Fieg manifesta preocupação com a indústria goiana

Fieg manifesta preocupação com a indústria goiana

19 de janeiro de 2022

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, manifestou preocupação com a estagnação do setor industrial goiano, que cresceu apenas 0,1% em novembro diante de outubro de 2021, conforme dados divulgados na semana passada pelo IBGE. “A indústria está estacionada, mas até novembro de 2021 acumulou queda de 4,6%”, assinalou.

“Há setores que apresentam mais dificuldades, como, por exemplo, a indústria de transformação, que registrou a 14ª queda consecutiva (-5,7%). “Os números são preocupantes e sinalizam que as empresas vivem uma fase de recessão, o que é ruim para todo mundo, principalmente para os trabalhadores, uma vez que empregos e renda não estão sendo gerados”, pontuou, ao lembrar que em relação a novembro de 2020, conforme o IBGE, o recuo da produção industrial foi de 3,9% em Goiás.

A atividade que registrou maior queda na produção foi a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-33,8%), com destaque para produção de álcool etílico e biocombustível. Já a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, recuou 14% e metalurgia, 5,2%.

Agregar valor
O líder classista também reiterou a necessidade de melhor aproveitamento de matéria-prima, por meio da agregação de valor, com sua industrialização dentro do Estado, em vez de priorizar a exportação in natura. Nós precisamos parar de exportar essa quantidade de matéria-prima sem industrializar. Se houvesse uma política de industrialização de grãos no Estado, falando só de soja, nós teríamos mais de meio bilhão de reais por ano de salários. Se industrializássemos toda a matéria-prima produzida aqui, nós teríamos crescimento em toda a cadeia produtiva”.

Diante de queda momentânea na confiabilidade do setor produtivo em relação à indústria em Goiás, apurada em dezembro pelo ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial Goiano), Sandro Mabel defendeu maior diálogo entre o governo estadual e o setor produtivo para reverter essa tendência e, assim, potencializar os negócios. “Nós temos falado bastante com o governo para que a classe empresarial tenha incentivos, que possa ser ouvida e que possa trocar mais ideias, porque temos dificuldades com isso”, frisou.

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