Economistas criticam nova alta dos juros no Brasil

Economistas criticam nova alta dos juros no Brasil

5 de maio de 2022

O novo aumento dos juros básicos pelo Copom do Banco Central, realizado ontem (4/5), é a continuação de uma dosagem muito elevada para a economia brasileira. A avaliação é do economista e doutor pela Universidade Federal de Goiás (UFG) Paulo Borges Campos Jr.

“A inflação brasileira não é hoje um fenômeno de demanda. Ela é um fenômeno de oferta, no qual os preços das principais commodities estão em alta, pressionando os preços internos. Se o Banco Central a entende como de demanda, o remédio está errado”, frisou.

Segundo ele, considerando uma inflação de oferta, a alta dos juros pode estimular a entrada de dólares, valorizando o real e tornando as importações mais atrativas, com reflexos positivos nos preços ao consumidor.

Fatores externos

Dentre outras razões macroeconômicas para a elevação de juros, Paulo Borges Jr. destaca os efeitos nos mercados da guerra entre Ucrânia e Rússia e a recente alta de 0,5% dos juros nos Estados Unidos, promovida pelo Federal Reserve (Fed). Algo que não acontecia desde 2000, em resposta ao processo inflacionário na economia norte-americana.

Lembra também que a conjuntura econômica mundial tem convivido com a presença de inflações fora dos padrões civilizados.

É a mesma opinião do economista da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Marcelo Ladvocat: “Somos contrários ao aumento da taxa de juros que prejudica sobremaneira o setor produtivo e por conseguinte a geração de empregos”.

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