ESG não é escolha, é oportunidade

ESG não é escolha, é oportunidade

25 de maio de 2022

Por Pedro Bouhid

 A sigla ESG, do inglês Environmental, Social and Governance, já está presente nas empresas há alguns anos e muitas já incorporam o conceito no dia a dia do trabalho. Mas o que é ESG? A concepção está relacionada às práticas empresariais e de investimento que levam em consideração questões ambientais, sociais e de governança. Dessa forma, investidores e consumidores estão priorizando empresas que valorizam não só lucros, mas que entendem a importância da responsabilidade social e contribuem com o futuro do planeta e da humanidade.

Ainda existe muito desconhecimento, por parte das empresas, da importância de investir em responsabilidade socioambiental. Isso acontece devido à falta de informação sobre as possibilidades de se gerar um impacto positivo e ter rentabilidade. É importante incentivar que o time de cada empresa aumente o conhecimento sobre esse tema. Quando falamos em time, estamos incluindo todos os colaboradores. São eles que vão fazer acontecer as ações de responsabilidade socioambiental. Não adianta vir de cima, ser uma política imposta. É importante fazer todos entenderem porque a organização está caminhando nesse sentido e, então, transmitir com clareza para a sociedade a política da empresa nesse aspecto.

De maneira geral, o ESG mede a preocupação de uma organização, independentemente do seu tamanho, em minimizar os impactos no meio ambiente, contribuir para a sociedade e aplicar as melhores práticas de gestão empresarial. Na esfera ambiental, os esforços são direcionados na atenção com compromissos climáticos, emissão de gases poluentes, aquecimento global, eficiência energética, produção e reciclagem de lixo, descarte correto de resíduos e preservação do meio ambiente.

Socialmente, o respeito aos direitos dos colaboradores e clientes, a adoção de normas de segurança do trabalho, contribuição com a comunidade, políticas de inclusão social, equidade de gênero e respeito aos direitos humanos fazem parte da concretização do papel social da empresa.

E, por fim, a adoção de boas práticas de governança corporativa, a forma como a instituição gere suas questões internas, a transparência na prestação de contas, ações de combate à corrupção, políticas de compliance e ética completam os três pilares que tendem a guiar as gestões.

Por exemplo, se a empresa decidiu investir em uma usina fotovoltaica, que é a energia elétrica produzida a partir de radiação solar, é de suma importância mostrar como isso vai gerar impacto no mundo. São ações assim que incentivam as pessoas a desejarem fazer negócios com essas organizações. Afinal, agora é comum que antes de fechar um negócio, as pessoas pesquisem sobre o impacto positivo que aquela organização tem causado na sociedade. Para quem ainda não começou, a oportunidade é agora. Para quem está no caminho, divulgue, compartilhe.

Por Pedro Bouhid
Diretor executivo da Yellot

Diretor executivo da Yellot

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