Fieg defende a permanência da Enel em Goiás

Fieg defende a permanência da Enel em Goiás

2 de agosto de 2022

Sandro Mabel: “Qualquer possível troca de empresa não pode ser feita de maneira irresponsável e eleitoreira”

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, voltou a defender a permanência da Enel em Goiás. Ele falou para empresários nesta segunda-feira (1/8), em Anápolis. A multinacional, alvo de críticas de consumidores e do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) desde que comprou a Celg D, busca vender a sua operação no Estado.

“Nossa avaliação é de que a empresa tem cumprido com responsabilidade suas obrigações e de que qualquer possível troca de empresa não pode ser feita de maneira irresponsável e eleitoreira, pois as indústrias e a atratividade industrial do Estado dependem da boa prestação de serviço de fornecimento de energia e, sobretudo, de uma gestão estratégica e responsável por parte do governo de Goiás”, disse Mabel.

O presidente da Fieg afirmou que desde a instalação da Enel no Estado, a entidade tem acompanhado o trabalho da distribuidora de energia em projetos de expansão da rede elétrica e para atender a demanda reprimida por energia.

Mabel afirmou que hoje é possível uma indústria se instalar no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), graças aos investimentos realizados pela Enel. Citou relatórios fornecidos pela empresa, que apontam investimentos de R$ 3,6 bilhões nos últimos dois anos em Goiás, além da redução de 91% da demanda reprimida por energia elétrica no Estado entre 2017 e 2021.

A multinacional tem encontrado dificuldade para encontrar um comprador para sua distribuidora em Goiás, uma vez que as principais empresas do setor elétrico avaliam que o valor de R$ 10 bilhões pedido pela Enel é elevado no contexto atual do mercado brasileiro. Apesar disto, a expectativa no governo Caiado é que a venda seja concretizada neste segundo semestre.

Privatizar o DAIA

O presidente da Fieg defendeu também na reunião com empresários de Anápolis a privatização do principal polo industrial da cidade. “Nós defendemos que o DAIA seja entregue à classe empresarial. É preciso privatizar a gestão do DAIA, para que possamos levar infraestrutura como fornecimento de água, asfalto. O governo não conseguiu fazer as coisas funcionarem, porque não têm capacidade de gestão. Então, entregue o DAIA para os empresários, que nós vamos resolver essa situação”, disse.

O governador Ronaldo Caiado anunciou no final de junho duas obras para o DAIA e região: o canal de drenagem do Aeroporto de Cargas de Anápolis e a conclusão da duplicação do anel viário do distrito industrial, no trecho que liga a rodovia GO-330 a BR-060. Vão custar mais de R$ 47,83 milhões, sendo R$ 36 milhões na duplicação e R$ 11,83 milhões no aeroporto.

Saiba mais: EDP revela o motivo para desistir da Enel Goiás

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