. A produção na época era de apenas 2 mil litros de leite por dia, com margens pequenas de lucro. Como os irmãos tinham grande facilidade com números e planilhas, se debruçaram nas contas da empresa. Logo viram que precisam promover mudanças e rápidas. Cesar demitiu o motorista da fábrica e assumiu a entrega por caminhão dos produtos aos clientes. “Queríamos enxugar a empresa e pagar as contas. Deu certo. Um ano depois já tínhamos duas fábricas”, frisa.

Em 1994 os irmãos tiveram de tomar uma nova decisão importante, que também consolidaria o crescimento da Piracanjuba. “Ganhamos uma boa quantia de dinheiro naquele ano e tínhamos três opções: investir na aquisição de fazenda, no mercado imobiliário ou investir em nossa empresa. Decidimos pela última e começamos a obra da fábrica em Bela Vista”, conta.

No primeiro momento a ideia não pareceu dar muito certo. Era a primeira vez que o grupo tinha uma fábrica que demandava refeitório, lavandeira e gastos com segurança. Além disso, a unidade tinha capacidade para processar 150 mil litros de leite por dia, mas só produzia 70 mil. Portanto, atuava com menos da metade da sua capacidade e com custos altos. “Começamos a entrar em decadência. Não havia mercado”, conta Cesar.

Na crise, porém, os irmãos descobrem uma nova oportunidade de negócio: produzir queijo e manteiga para redes de supermercado, como Carrefour e Pão de Açúcar, que tinham interesse de investir em marcas próprias e de qualidade para atrair mais clientela. A Piracanjuba conseguiu fechar rapidamente contratos para suprir a demanda de 15 grandes clientes, chegando a atingir quase a capacidade máxima de produção da fábrica e, claro, aumentar seu faturamento.

A segunda boa sacada dos irmãos empreendedores foi em 2001, quando começaram a produzir leite longa vida. Foi um novo fôlego financeiro para a empresa. “Isso nos deu um capital de giro enorme, pois era possível envasar o produto e vendê-lo no mesmo dia. O queijo, por outro lado, precisa de pelo menos 30 dias para maturar e ser entregue”, explica Cesar.

 

A partir de uma oferta de compra, o ano de 2007  foi decisivo para o crescimento da Laticínios Bela Vista. Como a economia nacional e mundial vivia momentos de forte crescimento, investidores (de olho no crescimento do grupo goiano e do mercado de derivados de leite) fizeram ofertas altas para comprar a empresa. Os irmãos recusaram todas e decidiram continuar no negócio. Não era ainda hora de aposentadoria. Aliás, até hoje ainda não fazem ideia de quando esta hora vai chegar.

Nesta época haviam também decidido não mais produzir marcas de terceiros para redes supermercadistas, mas investir no lançamento de suas próprias marcas. “Chegamos a ter 65% do faturamento com produtos de outras empresas, mas decidimos que era hora de mudar. Promovemos grande profissionalização na empresa, promovemos gerentes para cargos de diretor e a contratamos gerentes comerciais em São Paulo e no Nordeste para ampliar nosso mercado”, diz Cesar.


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O centro comercial da região da Rua 44, em Goiânia, vai ganhar mais um shopping destinado aos lojistas de moda que vendem seus produtos no atacado e se consolidar como o segundo maior polo atacadista de moda do País. Na próxima terça-feira (dia 3), um consórcio de investidores vai lançar o Mega Moda Park, com a inauguração do estande de vendas e uma forte campanha de mídia para divulgar o empreendimento.

O Grupo Mega Moda, formado pelo grupo Novo Mundo (50% das ações) e pelas famílias Hugo Goldfeld (25%) e Ian Goldfeld (25%), vai investir R$ 160 milhões na construção do novo shopping atacadista, que terá 800 lojas de 5 a 50 metros quadrados, quatro praças de alimentação, praça de eventos, mais de 1 mil vagas de estacionamento para carros e, como diferencial, oferecerá o primeiro subsolo de Goiânia com 80 vagas para ônibus.

O projeto prevê, ainda, torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios, elevador panorâmico, boulevard externo e uma passarela sobre a futura avenida Leste-Oeste. Outro diferencial do empreendimento é a sustentabilidade. O Mega Moda Park será o primeiro shopping de Goiás a ter um telhado verde e fotovoltaico. A ideia é aproveitar a área de 10.600 metros quadrados e fazer uma grande horta com alimentos orgânicos para os lojistas e colaboradores.

O Mega Moda Park será construído na famosa região da 44, no Centro de Goiânia, nas confluências de quatro importantes avenidas: Contorno, Independência, Marginal Botafogo e a futura Leste-Oeste, o que facilitará o acesso dos clientes ao shopping.

No subsolo, haverá uma usina de lixo pra fazer a compostagem dos alimentos da praça de alimentação, que servirão como adubos para a horta. As placas fotovoltaicas garantirão o fornecimento de energia elétrica, tornando o shopping autossustentável e ajudando a preservar o meio ambiente.

Confiança
Presidente do Mega Moda, Carlos Luciano Ribeiro diz ao EMPREENDER EM GOIÁS que o shopping Mega Moda Park será construído em três anos. A primeira etapa está prevista para ser inaugurada em novembro próximo, a segunda em 2019 e a terceira em 2020. Quando estiver todo em operação, estima que serão gerados 8 mil empregos.

Há um ano, a empresa trabalha no projeto do shopping e com pesquisas de mercado para garantir a viabilidade do empreendimento. “Chegou a hora do lançamento comercial para os investidores. O cenário econômico é favorável, com a economia confirmando, a cada dia, uma reação consistente. Esta é a oportunidade dos lojistas montarem ou expandirem seus negócios dentro de um polo que já atrai compradores do Brasil e do exterior”, afirma Carlos Luciano.

Para tornar o complexo ainda mais atraente, o Mega Moda Park oferecerá transfer do Aeroporto Santa Genoveva para o shopping – serviço que passou a ser oferecido em fevereiro último por outro empreendimento do grupo, o Mega Moda Shopping, que foi inaugurado há sete anos, também na Região da 44.

MEGA MODA
O Mega Moda, do Grupo Novo Mundo, é formado pelos dois maiores shoppings atacadistas do país: o Mega Moda Shopping, inaugurado em 2011, e o Mega Moda Park, que será inaugurado em novembro deste ano, ambos na região da 44, em Goiânia. O Mega Moda Hotel, o maior hotel de Goiânia, com 270 apartamentos, o Mini Moda – espaço especializado em moda infanto-juvenil e o Clube de Costura também fazem parte do complexo, que oferece transfer exclusivo para os compradores que chegam pelo aeroporto Santa Genoveva. O Mega Moda Shopping possui área construída de 34 mil m2, com mais de 1.300 lojas e um amplo estacionamento.


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Cotril Motors, há mais de dez anos na Avenida 85, se tornará uma revenda multimarcas

A rede de concessionárias de veículos está menor em Goiás. A Govesa Veículos, primeira revenda Volkswagen no Estado e também uma das pioneiras da montadora alemã no Brasil, e a Cotril Motors, que comercializava os produtos da marca Mitsubishi em Goiás, fecharam as portas, demitindo mais de 100 funcionários.

Por que? Não conseguiram suportar os efeitos da crise econômica, que atingiram em cheio o setor automotivo goiano com a queda das vendas em 2015 e 2016, que só melhoraram no ano passado, como antecipado (leia aqui) com exclusividade pelo EMPREENDER EM GOIÁS. Mas, tarde demais para os dois grupos que, de acordo com informações de analistas do setor, também enfrentaram problemas financeiros, de gestão e, nos últimos anos, falta de competitividade dos produtos das marcas que representavam.

Star Motors
A Mitsubishi Motors, representada pela HPE Automotores do Brasil (ex-MMC) e que tem fábrica em Catalão (GO), agiu rápido. Nomeou o Grupo Star Motors, novo concessionário das marcas Mitsubishi e Suzuki em Goiânia e Anápolis, além de Imperatriz e Balsas, no Maranhão. Nesta quarta-feira (dia 10), a Star Motors abre as portas com 40 carros da marca japonesa, na Avenida 85, onde funcionou por vários anos como concessionário Mercedes-Benz em Goiânia, cuja operação foi vendida em 2016 para o Grupo Tecar. Há mais de um ano, a Star Motors também adquiriu a Akar, revenda Kia Motors, e espera a carta de anuência para iniciar a venda de veículos da marca coreana, embora já dê assistência aos clientes na oficina.

A partir de 18 de janeiro, a Cotril Motors, que há 16 anos era concessionário Mitsubishi, completados em novembro do ano passado, vai se transformar em Cotril Multimarcas, na esquina da Avenida 85 com a Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu. A empresa, que foi referência em vendas dos produtos da montadora japonesa em 2011 na Região Centro-Oeste, também tinha uma estrutura pesada e a situação se complicou com a inauguração em dezembro de 2011 de um novo concessionário da marca no Estado, a Azuka, do grupo Belcar Veículos. O grupo goiano Cotril, fundado em 1965, continua com a Cotril Máquinas, representante da New Holland, e a Cotril Agropecuária.

Concessionária pioneira em Goiás, sede da Govesa próxima a rodoviária de Goiânia vai se tornar um centro comercial popular

Grupo Govesa
Após um casamento de mais de 60 anos, a Govesa Veículos deve assinar nos próximos dias um acordo de separação amigável com a Volkswagen do Brasil. A filial da T-63 já se transformou em loja multimarcas e a revenda da Avenida Independência, com seus 12 mil metros quadrados, dará lugar a um shopping popular, no qual serão investidos R$ 70 milhões, conforme informações publicadas em dezembro pelo jornal O Popular.

Além de enfrentar os efeitos da crise econômica, a Govesa adquiriu uma concessionária Volkswagen em Brasília, o que elevou o endividamento da empresa num momento de agravamento da recessão, provocando queda nas vendas e, consequente, redução da receita da empresa. Além do segmento de veículos, o Grupo Govesa continua operando o Consórcio Govesa, bem como a Govesa Construtora, Govesa Locadora de Equipamentos e a Govesa Mineradora.

A história do Grupo Govesa começa em 1942, quando Ignacy Goldfeld fundou a Emig – Eletrônica Mecânica Importadora de Goiás Ltda, uma loja de rádios e materiais elétricos. Com o crescimento da indústria automobilística nacional, mudou seu nome para Emeve – Eletro Mecânica de Veículos Ltda, se tornando em 1957 a primeira concessionária Volkswagen em Goiás e uma das primeiras a se instalar no Brasil. Anos depois, recebeu o nome definitivo de Govesa Goiânia Veículos S/A.


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Filipe Peixoto aposta na inovação do tradicional espetinho para se tornar franqueador

Publicitário por formação e empreendedor por desejo, o jovem Filipe Peixoto sonhava em abrir seu próprio negócio, mas que fosse inovador na área de alimentação. Há um ano e meio abriu o Jantinha Fast: um drive trhu para a venda de espetinhos de carne e de queijo, além de acompanhamentos, como arroz e vinagrete. “Sempre quis abrir meu próprio negócio e um amigo disse que jantinha dava dinheiro. Queria algo inovador”, afirma Peixoto ao EMPREENDER EM GOIÁS na sede da sua empresa (Avenida D, em Goiânia).

Da ideia do negócio à inauguração da empresa, em abril de 2016, foram apenas dois meses. Com o apoio dos pais, Peixoto teve ajuda também de uma amiga que mostrou o local escolhido para montar o Jantinha Fast, de aproximadamente 40 metros quadrados, onde antes funcionou um drive thru de pães. Enquanto o local passava por reforma, o empresário foi em busca da cozinheira, churrasqueiro e demais pessoas para a sua equipe. O primeiro profissional responsável pelo churrasco foi um tio, que “era o churrasqueiro da família”. Ficou por dois meses colaborando na construção do projeto.

O Jantinha Fast começou com o drive thru, a ideia inicial. Um mês após inaugurado, Peixoto expandiu o atendimento para o modelo delivery. Um ano depois abriu o deck, espaço para atender os clientes interessados em comer no local. O quantitativo da equipe se mantém desde o início: cinco, entre cozinheira, atendentes, caixa e churrasqueiro. O atendente do drive thru também anota os pedidos dos clientes no deck. Não há garçom e a entrega é terceirizada.

No primeiro mês de atividade do Jantinha Fast, o negócio teve faturamento de R$ 40 mil. Hoje vende R$ 65 mil por mês e a expectativa para 2018 é passar de R$ 1 milhão ao ano – o que representaria mais de R$ 80 mil/mês. No início vendia de 80 a 90 ‘jantinhas’ por dia. Hoje saem entre 120 a 150 unidades. Das vendas realizadas, 60% são via drive thru, 20% delivery e 20% feitas no deck. A média de espera entre o pedido e entrega é de 7 minutos, garante Peixoto.

Demanda
Natural de Jaraguá, Filipe Peixoto tem 26 anos de idade e mora sozinho em Goiânia há oito anos. Diz que sempre teve dificuldade para encontrar comida fresca, caseira e com comodidade, “sem ter de sair do carro”. Foi nisto que viu a oportunidade de montar um negócio diferente para atender, pelo menos inicialmente, o público que tem perfil semelhante ao seu. Com o Jantinha Fast, Peixoto diz ser concorrente indiretamente de todo restaurante que está aberto no mesmo horário (de segunda-feira a sábado, das 17h30 às 23h30) que o empreendimento dele. Mas para drive trhu, frisa, a concorrência são grandes redes de fast-food e pizzarias.

“É o único ainda de jantinha. Concorrência sempre tem, mas quem trabalha direitinho tem sempre clientes também”, afirma. “Acho interessante essa vontade de empreender quando a gente passa por situação de crise. Foi de onde eu tive uma ideia”, conta o publicitário, responsável por todo o marketing da sua própria empresa, como redes sociais e o processo criativo dos pratos. Além disso trabalha como operador, no caixa e atendimento. Faz “de tudo um pouco”, menos o preparo da comida.

“Acredito muito no meu negócio. Isso faz com que eu tenha sempre ânimo para estar aqui, para criar, para atender meu cliente. Porque meu plano não é só para esse ano ou ano que vem. É para vida toda. Para crescer, virar uma rede grande. Sou muito otimista. Meu pai me ajudou a por meus pés no chão, falar para ir com calma. O retorno tanto financeiro como pessoal me dá mais vontade de continuar”, diz.

META É TRANSFORMAR EM FRANQUIA

A ideia de transformar o Jatinha Fast em franquia já nasceu quase junto com o próprio estabelecimento. O empresário Felipe Peixoto teve contato com um escritório de consultoria e, dois meses depois da inauguração do negócio, começou essa modelagem de franquia, que foi lançada e está disponível para franqueados desde julho passado. O investimento total previsto para o franqueado é de R$ 150 mil, que inclui a taxa de franquia de R$ 15 mil, além de prever gastos com estrutura, capital de giro e primeira compra. O retorno é calculado para ocorrer entre 16 a 24 meses.

O formato prevê que a franqueadora oferecerá os espetos, para manter o padrão de qualidade da carne, e as embalagens. “O restante fica por conta do franqueado. Porque facilita a negociação e a compra dele. É um modelo de negócio fácil de operar. Porque é pequeno, cardápio enxuto”, informa Peixoto. A ideia, frisa o empresário, é expandir em Goiânia, Anápolis, Brasília. “Mesmo com o pessoal estando com medo desta crise toda, a procura está grande”, diz Peixoto. Sua expectativa é, até o fim deste ano, fechar o primeiro contrato.

Opções
O menu tem 14 tipos de espetos, entre opções de cortes de bovinos e aves, além de queijos. A ‘jantinha’ tradicional é composta por arroz, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Mandioca ao alho desidratado é uma opção de adicional. Há ainda a opção fitness (arroz integral ou mandioca e vinagrete) e a premium (carne angus e o entrecôte, corte que vem acompanhado de batata frita e molho de pequi, de alho ou de ervas). Os valores dos pratos completos variam entre R$ 18,90 a R$ 22,90, dependendo do tipo de espeto. Também há opção para comprar só os espetos, que custam entre R$ 9,50 a R$ 13,50.

Os espetos são feitos diariamente e de carne fresca. “Trabalhamos com açougues pequenos”, frisa o empresário. Os acompanhamentos são preparados todo dia em poucas porções e em panelas pequenas. “Aqui dentro não tem micro-ondas. É fogão mesmo. O espeto é na brasa, na churrasqueira”. Peixoto diz tomar esses cuidados para a comida estar sempre com “gosto caseiro e fresca”. O espeto vai embrulhado em papel alumínio e dentro de uma caixa de papelão para manter a temperatura. Os acompanhamentos vão numa embalagem de plástico, dividida em três compartimentos, e que pode ser levada ao congelador e ao micro-ondas.


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Quando Mariana Perdomo se formou em Gastronomia, em 2015, ela só queria ser independente e continuar vivendo em Goiânia. Deu o primeiro passo importante: fez 220 unidades de bolo de pote e levou para a feira do Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vendeu todos em poucas horas. Um ano depois, montou uma confeitaria no Setor Bueno. Agora, dois anos após abrir sua loja, ela se muda para uma confeitaria com 300 metros quadrados. Para a abertura, que vai acontecer nesta segunda-feira (19), e com o crescimento na produção, a empresária vai ampliar de 30 para 40 o quadro de funcionários.

O gosto pela gastronomia veio das raízes. A caçula Mariana nasceu em Iporá, onde seus pais têm espaço de festas e fazem eventos. Ela se mudou para Goiânia para estudar Gastronomia. “Meus pais pensavam que depois eu voltaria para trabalhar com eles. Mas nunca foi desejo do meu coração”, revela. E foi em Iporá que nasceram os primeiros potes de bolo, durante uma viagem de férias. “Os iporaenses foram os primeiros a acreditar em mim”, lembra.

Sucesso

Aos 19 anos, terminando a faculdade e com dificuldade para revelar seus planos aos pais, a jovem fez bolos e ovos de Páscoa para vender aos colegas e trabalhou em um restaurante para se sustentar. A boa aceitação dos produtos e a certeza de que queria permanecer na capital a levaram a se estabelecer na feira, utilizando o lucro que teve em Iporá para a primeira produção em maior escala.

No dia seguinte à estreia bem sucedida na feira, saiu do apartamento que dividia com parentes e alugou um para morar sozinha. Logo chegou a uma média de 600 potes vendidos ao dia. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Sou muito decidida. Quando quero, eu faço acontecer. Enfiei a cara e fui com uma certeza grande que daria certo”, justifica.

Mariana decidiu investir o que ganhou na feira com a produção dos bolos. “Deus foi abrindo portas”, diz. Produzindo em casa, sua vontade era ter uma cozinha confortável e vender todos os dias. Para isso alugou um pequeno ponto no Edifício Absolut, na Avenida T-4, “Eu fabricava em casa e na loja só tinha geladeira”, recorda. As redes sociais foram grandes aliadas na divulgação, assim como o “boca-a-boca”. Os pais, mesmo assustados, apoiaram a filha, alertando sobre os custos de ser empresária.

Com algumas reformas, Mariana inaugurou a confeitaria em setembro de 2016, onde passou a produzir e vender. Em pouco tempo, a loja se tornou um dos points mais atrativos de Goiânia. Foi preciso contratar funcionários e trazer uma das irmãs para trabalhar com ela. “Passei a ser o orgulho da família e meu sonho agora é trazer meus pais e minha outra irmã”, conta a confeiteira.

Aos 24 anos, Mariana Perdomo ampliou o cardápio da confeitaria e trabalha entre 10 e 12 horas diárias. “Hoje, já consigo parar nos fins de semana”, frisa. As datas comemorativas como Páscoa e Natal são as de maior movimento, com mais encomendas. “Tenho um consumidor fiel, desde os tempos da feira”, comemora.

Para Mariana, o sucesso vem não só de sua dedicação, mas da qualidade do que produz. “Só faz sentido estar onde estou se eu estiver feliz e se meu produto tiver qualidade. Fui contratando pessoas para me ajudar, mas sempre me mantive na produção”. Por isso, ela não pretende abrir franquias. Pretende ter novas lojas, mas todas próprias e apenas quando se sentir segura. “Quero ter qualidade de vida, ser feliz e ter controle da qualidade no meu produto”, afirma.

Superação

Apesar do rápido sucesso, a trajetória não foi tão doce o tempo todo. “Os desafios são diários. Se você faz contas demais, não abre empresa. Eu não entendia nada de fechamento de caixa, de RH. O primeiro ano foi muito difícil. Sofri, não sabia lidar com o financeiro nem com fornecedores. Fui roubada. Pensei em voltar a produzir no apartamento, mas fui aprendendo. Primeiro, entraram só pessoas erradas na minha vida, depois vieram as pessoas boas. Minha equipe é unida e faz parte do meu sucesso”, destaca.

A diversidade que já vinha sendo aplicada na produção, está ainda maior na nova loja. O cardápio inclui bolo gelado, cone trufado, palha italiana, bala de coco e tortas. Mas o bolo de pote ainda é a marca da jovem empreendedora Mariana Perdomo, que também conquistou espaço como fornecedora de doces para eventos, outra responsabilidade.

“Tento nunca ficar estagnada, mas sempre procurar coisas novas. Sobre o sucesso, faço de conta que ainda sou a Mariana da feira. Lógico, com mais experiência e muita gratidão a Deus. Minha essência é a mesma. Sinto até um calafrio quando vejo como cresci. A responsabilidade assusta, mas aprendi a lidar com ela. Deus me colocou nesse mundo para fazer doce. Essa é minha maior alegria, é minha vida”, afirma.


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José Garrote começou a empreender com 19 anos de idade em Itaberaí. Seu grupo hoje fatura mais de R$ 1 bilhão por ano

A indústria goiana São Salvador Alimentos (SSA), dona das marcas SuperFrango e Boua, abate 270 mil aves por dia para abastecer mercados de oito Estados brasileiros e do Distrito Federal, além de vender para 62 países. No ano passado, quando a economia brasileira retraiu 3,6%, o faturamento da SSA cresceu 21% e rompeu a barreira de R$ 1 bilhão. Para contar a história da empresa, o CEO do grupo, José Carlos Garrote de Souza recebeu a equipe do EMPREENDER EM GOIÁS na sede em Itaberaí (GO). De jeitão simples e cordial, pediu apenas mais 20 minutos de espera. É que naquele momento concluía parceria com representantes da terceira maior distribuidora de alimentos do Japão.

Com fábrica de rações, de recria, unidade de recria de aves matrizes, unidade de produção de ovos férteis, incubatório, armazéns graneleiros, sistema de integração de aves e um dos maiores e mais modernos abatedouros de aves do País, a empresa goiana emprega diretamente 3,6 mil trabalhadores e contrata outros 1,5 mil terceirizados. Em 2005, depois de participar de uma missão comercial chefiada pelo governador Marconi Perillo no mercado da Ásia, começou a fechar contratos de exportação. Em 2011, fez a primeira venda para a Europa e, há dois anos, entrou no maior mercado do mundo, na China. Hoje o grupo goiano exporta três mil toneladas por mês, que representa 22% do seu faturamento.

Com a expansão no mercado internacional, também aumentaram as exigências sobre a qualidade dos produtos e a vigilância sanitária sobre a empresa, que investe alto. Só no ano passado foram R$ 30 milhões em sistemas de tratamento e disposição de resíduos, serviços externos de gestão ambiental e em certificação externa dos sistemas de gestão. A SSA também construiu sua própria estação de tratamento de efluentes (ETE), onde a água captada para abastecer sua produção é depois tratada e devolvida mais pura ao Rio das Pedras, de Itaberaí.

Seu complexo industrial impressiona, não apenas pelo tamanho, mas também pela organização, limpeza e automação. O grupo investe apenas na área de tecnologia mais de R$ 500 mil por mês. A SSA continua a investir na expansão e, mais recentemente, na diversificação de seus produtos. Em 2014 lançou uma nova marca, a Boua, que produz e comercializa itens como vegetais congelados, defumados, batatas palitos e embutidos. Para os próximos dois anos prevê investir mais de R$ 200 milhões em novas unidades fabris e produtos, sem revelar detalhes.

Início da sociedade
A história de São Salvador Alimentos começa na década de 80. O produtor rural Carlos Vieira da Cunha tinha granja na região de Itaberaí com capacidade para 40 mil aves, uma das maiores no Estado. Era sogro de José Garrote que, com pouco apenas 21 anos, administrava as duas farmácias do seu pai na cidade e tinha aberto um novo negócio, de produção de sementes de arroz para vender em Goiânia. Mas, por causa de grave problema de saúde na família, Carlos Vieira teve de ausentar da administração da granja em 1981. Recorreu ao genro. “Além de assumir a responsabilidade, vendi todos meus negócios para investir na granja”, afirma Garrote.

O aporte de recursos permitiu o crescimento do empreendimento, agora uma sociedade entre sogro e genro. Durante os primeiros oito anos, Garrote teve de buscar pintinhos em Uberlândia. Isto cinco viagens por semana, com ajuda de um funcionário, numa Kombi. Neste período o jovem empresário conheceu Alfredo Rezende, da Granja Rezende, que foi praticamente seu mentor no segmento de avicultura.

Carlos Vieira e José Garrote decidiram dar novo salto em 1986: construir um abatedouro. A ideia era comprar equipamento para o abate de quatro mil aves por dia. Compraram um com capacidade seis vezes maior. “Disse para meu sogro que a empreitada ia ficar pesada demais. Ele retrucou que nunca tinha voltado de mãos vazias de um negócio”, frisa Garrote.

Foram cinco anos até inaugurarem o Abatedouro São Salvador, em 1991, com 73 funcionários. O investimento na época foi de US$ 2 milhões. “Vendi mais uma vez todo o meu patrimônio, inclusive a casa que morava, e peguei muito dinheiro emprestado. Meu sogro vendeu a metade do patrimônio dele. Apesar do elevado risco, sempre acreditamos no negócio”, afirma Garrote.

No início nada saiu como planejado. Para começar, por conta dos altos custos para construir e equipar o abatedouro, a empresa ficou sem capital de giro. Para piorar, surgiram vários problemas na linha de produção. “O primeiro frango saiu todo esgarçado porque as máquinas não estavam ajustadas”, lembra o empresário. Isto tudo exigiu adequações nas máquinas, redução de custos com a troca de fornecedores, aumento da produtividade e mudança na política comercial da empresa, passando a vender diretamente para os frigoríficos.

Quitadas as dívidas, realizados os ajustes na produção e remodelada a política comercial, a indústria goiana passou a crescer rápido na década de 90. Com o apoio de incentivos fiscais e financiamentos do FCO, ganhou fôlego financeiro para investir na expansão e estar hoje entre as maiores indústrias de aves do País, concorrendo com gigantes como Perdigão e Sadia. “Até parece que foi fácil, mas foram 30 anos de muito trabalho, sacrifícios pessoais e correndo riscos. Cheguei a vender tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, enfatiza Garrote.

“Vendi tudo o que tinha três vezes na minha vida para investir no negócio. Nunca me arrependi”, afirma José Garrote


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Claudionor e Shirley posam orgulhosos diante de foto que mostra as empresas do grupo

Quase todas as histórias de empreendedores de sucesso têm um momento em que decidem correr riscos para a realização de um sonho ou projeto. No caso de Claudionor Rodrigues e Shirley Leal, sócios do Grupo Belcar, beirou a irresponsabilidade. Resolveram vender todo o patrimônio que juntaram em quase 20 anos como empregados para comprarem metade de um negócio à beira da falência. Mais: sem terem o menor conhecimento do que iriam encontrar na empresa.

“Era uma vontade muito grande de ganhar dinheiro. Éramos até certo ponto irresponsáveis. Na faixa dos 30 e 40 anos de idade, você tem maior disposição ao risco. Hoje, tenho mais ponderação, não sei se teria essa mesma coragem”, afirma Claudionor, sobre a decisão de comprar a metade da Belcar sem nunca ter entrado na loja.

Era abril de 1993. Naquela época, a Belcar vendia apenas 15 veículos novos por mês, quase 10% das vendas registradas pela Govesa, onde Claudionor e Shirley trabalharam por muito anos antes de decidirem ter sua própria concessionária.

Mais de vinte anos depois, a Belcar é uma das principais concessionárias da Volkswagen no Brasil e teve no ano passado faturamento bruto de R$ 277 milhões. A empresa tem hoje 430 funcionários em concessionárias da Volkswagen e Mitsubishi, bem como em revendas da Yamaha.

Isto num segmento que sofreu queda média de 40% nas vendas nos últimos três anos, por conta da grave crise econômica no País.

Casamento perfeito
De origem humilde, característica que mantém até hoje, Shirley e Claudionor contam ao EMPREENDER EM GOIÁS como a experiência, talento e força de vontade ajudaram a ter sucesso no empreendimento. Ele sempre foi da área de vendas e comercial, enquanto o forte dela era finanças e cadastro. Ambos formam um casal (não são marido e mulher, convém frisar) quase imbatível no segmento de veículos em Goiás.

“Sempre fui muito ambiciosa. Meu pai foi tratorista, passava muito tempo longe de casa e minha mãe sofria muito. Eu sempre quis vencer na vida para não passar as dificuldades da minha mãe”, afirma Shirley, que trabalhou pela primeira vez aos 13 anos, quando um amigo da família a empregou numa papelaria no Bairro Feliz. “Ele era japonês e me ensinou tudo, desde a importância da disciplina até a abrir a loja e fechar um balancete”, conta.

Baiano de Guanambi, Claudionor mudou para Goiânia aos 17 anos de idade e conseguiu o primeiro emprego num banco e, depois, para fazer o cadastro de clientes de uma revenda (garagem) de veículos seminovos.

O destino levou Claudionor e Shirley a trabalharem na concessionária Govesa (Volkswagen), em Goiânia. Ele como vendedor, ela como telefonista e depois no crédito. Logo ganharam confiança dos donos da empresa e assumiram postos de gerentes e diretores das áreas comercial e financeira, respectivamente.

Em decorrência de mudanças na direção da Govesa, Claudionor e Shirley deixaram a empresa, na qual trabalharam por duas décadas. Cada um tinha planos diferentes para o futuro. Mas uma oportunidade surgiu: comprar a metade da Belcar que, mesmo quase falida, cobrava um preço alto para a dupla.

Chamados de loucos por parentes e familiares, os dois venderam tudo que tinham e juntaram o dinheiro para adquirirem 50% do negócio. A outra metade permaneceu nas mãos da família Bernardino.

“Tínhamos na época a opção de sermos donos de 100% de uma concessionária Fiat, mas o Claudionor sempre foi apaixonado pela Volkswagen e, por isso, decidimos fechar o negócio”, afirma Shirley. Apesar da “irresponsabilidade” de terem arriscado tudo, os empresários creditam o sucesso à experiência adquirida ao longo da trajetória como empregados.

Dupla de empresários trabalha com veículos da Volkswagen desde 1973

Superação
O início foi complicado. Os processos na Belcar eram tão arcaicos que uma das primeiras vendas nas mãos dos novos sócios demorou um dia para ser concretizada. Além disso, o Brasil vivia grave crise econômica que antecedeu o Plano Real, além da concorrência com as outras concessionárias, claro. Shirley e Claudionor viram que era preciso virar a Belcar de cabeça para baixo e exigiram que todas as decisões seriam dos dois, mostrando a confiança na experiência.

Claudionor vendia sozinho 50 carros por mês quando trabalhava na antiga concessionária. Não via porque não conseguiria vender este mesmo volume na empresa que acabara de ser sócio. Lançou um plano para concorrer com os consórcios, batizado de Plano Belcar. “O crescimento nas vendas foi imediato. No primeiro mês, dobramos o volume mensal de 15 para 30 carros”, conta Claudionor.

A estratégia agressiva de vendas e a nova gestão financeira da empresa implantadas pelos empresários deram tão certo que, em 1996, a nova Belcar inaugurava sua sede própria no Alto da Glória. Aliás, uma das exigências da Volkswagen para os novos sócios da concessionária.

O Grupo Belcar, nas mãos de Claudionor e Shirley, não parou mais de crescer e se expandir em Goiânia. Entrou na área de motocicletas ao abrir duas revendas autorizadas da Yamaha e, em 2011, inaugurou a Asuka, concessionária de veículos Mitsubishi. No mesmo ano, a nova concessionária já conquistava prêmio da montadora japonesa.


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Conforme antecipado (confira aqui) pelo EMPREENDER EM GOIÁS, a Incorporadora Emoções, que tem entre seus sócios o rei Roberto Carlos, confirmou para o próximo dia 7 de março a apresentação do primeiro empreendimento de alto luxo da empresa em Goiânia, que será construído em parceria com a GMP Incorporação e GPL Incorporadora.

Caberão aos sócios Ubirajara Guimarães (Bira) e Jaime Sirena (Dody Siena, o outro sócio, não virá) a apresentação do empreendimento residencial que será construído no Parque Flamboyant, no Jardim Goiás, e terá o nome de uma das canções de Roberto, assim como são os de outros empreendimentos lançados pela empresa. O edifício será de alto padrão e contará com os mais modernos conceitos de arquitetura, tecnologia e sustentabilidade.

Em 2018, a Incorporadora Emoções também vai lançar mais dois prédios residenciais na cidade de São Paulo e um condomínio de casas em Indaiatuba (98 km da capital). Desde 2011, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE).

Roberto Carlos tem um gosto especial pela arquitetura e, por isso, em 2011, decidiu entrar no mercado imobiliário criando a Incorporadora Emoções. O primeiro empreendimento da empresa foi lançado em 2011, na cidade de São Paulo, e recebeu o nome de Horizonte JK, uma junção do nome de uma das músicas de Roberto e o endereço em que o prédio é localizado, na Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi (zona oeste). O edifício foi entregue em 2014 e é uma mistura de comercial com residencial. São 80 unidades de escritório e quase 270 apartamentos.

Também foram entregues os prédios comerciais Horizonte Jardins, em Aracaju (Sergipe) e, em São Paulo, o Horizonte Vital Brasil, no Butantã (zona oeste), e o Coletânea Office Square, no Carrão (zona leste). Nesse último, não foi possível fazer a alteração do nome.

Palpite
Roberto Carlos dá palpites nos projetos e quando há uma brecha em sua agenda, ele faz visitas aos empreendimentos. Os edifícios tendem a seguir o gosto do cantor. “Os prédios puxam para o tom azul e remetem à personalidade de Roberto, mas não expõem a figura dele com fotos. É muito sutil. Ele tem participação ativa, gosta de ver os projetos e opinar”, afirma Jaime Sirena ao portal UOL.

Segundo ele, na mesma entrevista, a reputação de Roberto Carlos ajuda nos negócios. “É evidente que é difícil fazer a separação. O artista ajuda. Ele tem mais de 50 anos de carreira e nada que tire a credibilidade e segurança para quem quer adquirir um empreendimento. Aquele que vai fazer um investimento no início da obra tem que acreditar que o prédio vai ficar pronto. Dá credibilidade por ser dele”.


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Raridade: Itamar e Jerônimo são amigos e sócios desde a juventude

Poucos restaurantes goianos conseguem passar dos 50 anos no mesmo local, mantendo a tradição, oferecendo praticamente o mesmo cardápio e conservando e, ainda por cima, atraindo novos clientes. É o caso da Pizzaria Cento e Dez, a mais famosa e antiga pizzaria de Goiás, que completa 52 anos de atividade em 10 de março, dos quais 47 anos sob a direção dos mesmos donos, Jerônimo Antônio de Carvalho e Itamar Roberto, amigos e sócios desde a juventude. Aliás, outro fato muito raro no mundo dos negócios.

Desde que foi aberta em 1966, pelas mãos dos sócios Bose e Bonelli e depois repassada a um empresário português, a Cento e Dez está localizada em pleno coração de Goiânia, na Rua 3, entre a Avenida Tocantins e a Rua 9, e faz parte da história do Centro da capital. É possível atestar a tradicionalidade do restaurante através do documento do registro da empresa, em 28 de fevereiro de 1966, que está num quadro estampado na parede do restaurante.

O ex-governador Otávio Lage tinha a sua mesa cativa na pizzaria. Já passaram por lá também outros ex-governadores e hoje é frequentada, ainda, por políticos, empresários, artistas, inclusive de outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que visitam Goiânia. No local, as únicas adaptações realizadas foram as modernizações do banheiro e da cozinha, bem como a instalação de um elevador que leva ao segundo piso, para servir as pessoas que têm dificuldades em usar escadas.

Sociedade
Jerônimo e Itamar contam ao EMPREENDER EM GOIÁS que desde a juventude são amigos e sócios. Antes da Cento e Dez, eles comandavam a Panificadora Seleta, localizada na Avenida Goiás, quando o Setor Central era o auge do comércio e do lazer dos seus moradores. O segredo dessa união ter rendido e ainda estar durando negócios de sucesso e amizade está no respeito que um tem pelo outro. “Sempre colocamos os problemas na mesa e buscamos juntos as soluções”, diz Jerônimo.

No negócio, os dois sócios sempre se posicionaram em defesa da qualidade das matérias-primas para garantir a oferta de produtos de qualidade e a satisfação dos clientes. Outro ponto importante, em qualquer negócio, lembram, é o bom atendimento aos clientes. “O atendimento diferenciado faz a diferença”, afirma Itamar.

A Pizzeria Cento e Dez tem em seu cardápio 60 variedades de pizzas, além de saladas e massas, preparadas artesanalmente. O tipo de pizza mais pedido sempre foi e continua sendo a Moda da Casa. O dito popular que domingo é dia de pizza se confirma na Cento e Dez. Realmente, domingo é o dia que mais se vende pizzas, sendo que 40% são entregues pelo serviço delivery.

O nome Cento e Dez foi criado, em 1966, associando o nome da pizzaria ao número do imóvel que se localiza – 110. Contudo, alguns anos depois, a Prefeitura de Goiânia renumerou os imóveis e o prédio passou a ter o número 1.000. Mas o nome da pizzaria permanece o mesmo. Até as mesas e cadeiras da pizzaria são as mesmas, embora, passem por reformas constantes. Muitos dos 22 funcionários trabalham na casa há mais de 30 anos.

Os donos da Cento e Dez não tem planos de expansão do restaurante. Porém, alguns dos filhos abriram negócios dentro do ramo, mantendo a tradição dos pais.


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Já passamos pelo pior?

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Em meados do ano passado, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o País se viu em uma onda de otimismo. Índices de confiança, tanto dos consumidores quanto empresariais, apontavam para cima, após um ano de queda contínua. O que apontava para cima, contudo, eram as expectativas futuras, ou seja, os agentes acreditavam que o futuro seria melhor com o novo governo. Havia otimismo, nada mais do que isso.

Na medida em que houve acomodação no processo político e os indicadores da economia real continuavam a piorar, esses mesmos índices cederam e o otimismo perdeu força diante de uma realidade cada vez mais difícil: a economia continuava perdendo força, não só a indústria mas também o setor de serviços mostrava os efeitos da crise econômica e o desemprego – face mais dura da recessão – batia recordes e se aprofundava nos domicílios, não só alijando jovens do mercado de trabalho, mas também tirando postos de trabalho de chefes de família.

Sem contar a inflação, que até o ano passado ameaçava a meta e exigiu um forte aperto monetário para garantir sua convergência.

Assim acabou 2016 e começou 2017. A percepção de que a crise era mais complexa e estrutural e que reformas duras eram imprescindíveis forçaram o ajuste das expectativas e definiram um compasso de espera na economia brasileira. Mas a teoria econômica é mais robusta do que aqueles que buscam atalhos conseguem entender. O novo governo partiu para reformas, trocou o discurso populista pelo realismo econômico e passou a agir movido pela necessidade de restabelecer a confiança, com foco nas reformas e no ajuste de rota da economia brasileira.

A transformação começou pelo ajuste fiscal, dando transparência aos números e definindo um caminho de resgate da responsabilidade fiscal. Na sequencia vieram a proposta de emenda constitucional de limitação dos gastos e a negociação com os Estados. Pelo lado do crédito, o reposicionamento do BNDES – com o fim da política dos campeões nacionais. Na economia real, o restabelecimento da saúde financeira da Petrobrás e da Eletrobrás, esta última baseada em um importante programa de privatizações no setor elétrico que marca o abandono dos equívocos do passado. Pelo lado da política monetária, resgata-se a credibilidade ao controlar o lado fiscal e devolver ao Banco Central a atuação autônoma e independente.

Resgata-se o Brasil por todos os lados.

Tudo isso não foi em vão, felizmente. Hoje começamos a acumular resultados positivos, tênues, porém concretos. A inflação cedeu, permitindo que um ciclo de distensão monetária se inicie; o problema fiscal está mapeado, exigindo perseverança, mas saímos da rota de colapso; a economia dá sinais de recuperação e o mercado de trabalho, esse sim o mais importante dos termômetros, nos deu uma boa notícia em abril com um saldo líquido de mais de 60 mil vagas formais criadas.

Sinais que o pior já passou.

Sinal que política econômica, fiscal e monetária quando feita corretamente não é custo, é solução e garantia de confiança, crescimento e prosperidade.


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