Goiânia teve a nona maior inflação do País em 2021

Goiânia teve a nona maior inflação do País em 2021

11 de janeiro de 2022

A inflação de Goiânia, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como a inflação oficial do Brasil, fechou o ano passado em 10,31%, mais do que o dobro registrado em 2020, que foi de 4,33%. A taxa acumulada da capital goiana, a nona maior do país, ficou acima da nacional que foi de 10,06%, também acima da alta de 4,52% em 2020. A informação foi divulgada nesta terça-feira (11) pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação de 10,31% no ano passado em Goiânia foi influenciada principalmente pelos grupos de Transportes (23,67%), Habitação (12,04%) e Alimentação e Bebidas (8,12%). De acordo com o IBGE, os principais aumentos ocorreram no transporte por aplicativo 56,47%), combustíveis (47,88%) e gás de botijão (39,38%). No caso do grupo Transportes, as maiores altas em 2021 vieram do etanol, que subiu 54,04%, a gasolina, 46,72% e o óleo diesel, 46,62%. Outros subitens que se destacaram em 2021 foram o gás de botijão, que subiu 39,38%, energia elétrica residencial, que registrou aumento de 21,74% no referido período.

No Brasil, essa é a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando foi de 10,67%, e extrapolou a meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2021, cujo teto era de 5,25%. Com o resultado ficando bem acima do teto da meta oficial – de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos, o Banco Central deve divulgar em seguida carta explicando os motivos do estouro do objetivo.

Em 2021, o INPC fechou o ano com alta de 10,16%, acima dos 5,45% registrados em 2020. Em Goiânia, o INPC foi de 9,48% no ano passado, bem maior em relação ao de 2020, que ficou em 5,05%.

Vilão do ano

O resultado de 2021 foi influenciado principalmente pelo grupo Transportes, que apresentou a maior variação (21,03%) e o maior impacto (4,19 p.p.) no acumulado do ano. Em seguida vieram Habitação (13,05%), que contribuiu com 2,05 p.p., e Alimentação e bebidas (7,94%), com impacto de 1,68 p.p. Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.

“O grupo dos Transportes foi afetado principalmente pelos combustíveis”, explica o gerente do IPCA, Pedro Kislanov. “Com os sucessivos reajustes nas bombas, a gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021. Já o etanol subiu 62,23% e foi influenciado também pela produção de açúcar”, complementa.

Outro destaque nos Transportes foi o preço dos automóveis novos (16,16%) e usados (15,05%). “Esse aumento se explica pelo desarranjo na cadeia produtiva do setor automotivo. Houve uma retomada na demanda global que a oferta não conseguiu suprir, ocorrendo, por exemplo, atrasos nas entregas de peças e, as vezes do próprio automóvel”, contextualiza Kislanov.

Habitação

Já no grupo Habitação, a principal contribuição (0,98 p.p.) veio da energia elétrica (21,21%). “Ao longo do ano, além dos reajustes tarifários, as bandeiras foram aumentando, culminando na criação de uma nova bandeira de Escassez Hídrica. Isso impactou muito o resultado de energia elétrica, que tem bastante peso no índice”, explica Kislanov. Ele destaca, ainda, no grupo Habitação, o item gás de botijão (36,99%), que subiu em todos os meses de 2021 e teve o segundo maior impacto no grupo, de 0,41 p.p.

No grupo Alimentação e bebidas, a variação de 7,94% foi menor que a do ano anterior (14,09%), quando contribuiu com o maior impacto entre os grupos pesquisados. Ainda assim, Kislanov destaca alguns itens, como o café moído, que subiu 50,24%, e o açúcar refinado, que teve alta de 47,87%. “A alta do café ocorreu principalmente no segundo semestre, pois a produção foi prejudicada pelas geadas no inverno. Já o preço do açúcar foi influenciado por uma oferta menor e pela competição pela matéria prima para a produção do etanol”.

Vestuário

Além disso, o grupo dos vestuários (10,31%) fechou 2021 com a quarta maior variação entre os grupos. “Este tinha sido o único grupo com queda em 2020. Em 2021, apresentou uma recuperação de preços, relacionada à retomada da circulação de pessoas, mas também ao aumento dos custos de produção, devido a alta dos preços do algodão e do couro. Além disso, tem o componente sazonal do final de ano”, destaca Kislanov.

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