Analistas afirmam que o Brasil é a bola da vez

Analistas afirmam que o Brasil é a bola da vez

5 de agosto de 2022

Henrique Bredda (Alaska), Rafael Bevilacqua (Levante); Thomas Giuberti (Golden) e Danniela Eiger (XP) analisam cenário econômico

O Brasil é a bola da vez para 2022, 2023 e para os próximos anos, independente dos rumos das eleições em outubro. A afirmação é de analistas financeiros, ligados à grandes empresas de investimentos, que participaram da Expert XP, em São Paulo. O EMPREENDER EM GOIÁS foi o único veículo de comunicação de Goiás convidado a participar, durante dois dias, de debates com empresários, políticos e analistas de mercado do Brasil e do mundo discutiram, entre outros assuntos, os rumos da economia brasileira e global.

No painel O Brasil é a bola da vez em 2023 os representantes das empresas Alaska, Henrique Bredda; da Levante, Rafael Bevilacqua; da Golden, Thomas Giuberti e da XP, Danniela Eiger, foram unanimes em destacar que, na contramão do cenário macroeconômico mundial, o Brasil vai bem. Apresenta superávit fiscal, geração de empregos, balança comercial em alta, sobretudo por causa dos preços das commodities, e tendência de queda de inflação.

Diante deste cenário, os analistas não têm dúvidas de que os investidores internacionais voltarão ainda mais seus olhos para o Brasil e as empresas deverão retomar seus investimentos produtivos. Contudo, alertam que se faz necessário diversificar os investimentos em diversas carteiras e um bom planejamento do negócio.

Cultura financeira

O brasileiro não sabe lidar com suas finanças, não tem cultura do planejamento, tem medo de investir a longo prazo e é o 4º pior país do mundo na questão de educação financeira. É a conclusão de estudos de instituições financeiras, como a XP Investimentos. De acordo com o head de Educação Financeira da XP Inc., Thiago Godoy, menos de um terço da nossa população tem o mínimo de conhecimento da cultura financeira.

É por isto, segundo ele, que 77% das famílias brasileiras estão endividadas. Thiago lembra que, desde o ano 2000, as pessoas tiveram mais acesso ao crédito, sem saber administrar o dinheiro, o que levou a inadimplência. Ele cita que se o crédito for bem investido, como a produção de bens, ele pode ser rentável. Caso contrário, se for para o pagamento de despesas domésticas ou outras da natureza, gera o alto endividamento, como tem ocorrido. E o problema tem causado muitos divórcios entre os casais, queda de produtividade no trabalho e doenças mentais.

Diante desse cenário, os brasileiros, na opinião de Godoy, precisam ter o mínimo de conhecimento para lidar com suas finanças. Além das escolas, muitas instituições financeiras, ONGs e até canais na internet estão orientando as pessoas a lidarem com suas finanças. Mas o primeiro passo, orienta Thiago Godoy, é saber administrar suas dívidas, liquidar aquelas mais caras, que cobram juros exorbitantes, e principalmente, não ter medo de buscar o credor para renegociar a dívida, além de começar a fazer reserva financeira, mesmo que seja o mínimo de dinheiro.

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