Crescem as vendas de motos elétricas em Goiânia

Crescem as vendas de motos elétricas em Goiânia

17 de março de 2022

Por economia: advogado comprou a sua moto elétrica e aposentou o veículo

Para quem anda pelas ruas de Goiânia, se deparar com motos elétricas circulando pela cidade tornou-se algo corriqueiro. A opção pelas scooters, como são chamadas as motos, vem crescendo nos últimos anos e pode ser uma reação aos aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis. Na empresa Bella Vita Motos as vendas cresceram 25% no ano passado e a demanda neste ano continua aquecida.

O proprietário da concessionária, Alexander Maia, afirma que o baixo custo para se manter uma scooter é o principal fator para as vendas das motos, que mais do que dobraram em sua loja desde o início da pandemia.

“Para quem depende de ônibus hoje em Goiânia, substituir o meio de locomoção por uma moto elétrica, andando em média de 50 km por dia, geraria economia de aproximadamente R$ 2.300 por ano. Se fizermos essa comparação com a substituição de um carro popular pela scooter, a economia supera R$ 8 mil ao ano, o que já quase pagaria a moto”, afirma.

Foi a realidade do advogado Sérgio Cunha, que adquiriu a sua primeira moto elétrica há um ano e meio, aposentou o carro e já sentiu um alívio nas contas. “A questão da gasolina pesa muito no orçamento mensal. Para quem depende de carro é impossível gastar menos de R$ 20 por dia. Com a scooter, o único gasto a mais que eu tenho é um aumento mensal de R$ 2 na minha conta de energia para recarregar a bateria”, conta.

O preço médio de uma scooter hoje em Goiânia é de R$ 12 mil, com valores entre R$ 8,5 mil e R$ 14,5 mil. Para recarregar a bateria por completo, basta ligar o carregador à tomada e aguardar cerca de 3 horas. Com uma recarga dessas e andando a uma velocidade média de 60 km/h, a scooter é capaz de fazer, em média, 50 km.

“A moto elétrica também não precisa, por enquanto, de habilitação e de emplacamento. Ela é rápida, não gera barulho ou poluição, não precisa de troca de óleo e tem um custo de manutenção geral infinitamente inferior ao de uma moto à combustão ou um carro”, diz Maia.

Desvantagens
As desvantagens, por outro lado, também existem e a ausência das scooters na legislação de trânsito que podem ser positivas pela inexistência da cobrança de impostos como o IPVA, podem gerar também uma insegurança jurídica no usuário. É o que alerta a proprietária da concessionária Eletric Motors, Ilara Accattini. “A legislação de trânsito não dá um respaldo a quem tem uma scooter elétrica e o usuário fica com um pouco de dúvidas em relação ao que pode ou não fazer”, afirma.

A principal desvantagem das motos elétricas, no entanto, é um consenso entre os entrevistados: a falta de resistência às chuvas dos modelos mais em conta. O problema levou o advogado Sérgio Cunha a trocar a sua scooter por um modelo mais resistente. “As scooters mais comuns não são à prova d’água, o que torna impossível seu uso nos períodos mais chuvosos. Optei por investir R$ 2 mil a mais e rodar com a moto o ano todo”, diz.

Apesar das desvantagens apontadas, Accattini acredita que os pontos positivos no uso de motos elétricas ainda são maiores. “As desvantagens são mínimas perto dos inúmeros benefícios que se tem ao utilizar uma scooter elétrica. Tem muito mais vantagem do que desvantagem e elas têm caído no gosto da população exatamente por conta disso”, frisa.

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One thought on “Crescem as vendas de motos elétricas em Goiânia”

  1. Avatar Cláudio Borela disse:

    Gostaria de colocar uma espécie de franquia deste produto aqui na minha cidade ….como poderia ter contato com vocês?????