Perspectivas econômicas nada animadoras

Perspectivas econômicas nada animadoras

23 de novembro de 2021

O cenário atual é traumático para a economia brasileira, o que, sem dúvida, impactará de forma negativa Goiás e o Brasil, em 2022.  Goiás, em menor escala, pois nos últimos anos, puxada pelo agronegócio, construção civil, comércio e serviços, a economia tem crescido acima da média nacional. No Estado, a indústria de transformação convive, desde o início da pandemia, com altos e baixos, mas também cumpre seu papel no crescimento do produto agregado.

As paralisações ocorridas no primeiro trimestre de 2020 ainda continuam prejudicando o setor, sobretudo, pela falta de insumos para o processamento final dos produtos e/ou mercadorias. O que tem sustentado o crescimento do PIB goiano nos últimos anos, diferente do Brasil, é sua política agressiva de incentivos e/ou benefícios fiscais. No passado, através do Fomentar/Produzir. No presente, o ProGoiás tem dado o tom.

Com inovação e integração, a política de desenvolvimento regional centrada no binômio – benefícios fiscais/financeiros – tende a continuar fazendo a diferença, em nível de renda e empregos. O Brasil, por sua vez, segundo agências de risco de renome no mercado financeiro, tende a aumentar suas dificuldades tanto na esfera fiscal quanto econômica.  A opção pela alta da taxa Selic num ambiente adverso para combater uma inflação de custos irá frear as possibilidades de crescimento do PIB. Soma-se a isso a crise energética, que também tem prejudicado e encarecido a produção.

A queda do PIB implica em menor utilização dos fatores de produção já consagrados tais como: terra, capital, trabalho, tecnologia e a capacidade instalada das unidades de produção. Menor movimentação econômica implica geração de menos empregos e renda.

Não obstante a tudo isso, em 2022 o país terá eleições majoritárias e proporcionais, fato que elevará os gastos do governo, situação que dificultará o cumprimento das metas fiscais. O desequilíbrio fiscal e a quebra do teto de gastos têm influenciado a alta do dólar e provocado o aumento de preços em cadeia, principalmente dos derivados do petróleo, comprometendo os orçamentos familiares com a perda do poder aquisitivo.

Eis aí as expectativas não tão satisfatórias para 2022, mas que reflete as medidas tomadas pelo governo federal em 2021.

Júlio Paschoal
Economista e professor da UEG
julioalfredorosa@gmail.com

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