Enel promete investir R$ 10 bi/ano no Brasil (se tiver lucro para isso)

Enel promete investir R$ 10 bi/ano no Brasil (se tiver lucro para isso)

25 de novembro de 2021

“Apenas investiremos se tivermos bons retornos”, afirmou o presidente Francesco Starace

A empresa de energia elétrica Enel anunciou que pretende investir 5 bilhões de euros no Brasil nos próximos três anos. Ou seja: cerca de R$ 10 bilhões por ano. Mas com uma condição: se tiver retorno para isso. Portanto, se suas operações apresentarem lucratividade que gere caixa o suficiente para bancar os investimentos bilionários. “Os números são puramente indicativos, não são compromissos. Apenas investiremos se tivermos bons retornos”, afirmou o presidente global do grupo, Francesco Starace. Ele disse ainda que os investimentos podem mudar, a depender das oportunidades (leia-se aquisições) que a empresa encontrar nos mercados onde atua.

Em Goiás, depois de lucrar cerca de meio bilhão de reais no ano passado, a Enel tem acumulado prejuízo de R$ 62,8 milhões nos nove primeiros meses de 2021. A receita bruta da distribuidora nesse período subiu 38,4% no Estado, chegando a R$ 10,7 bilhões, e os investimentos somaram R$ 1,48 bilhão, aumento de 80% em relação ao investido nos nove primeiros meses de 2020 em Goiás. A empresa afirma que, apesar do aumento da sua receita no Estado, os resultados estão impactados pelo aumento da dívida para a realização dos investimentos, com um consequente aumento de gastos financeiros que afetam o lucro no período.

A Enel atua no Brasil em geração, distribuição, transmissão, comercialização e serviços de energia. O grupo tem 18 milhões de clientes nos Estados de São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Goiás. Ao todo, a companhia opera mais de 4,3 gigawatts (GW) em geração de fontes renováveis no país, dos quais mais de 1,8 GW são de fonte eólica, cerca de 1,2 GW são de fonte solar e cerca de 1,3 GW de hidrelétricas.

Questionado sobre a crise hídrica que o Brasil enfrentou em 2021 e que afetou os reservatórios das hidrelétricas, Starace disse que os reguladores locais gerenciaram bem a questão e que não espera novos problemas em 2022. “Para os próximos anos, é claro que as chances de sofrer com isso novamente vai cair conforme o país passe a contar com mais usinas eólicas e solares em operação e é isso que pretendemos fazer”, afirmou.

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