CNI reduz projeção do PIB e prevê recuo da indústria

CNI reduz projeção do PIB e prevê recuo da indústria

13 de abril de 2022

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo as projeções sobre o crescimento do Brasil e da indústria. O Informe Conjuntural do primeiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira (13),  avalia que o Produto Interno Bruto (PIB) do país vai aumentar 0,9%, uma queda em relação à previsão anterior de 1,2%, e a indústria deve recuar 0,2% neste ano.

Se esse cenário se confirmar, será a sétima vez, em dez anos, que a indústria nacional encolhe. A previsão feita em dezembro de 2021 era de que a indústria cresceria 0,5%. Entre os motivos para as revisões estão as dificuldades enfrentadas pelas linhas de produção globalizadas em decorrência do prolongamento da guerra na Ucrânia, que tem pressionado para cima o preço dos fretes internacionais, devido à alta do petróleo.

Outro fator é a variante Ômicron da covid-19, que continua a afetar a produção na China, país que segue com política de tolerância zero contra o vírus, promovendo quarentenas de cidades inteiras. “Tanto as sanções comerciais e financeiras impostas por vários países ocidentais sobre a Rússia, quanto a nova variante da covid-19, contribuíram para a persistência dos desarranjos nas cadeias produtivas”, disse a CNI.

Outros fatores destacados pela entidade para a redução da estimativa do PIB são também a queda da renda real, encolhida pela inflação interna alta, e os consequentes juros altos, que desestimulam a aquisição de bens duráveis como automóveis e eletrodomésticos. “Temos um desafio, cada vez mais difícil, de enfrentar inflação alta com baixo crescimento”, ressaltou o gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles.

Entre os tipos industriais mais afetados está o da indústria de transformação, que produz bens finais ao consumidor, cujo PIB deve fechar este ano com uma redução de 2%, ante um crescimento de 3,4% no ano passado. Tanto a dificuldade na obtenção de insumos e matérias-primas como a redução no consumo são os principais problemas, aponta a CNI.

Uma das poucas beneficiadas pelo contexto internacional deve ser a indústria extrativa, que devido ao aumento nos preços de produtos como petróleo e minério de ferro deve fechar o ano com crescimento de 2%, ainda que menor do que os 3% registrados no ano. 

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